Espera…


À espera

Sentada fico

Ouvindo o tempo passar,

Em passos largos pelo corredor

 

Em encosto desconfortável

Viro e reviro-me

Tentando um encaixe,

Que não ocorrerá

 

O desconforto

É positivo

Com ele o movimento

Alerta e tira do lugar

 

Sentindo a brisa das vivências de adolescência

Folhas voam e caem no chão

Algumas em rebeldia permanecem a caminho,

Enquanto outras se fixam a um cantinho do solo

 

Pego com a mão?

Ou deixo lá?

Não fui eu que coloquei nesse lugar…

Sem culpas, resta a responsabilidade, mas de quem?

 

Não sei se levanto

Ou se sentada fico a espreitar…

Da observação retiro as vendas

E com olhos bem abertos, viajo sem sair do lugar

 

As costas avisam,

Os pés ativos balançam,

As mãos lançam ao ar

A inconstância de ficar e esperar

 

Levanta, anda, anda!

Opa!

Não!

Salta!

 

Nada melhor que brevemente tirar os pés do chão

Estar em mais de um lugar

Envolver-se e devolver,

Por mais que não venham a solicitar…

 

Christiane Ramos Donato

30 de outubro de 2014

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