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The story of stuff. “A história das coisas”


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99% do plástico nos oceanos sumiram e ninguém sabe onde foram parar


Plastic bag floating underwater at Pulau Bunaken. Indonesia.

Nas semanas passadas, uma estranha notícia estarreceu os internautas interessados em ciência: a maior parte do plástico que os cientistas esperavam encontrar na superfície do oceano está desaparecida e ninguém sabe exatamente onde está. Agora, os profissionais por trás da pesquisa divulgaram na revista “National Geographic” um mapa pioneiro sobre o plástico nos oceanos que poderia ser a chave para resolver o mistério.

Como explica o estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”, deveria existir muito mais plástico flutuando na superfície do oceano do que há. Uma equipe liderada pelo ecologista marinho Andres Cozar Cabañas, da Universidade de Cádiz (Espanha), navegou o mundo durante nove meses coletando dados de superfície de todo o globo e encontrou esta notícia nada boa.

Na verdade, tal fato é bastante assustador. Não é como se o plástico que jogamos no oceano esteja simplesmente resolvendo o problema por nós. Ao invés disso, é provável que, uma vez que ele vá se quebrando em pedaços cada vez menores, os peixes o estejam comendo.

Se a dieta dos peixes não te interessa, vamos mudar a perspetiva. Graças à magia da cadeia alimentar, isto significa que também estamos comendo nosso próprio lixo – ah, o carma.

Como já sabemos, as correntes marítimas fazem com que estes resíduos naveguem enormes distâncias e se reúnam em ilhas de lixo que se formam em zonas de convergência. Na verdade, há todo um novo ecossistema em torno deste plástico, chamado de plastifera.

O primeiro mapa do plástico criado por Cozar e sua equipe tem como base mais de 3 mil amostras colhidas ao longo de sua expedição. As imagens abaixo mostram as zonas com maior acumulação e as dimensões destas ilhas.

Map shows plastic debris in surface water of world's oceans. Created in-house by Jamie Hawk (Ryan Morris).

Todo um campo de estudo está emergindo deste lixo que jogamos nos oceanos, incluindo um esforço para aprender como este mecanismo gigantesco funciona. “[Se] não sabemos onde ele está ou como está afetando os organismos, não podemos contar à população o quão grande é esse problema”, destaca Kara Lavender Law, da Associação de Educação do Mar.

Com o novo mapa, os estudiosos estão se dedicando a traçar um curso para serem capazes de falar sobre o plástico nos oceanos de maneira completa. A questão é se nós vamos ser inteligentes o suficiente para ouvir e agir.

Fonte: http://hypescience.com/99-plastico-nos-oceanos-sumiram-e-ninguem-sabe-onde-foram-parar/

Desmatamento eleva em 100 vezes o custo do tratamento da água


Em locais com vegetação degradada, só cloro não é suficiente. É preciso usar coagulantes, corretores de pH, flúor, oxidantes, desinfetantes, algicidas e outras substâncias, encarecendo o custo do processo, diz o pesquisador José Galizia Tundizi (foto:Leandro Negro)

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Além de alterar o ciclo de chuvas, prejudicar a recarga de aquíferos subterrâneos e, consequentemente, reduzir os recursos hídricos disponíveis para o abastecimento humano, o desmate da vegetação que recobre as bacias hidrográficas tem forte impacto sobre a qualidade da água, encarecendo em cerca de 100 vezes o tratamento necessário para torná-la potável.

O alerta foi feito pelo pesquisador José Galizia Tundisi, do Instituto Internacional de Ecologia (IIE), durante palestra apresentada no terceiro encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 24 de abril, em São Paulo.

“Em áreas com floresta ripária [contígua a cursos d’água] bem protegida, basta colocar algumas gotas de cloro por litro e obtemos água de boa qualidade para consumo. Já em locais com vegetação degradada, como o sistema Baixo Cotia [bacia hidrográfica do rio Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo], é preciso usar coagulantes, corretores de pH, flúor, oxidantes, desinfetantes, algicidas e substâncias para remover o gosto e o odor. Todo o serviço de filtragem prestado pela floresta precisa ser substituído por um sistema artificial e o custo passa de R$ 2 a R$ 3 a cada mil metros cúbicos para R$ 200 a R$ 300. Essa conta precisa ser relacionada com os custos do desmatamento”, afirmou Tundisi.

