Abaixe o som: 12% das crianças e adolescentes apresentam perda auditiva


O seu filho, seja ele criança ou adolescente, passa horas “conectado” a um player de música? Este isolamento musical pode está fazendo mais do que irritar os pais. De acordo com a Associação Nacional da Fala Linguagem e Audição (EUA), estima-se que quase 12% de todas as crianças com idades entre 6-19 têm perda auditiva induzida por ruído (conhecida pela sigla PAIR). Este tornou-se um problema de saúde pública generalizada grave, que pode ocorrer em qualquer idade.

Embora trabalhadores da construção civil e militares sejam rotineiramente expostos a níveis excessivos de ruído que causam perda de audição, a pesquisa recente sugere que ouvir música através de um iPod ou outro dispositivo em determinados níveis de som também pode ser perigoso para a audição. Tendo em conta que muitas crianças e adolescentes passam muitas horas ligados aos seus dispositivos, algumas precauções devem ser usadas ​​para evitar a perda de audição.

O ouvido externo recebe ondas sonoras e as afunila pelo canal auditivo até o tímpano e, em seguida, para o ouvido interno. O ouvido interno é um órgão semelhante à concha de um caracol chamado de cóclea. Dentro da cóclea, existem milhares de células ciliadas que são as responsáveis reais ​​pela nossa audição, porque transmitem os sons para o cérebro. Os cientistas acreditam que a PAIR danifica as células ciliadas do ouvido interno, causando a perda da capacidade de transmitir som. Este distúrbio é gradual e indolor, porém, eventualmente, torna-se permanente. Uma vez danificadas, as pequenas células ciliadas do ouvido interno não podem voltar a crescer.

O som é medido em decibéis. Por exemplo, uma conversa normal normalmente alcança 60 decibéis; secadores de cabelo e máquinas de cortar grama chegam aos 90 decibéis; shows de rock e corridas de carro podem chegar a 110 decibéis; e armas de fogo e fogos de artifício muitas vezes fazem sons superiores a 140 decibéis. Qualquer som acima de 85 decibéis é alto o suficiente para prejudicar a audição. Ainda assim, tal como os danos causado pelo sol, quanto mais intenso é o som, menor é a quantidade de tempo que se pode ser exposto a ela antes de ocorrerem danos.

O que você pode fazer para evitar a perda de audição?

  • Use proteção auditiva: Para eliminar o ruído indesejado, várias opções estão disponíveis, tais como protetores de orelha e tampões para os ouvidos. Protetores auditivos podem ser feitos sob medida ou individualmente moldados e estão disponíveis através de fonoaudiólogos locais. Aliás, a receita caseira de colocar algodão nos ouvidos não funciona.
  • Limite o tempo: Faça pausas enquanto está ouvindo seu iPod ou outro dispositivo para dar aos seus ouvidos algum tempo de recuperação.
  • Distancie-se: Quanto mais longe você está do barulho, menos dano que vai causar.
  • Abaixe o volume: Um estudo publicado em 2006 mediu os períodos adequados de exposição aos aparelhos da Apple sem correr o risco de causar danos à audição. Usando de 10 a 50% da capacidade de volume do iPod, não há limite de tempo diário; aos 60%, o ideal é que se utilize o player por no máximo 18 horas; com 70% o número cai drasticamente, indo para um máximo de 4,6 horas diárias; já com 80% da capacidade, não deve-se passar de 1,2 horas e, aos 90%, o máximo é de 18 minutos por dia. Por último, para ouvir música “no talo”, com 100% do volume, através dos fones padrão da marca, não se pode passar dos 5 minutos diários.

Se você quiser fazer um teste para saber se está tudo bem com seus ouvidos, pode clicar neste link e seguir as instruções dadas pela empresa especializada em tratamentos auditivos.

Fonte: http://hypescience.com/abaixe-o-som-12-das-criancas-entre-6-e-19-anos-apresentam-perda-auditiva/

Uma opinião sobre “Abaixe o som: 12% das crianças e adolescentes apresentam perda auditiva”

  1. Será que os decibéis de sons apenas graves afetando ouvido externo, tímpano, cóclea, arriscam a qualidade da saúde auditiva em mesma quantidade de tempo como se afetada pelos decibéis de sons apenas agudos?

    Leigo, ouso assertar que tanto faz, isto é: que sensatez e bom senso – se é que são sinônimos – em dia, elaborados e respeitados, devem servir pra exercício, costume e hábito da prudência e moderação, o que me parece conjunto pertinente pra evitar qualquer tipo de aproximação ou relacionamento com qualquer tipo de risco físico, emocional e moral.

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