Tese


-…?

– Não, não terminei.

– Sei, sei que tudo tem um fim.

– Só não esperava que este fim seria tão difícil para mim!

– Há quem tenha parto prematuro, quem tem no prazo certo ou quem estenda até o último minuto.

– Sempre preferi o prematuro, o se formando, a construção exposta…

– …?

– Não sei!

– Procrastinação sempre foi algo horrível para mim? Por que então o agarrei para uso pessoal?

– Seria medo da liberdade de terminar?

– Seria medo do vazio do fim?

– Por que eu veria os pontos negativos em meio à vastidão positiva do novo, do começo, da mudança…

– Talvez tenha me apegado. Amor doentio; medo maternal de expor meu filho ao mundo…

– Talvez tenha me bloqueado. Mas por quê? Pra quê?

– Que os ventos levem!

– Que as águas lavem!

– Que o sol ilumine!

– E o principal: que eu aja!

– Faça, ande, termine, acabe, mude…o que falta é parar de justificar e ação!

– E neste caminho: finalização da tese, aí vou eu!!!

 

Christiane Donato (08 de julho de 2015)

Reflexão pessoal…

Uma opinião sobre “Tese”

  1. Meu amor, sinto teu sentimento como o parto de meus filhos. É difícil aceitar que agora, tua filha tem voz própria e a ti será delegada à posição da mãe que fica na arquibancada torcendo pelo filho em campo e sabedora que pra nós, mães eles sempre serão os mais amados, o melhor de nós, únicos! Deixe-a “falar”, na simples certeza que a sua voz, dela tua tese, irá através e por meio de ti e com o teu melhor.Afeto e sucesso. Najó

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