17 invenções brasileiras que mudaram o mundo e que você provavelmente não conhece


Do avião ao escorredor de arroz. Conheça aqui alguns inventos genuinamente brasileiros que mudaram a vida das pessoas em todo o mundo

 Todo mundo está cansado de saber que os americanos e europeus são grandes cientistas e atuam no ramo de pesquisas há mais tempo que nós, sul-americanos. Acontece, no entanto, que eles não são os únicos a se destacar nas Ciências. Inúmeros inventores brasileiros – por mais que a maioria não tenha recebido os louros por suas contribuições para com a humanidade – já foram os responsáveis por descobertas formidáveis, capazes de interferir na vida de muita gente.

Mas, como é de praxe acontecer por aqui, é provável que você não conheça muitos dos grandes inventos brasileiros que marcaram a história e mudaram a relação das pessoas com o mundo, não é mesmo? Então confira a lista abaixo e veja um pouco do que nossos conterrâneos já fizeram pelo mundo:

1. Avião

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Apesar de o mundo cair na história de que os irmãos americanos Orville e Willbur Wright inventaram o avião, a verdade é que os louros desse invento cabem mesmo a Santos Dumont, do Brasil. A dupla dos Estados Unidos realmente chegou a construir uma aeronave em 1903 (três anos anos da apresentação do 14 Bis), mas eles utilizaram uma espécie de catapulta para fazer o invento decolar.

No caso do brasileiro, ao contrário, foi um motor a combustão que voar a máquina mais pesada que o ar ganhar os céus. Além disso, o voo inaugural do 14 Bis foi em Paris, diante de um grande número de pessoas, o que reforça a condição de Dumont como o grande pioneiro da aviação em todo o mundo.

2. Abreugrafia

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Apesar do nome estranho, essa invenção brasileira consiste nas radiografias, muito solicitadas pelos médicos hoje em dia. A descoberta da tecnologia foi feita pelo médico Manuel de Abreu, que pesquisou durante muitos anos uma forma de captar a imagem de órgãos do corpo humano.

As pesquisas do brasileiro começaram a das resultado em 1936, quando ele finalmente conseguiu usar chapas radiográficas para “fotografar” os pulmões. Isso, aliás, possibilitou que o diagnóstico de doenças como a tuberculose fosse muito mais rápido.

Manuel de Abreu chegou a ser cotado para ganhar o prêmio Nobel de Medicina, em 1950, mas não foi realmente agraciado com a honra. Depois de anos de trabalho, por ironia do destino, o famoso pneumologista morreu em 1962, de câncer de pulmão.

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3. Rádio

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Mesmo que a invenção do rádio seja atribuída ao italiano Gugliermo Marconi, foi um padre brasileiros que, anos antes, fez a primeira transmissão da voz humana por meio das ondas radiofônicas. O nome dessa figura história de nosso país, aliás, era Roberto Landell de Moura.

A façanha do inventor com as ondas radiofônicas aconteceu em 1894 e ele usou o recurso para transmitir um comunicado por vários quilômetros na cidade de São Paulo. Mas, sua esperteza e inteligência foi vista com desconfiança, especialmente pela comunidade religiosa, que acusavam o padre-cientista de praticar feitiçaria. Foi por esse motivo que o trabalho de Roberto não teve a visibilidade.

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4. Escorredor de arroz

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Apesar de ser um utensílio corriqueiro na cozinha, o escorredor de arroz precisou ser delicadamente pensado para ser desenvolvido. Aliás, a criação foi da dona de casa Therezinha Beatriz Alves de Andrade, que estava cansada de ver sua pia se encher de arroz todos os dias, na hora de escorrer a água da lavagem.

Ela, então, criou o utensílio em 1959, que consistia em uma pequena bacia com uma peneira acoplada. Três anos depois de patentear seu invento, o escorredor de dona Therezinha começou a ser exibido em feiras de utilidades domésticas e comercializado em todos os lugares.

5. Balão estático

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Outro invento brasileiro de grande representatividade foi o balão estático, daqueles coloridos e enormes que as pessoas usam para se aventurar pelos céus. O responsável pela invenção, inclusive, foi outro padre, Bartolomeu de Gusmão, que se mudou para Portugal no início do século 18.