Quando a cobertura vegetal na bacia hidrográfica é adequada – e isso inclui não apenas as florestas ripárias como também matas de áreas alagadas e demais mosaicos de vegetação nativa –, a taxa de evapotranspiração é mais alta, ou seja, uma quantidade maior de água retorna para a atmosfera e favorece a precipitação.

Além disso, explicou Tundisi, o escoamento da água das chuvas ocorre mais lentamente, diminuindo o processo erosivo. Parte da água se infiltra no solo por meio dos troncos e raízes, que funcionam como biofiltros, recarrega os aquíferos e garante a sustentabilidade dos mananciais.

“Em solos desnudos, o processo de drenagem da água da chuva ocorre de forma muito mais rápida e há uma perda considerável da superfície do solo, que tem como destino os corpos d’água. Essa matéria orgânica em suspensão altera completamente as características químicas da água, tanto a de superfície como a subterrânea”, explicou Tundisi.

De acordo com o pesquisador, a mudança na composição química da água é ainda mais acentuada quando há criação de gado ou uso de fertilizantes e pesticidas nas margens dos rios. Ocorre aumento na turbidez e na concentração de nitrogênio, fósforo, metais pesados e outros contaminantes – impactando fortemente a biota aquática.

Tundisi lembrou que, além de garantir água para o abastecimento humano, os ecossistemas aquáticos oferecem uma série de outros serviços de grande relevância econômica, como geração de hidroeletricidade, irrigação, transporte (hidrovia), turismo, recreação e pesca.

A mensuração do valor desses serviços ecossistêmicos é o objetivo do projeto “Pesquisas ecológicas de longa duração nas bacias hidrográficas dos rios Itaqueri e Lobo e represa da UHE Carlos Botelho, Itirapina, SP, Brasil (PelD)”, coordenado por Tundisi com apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“São serviços estratégicos e fundamentais para o desenvolvimento do Estado de São Paulo. Sua valoração é de fundamental importância para a implantação de projetos de economias verdes, dando ênfase à conservação dessa estruturas de vegetação e áreas alagadas”, disse.

Ciclo de carbono

Na segunda palestra do encontro, Maria Victoria Ramos Ballester, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), apresentou estudos realizados na Amazônia com apoio da FAPESP que revelaram a importância dos rios no balanço de carbono na Bacia Amazônica, incluindo a floresta e os solos. Parte dos resultados foi divulgada em artigo publicado na revista Nature.

“Sempre se acreditou que quase todo o carbono da atmosfera absorvido pela Floresta Amazônica ficasse fixado no solo, mas mostramos que uma parcela significativa vai para os rios na forma de folhas, galhos e sedimentos. Esse material é decomposto por microrganismos e volta para a atmosfera”, explicou Ballester.

De acordo com a pesquisadora, as águas fluviais processam em nível global praticamente a mesma quantidade de carbono estimada para os sistemas terrestres – algo em torno de 2,8 petagramas (2,8 bilhões de toneladas) por ano.

Estudos do grupo mostraram que na porção central da Bacia Amazônica a quantidade de carbono nas águas era cerca de 13 vezes maior que a descarregada no oceano.

“As análises da composição isotópica mostraram que o carbono é originário principalmente de plantas jovens, de aproximadamente 5 anos. Ele é metabolizado rapidamente dentro do rio e retorna para a atmosfera. O metabolismo do carbono ocorre ainda mais rapidamente em rios pequenos”, contou Ballester.

Mas o intenso processo de ocupação da Amazônia e a consequente mudança no padrão de uso do solo têm alterado a ciclagem de nutrientes nos rios – elevando a quantidade de carbono e reduzindo o oxigênio dissolvido –, alertou a pesquisadora.

“A maior quantidade de matéria orgânica em suspensão na água, aliada à maior penetração de luz resultante da retirada das árvores, favorece o crescimento de uma gramínea conhecida comoPaspalum, o que aumenta o consumo de oxigênio e o fluxo de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera”, contou.

Os efeitos da mudanças no habitat fluvial sobre a biota foi avaliado em um estudo realizado no âmbito do Projeto Temático “O papel dos sistemas fluviais amazônicos no balanço regional e global de carbono: evasão de CO2 e interações entre os ambientes terrestres e aquáticos”, coordenado pelo pesquisador Reynaldo Luiz Victoria.

