Recém-nascidos: como dividir a maternidade e a vida profissional


Para muitas mães, o retorno da licença-maternidade é um momento delicado da vida profissional. Afinal, foram meses de afastamento, sem participar do dia a dia da empresa. Junta-se a isso o fato de elas terem uma preocupação e tanto: o bem-estar do seu recém-nascido.

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Algumas se apegam tanto aos seus rebentos que pensam até em deixar o emprego para se dedicar exclusivamente à maternidade. E existem aquelas que não conseguem se desvencilhar do que está acontecendo em casa e têm uma queda significativa de produtividade.

A psicóloga clínica Nália de Paula explica que esse fenômeno é natural, sobretudo em mamães de primeira viagem. “O ideal é que ao menos nos seis meses iniciais a mulher fique exclusivamente com o bebê. Contudo, o importante é um bom vínculo. Se for gerar problemas no emprego, melhor que fique com terceiros, e que essa mãe tenha qualidade no pouco tempo com a criança”, ressalta. “Parar de trabalhar pode trazer uma implicação séria nas finanças da família e no psicológico também, em longo prazo”, acrescenta a psicóloga.

Além da estrutura financeira, o estado emocional da mãe é outro ponto importante. Escolher bem a babá ou o parente que vai cuidar do bebê enquanto ela está no trabalho é fundamental, de acordo com Nália. “A creche não está descartada, desde que não haja um rodízio grande nos cuidadores e nem muitas crianças numa mesma sala, para que os cuidados sejam mais personalizados”, defende.

Então, qual a maneira ideal de lidar com a distância e a saudade do filho? A psicóloga recomenda um contato telefônico para ouvir os grunhidos do bebê. “Falar com a criança também é interessante, porque ele reconhece a voz da mãe e isso o acalma”, afirma.

Quanto ao choro intenso, que divide muitas mulheres e faz com que algumas até hesitem em sair de casa, a psicóloga diz que é algo que deve ser trabalhado. O ideal, de acordo com ela, é que a criança não fique o dia inteiro longe da mãe. “Uma saída no horário do almoço ou uma paradinha para a amamentação são coisas que possuem um valor muito grande no que diz respeito ao vínculo com o bebê”, destaca. “A amamentação pode ser feita de maneira pouco traumática para os dois lados. A mãe pode retirar o leite e deixar o bebê ou arrumar um tempo para ‘escapar’ do trabalho e ter esse contato com a criança, claro, quando a estrutura permite a ida pontual da mulher ou da criança”, completa.

De volta ao normal
O tempo do bebê – o cessar das cólicas, o estabelecimento de um horário para amamentação etc – também é importante para que a mulher consiga reestabelecer a sua rotina profissional. Nesse sentido, repetir os horários ajuda a mulher a se organizar mais rápido. “Mas nada de rigidez, afinal é um bebê. O retorno ao ritmo precisa contemplar o cuidado efetivo da criança. É importante não delegar essas tarefas o tempo todo a terceiros. A retomada da rotina funciona como um ponto importante para a mulher. Mas, se ela estiver passando por um problema como a depressão pós-parto, precisará da intervenção de um profissional, pois será mais uma demanda para dar conta”, alerta a psicóloga.

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/rec-m-nascidos-como-dividir-maternidade-e-vida-192000166.html

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