Essas 6 manias de todo ser humano têm motivos evolucionários


Por que os seres humanos ao redor do mundo todo compartilham tantos pequenos tiques esquisitos, como por exemplo colocar a língua para fora quando estamos concentrados? De onde eles vieram e para que servem? Confira seis deles:

6. Colocar a língua para fora quando estamos concentrados

Essa mania que podemos observar principalmente em crianças pequenas – mas que de vez em quando aparece de forma mais discreta em adultos – vem do início da comunicação humana.

De acordo com a teoria da protolinguagem gestual, os seres humanos começaram a se comunicar com gestos, para depois desenvolver a linguagem oral. As primeiras linguagens consistiam basicamente de mímicas para representar ações rotineiras como caçar e comer.

Isso pode explicar por que colocamos a língua para fora quando estamos concentrados em tarefas manuais, como colorir e recortar. Pesquisadores observaram que as crianças tendem a colocar a língua cada vez mais para fora conforme os desafios manuais vão ficando mais difíceis.

O mesmo estudo mostrou que crianças são mais propensas a apontar a língua para o lado direito, indicando que a ação é controlada pelo hemisfério esquerdo do cérebro – o mesmo lado responsável pela linguagem.

5. Suspirar quando estamos frustrados

Você pode não ter controle algum sobre o prazo ridiculamente curto que seu chefe passou para terminar aquela tarefa ou sobre a gatinha da faculdade que não lhe dá a mínima atenção, mas pelo menos você pode suspirar ou bufar até ficar mais calmo.

O suspiro pode parecer existir apenas pelo efeito dramático que traz à interação social, mas segundo a ciência, há um motivo fisiológico para sua existência também: garantir que você não se sufoque lentamente até morrer.

Os pulmões contêm pequenos sacos de ar chamados alvéolos, que fazem a troca do dióxido de carbono do sangue pelo oxigênio. O problema é que eles naturalmente entram em colapso conforme o tempo passa. Por sorte, também temos um mecanismo que impede que isso aconteça: inspirar profundamente, também conhecido como suspirar. Esta simples ação abre os pequenos sacos novamente, permitindo que a troca gasosa aconteça com melhor aproveitamento.

Mas se isso acontece com certa frequência, porque bufamos em situações de estresse? Você já deve ter reparado que quando suspira, mesmo sem nenhum motivo emocional, imediatamente sente uma sensação de alívio. É como se o suspiro fosse um botão para reiniciar a função respiratória. Por isso, procuramos esta mesma sensação quando estamos sob pressão, e acabamos suspirando.

Pode até passar batido, mas suspiramos muito mais do que percebemos. Uma pessoa suspira, em média, a cada cinco minutos.

4. A forma de falar é influenciada pelo ambiente

Por que línguas como o francês, espanhol, italiano e português têm uma sonoridade mais agradável enquanto o alemão, sueco, russo parecem línguas mais “duras”?

Claro que a proximidade geográfica entre essas populações justifica semelhanças entre elas, mas há também um motivo físico: as ondas sonoras não se comportam da mesma maneira em ambientes diferentes.

Por exemplo: as consoantes se perdem facilmente em ambientes com muitas árvores e obstáculos que absorvem o som, como em uma floresta. Já em regiões com montanhas e neve, esses sons viajam com maior facilidade.

Por isso, habitantes de regiões tropicais usam mais vogais e sílabas abertas, como a palavra “aloha”, no Havaí. Nesses ambientes, palavras que terminam com consoantes não se comportam muito bem. A frase em alemão “Ich liebe dich” exige mais esforço do interlocutor destes ambientes.

O fenômeno também pode ser observado no canto dos pássaros: espécies nativas de florestas tropicais usam sons mais parecidos com vogais.

3. Balançar a cabeça para dizer que estamos cheios

O gesto humano mais reconhecido no mundo é o balançar da cabeça horizontalmente, que significa “não” (exceto em poucas regiões do mundo, como a Bulgária, onde isso quer dizer “sim”). Mas como este gesto foi ganhar este significado?

Uma hipótese para explicar esta linguagem corporal é que ela venha da alimentação dos bebês – tanto os atuais como dos pré-históricos. Como ainda não conseguem se comunicar, eles simplesmente tentam fugir da comida que os adultos oferecem quando já estão cheios, virando a cabeça para os lados.

Essa fuga da comida em excesso acabou se conectando à ideia de “não quero comer”, “agora não”, e simplesmente “não”.

2. Contraímos os músculos da face quando estamos muito bravos

Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) e Universidade Griffith (Austrália) estudaram por que a nossa expressão de braveza é do jeito que é.

Os pesquisadores Aaron Sell, Leda Cosmides e John Tooby dividiram os músculos faciais em sete grupos e analisaram isoladamente como cada um deles influencia a expressão. A conclusão é que mesmo sozinhos, esses grupos podem passar a mensagem de raiva. Uma sobrancelha junta ou lábios repuxados, por exemplo, são suficientes para passar essa impressão.

Segundo eles, a contração facial tenta mostrar ao seu oponente que você tem força física suficiente para ganhar dele se for necessário brigar fisicamente.

1. Bebês do mundo todo chamam suas mães de “mama”

A primeira palavra da maioria dos bebês é “mama” para as mães e “papa” para os pais. Isso acontece no mundo todo, em todas as linguagens. Em alguns países, as palavras se alteram levemente: na China, os bebês usam “baba” para os pais, e na Turquia eles preferem “ana” para as mães.

Quem estudou essa fantástica coincidência foi o pioneiro da linguística, Roman Jakobson. Sua teoria era de que os sons da fala são aprendidos em uma ordem específica, baseada em sua complexidade. O som do “r” é o mais difícil, e tende a ser o último a ser aprendido. Já o som “mmm” sai com facilidade quando os bebês fecham a boca, mas usam suas cordas vocais. Se fazem a mesma coisa com a boca aberta, o som resultante é o “ma”. As consoantes “p” e “b” também são simples de se produzir.

Por isso, é provável que os pais de toda a humanidade tenham adotado os nomes “mama”, “papa”, “baba” ou “dada” para dar uma mãozinha aos filhos, e não que os filhos tenham aprendido essas palavras porque os pais as usam o tempo todo.

Fontes:

 

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