Foi nas terras da Colônia que ele observou uma bolha de sabão e percebeu que o ar quente é mais leve que o ar exterior, fator que possibilitaria criar um veículo capaz de levitar. Em 1709, então, Bartolomeu criou a “Passarola” e a exibiu para a corte portuguesa, que se impressionou com o aparelho, movido a ar quente, que era capaz de subir há mais de 4 metros de altura.

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6. Urna eletrônica

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A máquina que facilita o processo de votação e contabilização dos votos nas eleições brasileiras foi pensada também por um conterrâneo nosso. Foi um juiz eleitoral de Santa Catarina, chamado Carlos Prudêncio, que decidiu investir – ainda na década de 80 – na criação de uma urna de votação eletrônica.

O magistrado, então, contou com a ajuda do irmão, um empresário da área de informática, para desenvolver o aparelho, que foi utilizado pela primeira vez, de forma experimental, em 1989. Só depois de 7 anos que é a nova urna foi implantada em larga escala e, em 2000, o país realizou sua primeira eleição totalmente eletrônica.

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7. Cartão telefônico

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Houve uma época em que as pessoas não contavam ainda com a tecnologia facilitada dos celulares e, mesmo assim, já tinham a necessidade de se comunicar com maior rapidez. Os orelhões, então, era a única opção para quem estivesse na rua e precisasse fazer uma ligação.

Acontece que, até os anos 80, era preciso utilizar fichas metálicas, semelhantes às moedas, para usar os telefones públicos e, não raro, era preciso uma grande quantidade delas para ligações mais longas ou à outros municípios. Para acabar de vez com esse incômodo, o engenheiro Nélson Guilherme Bardini teve a ideia revolucionária, em 1978, de criar um cartão feito de PVC, com um circuito elétrico em seu interior, que permitisse às pessoas ter uma espécie de créditos de ligações.

Estava nascendo, assim, o cartão telefônico. O invento se espalhou pelo mundo mas, curiosamente, só foi implantado de forma oficial em território brasileiro em 1992.

8. Identificador de chamadas

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Há 30 anos, além de ser uma aquisição cara, quem contava com telefone em casa tinha ainda que lidar com trotes constantes. Isso acontecia porque não havia maneiras de identificar o número da chamada que se estava recebendo.

Cansado de enfrentar essa chateação todos os dias, o eletrotécnico Nélio José Nicolai, em 1980, criou um aparelho que permitia identificar de onde vinha a ligação. Ele, então, deu o nome de Bina (sigla para B identifica número de A) ao seu invento, que em pouco tempo se espalhou pelo mundo. Mas, hoje em dia, sua preocupação já não são as chamadas anônimas e sim sua briga na justiça, para receber a parte que lhe cabe do lucro que as empresas telefônicas conseguiram sobre sua invenção.

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9. Walkman

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Se hoje em dia existe uma enorme variedade de aparelhos que permitem as pessoas escutarem música fora de casa, há muitos anos esse era um sonho distante dos amantes de um bom som. Isso porque os aparelhos que reproduziam música eram enormes e pesados, difíceis de serem tirados do lugar.

Mas, em 1979, um rádio e toca-fitas portátil foi lançado pela Sony, revolucionando de vez o mercado de eletrônicos. O que poucos sabem é que o Walkman, como foi chamado o invento, foi criado pelo alemão Andreas Pavel, naturalizado brasileiro.

Aliás quando ele anunciou sua invenção,em 1972, o aparelho era chamado de stereobelt. Após anos de brigas judiciais, o inventor e a Sony acabaram entrando em um acordo, com a empresa reconhecendo a autoria do invento.

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10. Soro antiofídico em pó

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Apesar de existiram desde o século 19, os antídotos contra veneno de cobras passaram por uma revolução nos anos 2000. Isso porque um veterinário brasileiro, chamado Rosalvo Guidolin, teve a ideia de resolver criar uma versão em pó do medicamento, com prazo de validade muito maior que suas versões líquidas e que não precisa ser mantido em baixa temperatura.

