A origem dos olhos azuis


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Se você acha que os olhos azuis começaram a aparecer na época da idade média europeia, e que a intolerância à lactose é um mal do nosso tempo, está redondamente enganado. O gene para essas duas características é mais antigo do que eu, você e cientistas do mundo inteiro imaginavam.

O esqueleto de um homem espanhol da idade da pedra, com cerca de 7 mil anos, foi descoberto recentemente pela equipe internacional de pesquisadores do Instituto de Biociências Molecular da Universidade de Queensland (Austrália). Desde então, eles vêm desenvolvendo uma série de pesquisas com o objetivo de entender o impacto da evolução dos primeiros seres humanos caçadores para uma sociedade agrícola.

Segundo o professor Rick Sturm, um dos líderes da equipe que descobriu o esqueleto, os genes encontrados nele também deixaram boas dicas de como era a aparência dos homens da idade da pedra.

Ao analisar o genoma de um de seus dentes, os cientistas encontraram evidências incríveis: o homem tinha genes para pele e cabelo escuros, mas para olhos azuis. E como essa combinação de genes é única e não existe mais nos europeus hoje em dia, a conclusão é que o gene para olhos azuis pode ter se espalhado pela população europeia muito antes que o gene para pele clara.

E as descobertas não param por aí: uma equipe liderada por pesquisadores do Instituto de Biologia Evolutiva da Espanha e da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, também investigou genes associados à dieta e descobriu que esse caçador Mesolítico, de mais de 7 mil anos, carregava ainda o gene para intolerância à lactose.

Para quem não sabe, a intolerância à lactose consiste em uma incapacidade de digerir produtos lácteos como leite, queijo, manteiga, etc. Está cada vez mais presente na nossa sociedade, tanto que já chega a atingir até 70% dos brasileiros adultos.

Mas, como você pode ver, apesar de parecer um mal recente, o gene para a condição é de longa data.

Fonte: http://hypescience.com/olhos-azuis-e-intolerancia-a-lactose-sao-mais-antigos-do-que-voce-imagina/

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