Conforme o veterinário, a nova versão desses antídotos foi pensada para atender os requisitos de transporte e armazenamento dos soros, que sempre enfrente problemas na hora de chegar até regiões mais remotas, onde costumam ser mais necessários. O produto solúvel, então, começou a ser produzido em São Paulo pelo Instituto Butantan, um dos mais importantes centros de excelência no assunto em todo o mundo.

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11. Urna eletrônica

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O inventor da “Urna Eletrônica” foi um juiz eleitoral de Santa Catarina chamado Carlos Prudêncio. Contando com a ajuda de seu irmão, um empresário da área de informática, testou a máquina pela primeira vez, como fase de experimento, nas eleições de 1989.

12. Coração artificial

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No campo da ciência, também tivemos um destaque importante com a criação do primeiro coração artificial. O engenheiro mecânico Aron de Andrade, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP), elaborou essa salvação para os cardíacos em 2000, que é ligado ao coração natural e alimentado por um motor elétrico.

13. Painel eletrônico

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Essa invenção é ideia de Carlos Eduardo Lamboglia, que criou o painel mais usado em todos os jogos de futebol televisionados. Em 1997 ele patenteou a criação e na Copa da França foi usada em todos os jogos do evento.

14. Orelhão

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O conhecido orelhão foi inventado em 1970, pela designer Chu Ming Silveira (1941-1997), chinesa naturalizada brasileira e chefe do Departamento de Engenharia da Companhia Telefônica Brasileira. A Rua Sete de Abril, em São Paulo, foi palco do primeiro teste. Em 1972, gradualmente, os orelhões passaram a ser implantados em todo o país. Atualmente, a invenção de Chu Ming é encontrada em vários países da America Latina, além da própria China. Antes, os telefones públicos ficavam apenas dentro de estabelecimentos credenciados.

15. Cinema 3D

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Mais um caso de pioneirismo brasileiro. Em 1934, Sebastião Comparato, italiano criado no Brasil, criou dois modelos de projetores 3D e os apresentou no Rio de Janeiro. Era um pequeno equipamento que podia ser adaptado a projetores comuns e a uma tela especial. Feito isso, a imagem projetada era refletida por um espelho e criava a sensação de se passar em um espaço vazio, como se fosse um palco de teatro. A ideia foi bem aceita, e Comparato, que estudou na Faculdade de Medicina de São Paulo, chegou a receber ofertas para aprimorar o projeto no exterior. Porém, o seu desejo de criar uma invenção genuinamente brasileira o fez recusar todas as propostas. Infelizmente, o resultado ficou no esquecimento.

16. Relógio de pulso

relogio de pulso

Quem pensa que a genialidade de Santos Dumont restringiu-se apenas ao avião, vai se surpreender ao saber dessa: ele também esteve envolvido na criação da versão mais popular do relógio de pulso. Certa vez, Dumont pediu ao amigo e famoso relojoeiro francês Louis-Fronçois Cartier que transformasse seu relógio de bolso em um dispositivo que pudesse ser amarrado em seu pulso, para que pudesse visualizar melhor as horas. Logo, em 1904, Paris viu uma nova moda que se espalhou por todo o planeta.

17. Máquina de escrever

Maquina de escrever 1861

Embora existam diversas versões sobre a invenção da máquina de escrever, existe uma que vale a pena destacar. Em 1861, o padre paraibano João Francisco de Azevedo adaptou um piano de 24 teclas para imprimir letras em papel. Chegou a apresentá-la em alguns congressos e ser premiado pelo feito, porém, nunca conseguiu incentivo do governo imperial para levar a invenção adiante. Segundo o biógrafo Ataliba Nogueira, o padre já idoso e com problemas de saúde entregou seu projeto ao negociante norte-americano George Napoleón, que dizia ter muitos interessados na fabricação da engenhoca nos Estados Unidos. Nunca mais teve notícias do tal vendedor. Anos depois, um modelo semelhante foi apresentado por Christofer Sholes nos EUA. Em seguida, a empresa Remington comprou a ideia e comercializou o invento.

Fontes:

 

 

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