O grupo do Cena analisou as transferências de nitrogênio e a biodiversidade de peixes de duas bacias interligadas em Rondônia, com 800 metros de extensão e as mesmas condições físicas. Uma das bacias, no entanto, era margeada por áreas de pastagem de gado e a outra possuía mata ciliar.

Os pesquisadores observaram que o rio que teve sua cobertura vegetal modificada apresentava apenas uma espécie de peixe, enquanto o curso da água cuja mata ciliar foi mantida possuía 35 espécies. Também houve alteração significativa da diversidade de espécies de invertebrados observada.

A desigualdade no acesso aos abundantes recursos hídricos existentes no território brasileiro foi tema da terceira e última palestra do encontro, proferida por Humberto Ribeiro da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP).

BIOTA Educação

O ciclo de conferências organizado pelo Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo em 2014 tem como foco os serviços ecossistêmicos.

Outros dois encontros estão programados para este semestre, com os temas: “Biodiversidade e mudanças climáticas” (relacionadas à perda de biodiversidade) e “Biodiversidade e ciclagem de nutrientes” (um exemplo é a influência da biodiversidade sobre a poluição e o equilíbrio de dióxido de carbono e oxigênio na atmosfera).

A iniciativa é voltada à melhoria do ensino da ciência da biodiversidade. Podem participar estudantes, alunos e professores do ensino médio, alunos de graduação e pesquisadores. Mais informações sobre os próximos encontros estão disponíveis em www.fapesp.br/8441.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/19036

Como descartar pilhas e baterias corretamente


Como descartar pilhas e baterias corretamente

Celular, câmera, relógio, computador e tantos outros aparelhos. A vida hoje é movida a pilhas e baterias, que infelizmente têm vida limitada. Mais cedo ou mais tarde você vai precisar fazer o descarte delas, o que exige cuidados especiais, pois esses produtos possuem substâncias tóxicas, como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel, que causam enormes danos ao meio ambiente e à nossa saúde.

No Brasil, é proibido o lançamento de pilhas e baterias a céu aberto, seja qual for o tipo de área. A lei também determina a obrigatoriedade dos fabricantes em informarem nas embalagens a forma e o local de descarte, que deve ser realizado em coletas seletivas próprias, nos postos de vendas ou fábricas.

Porém, esse processo de logística reversa (retorno dos produtos pós-consumo para serem reutilizados, reciclados ou tratados) exige a responsabilidade compartilhada. Você, consumidor, deve estar consciente da importância de depositar as pilhas e baterias em locais adequados, disponibilizados em vários pontos, como supermercados, lojas, escolas, farmácias, bancos e prefeituras, que garantem que esses resíduos sejam eliminados de forma correta e sem riscos por quem produz ou lida com esse tipo de material.

Pilhas comuns, baterias botão ou miniatura

Pilhas não recarregáveis, alcalinas e baterias de relógios ou brinquedos, são as mais encontradas no mercado. Como a concentração de substâncias tóxicas é baixa, podem, em geral, ser descartadas no lixo doméstico mesmo (indicadas na embalagem com um selo ilustrado e a inscrição “lixo doméstico”). Mas de preferência devem ser depositadas também em coletores especiais como os Papa-Pilhas nas agências do Banco Santander. A Duracell também disponibiliza uma lista de pontos de coleta nesse link http://www.duracell.com.br/pt-BR/power-education/battery-care-disposal.jspx.

Baterias de automóveis e recarregáveis

Esse tipo de bateria, como as de notebooks, câmeras e celulares, devem ser recolhidas pelo comércio e encaminhadas aos fabricantes ou importadores. É comum no comércio brasileiro usar as baterias de automóveis como base de troca quando da aquisição de uma nova. As operadoras de celular e comerciantes de computadores devem receber ou indicar locais que recolham os produtos. A LG disponibiliza uma relação por estado de pontos de coleta (http://www.lge.com/br/coleta-seletiva).

Onde descartar?

Se você ainda não sabe onde há postos de coleta na sua cidade, além dos sites já citados, você pode contatar o fabricante da pilha ou bateria ou ainda a secretaria de Meio Ambiente local para saber a destinação correta do material. A ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) também é uma fonte de consulta sobre descarte e em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, os caminhões da rede Ultragaz aceitam esse tipo de material. Portanto, não há motivos para depositar esses resíduos no lixo comum. Informe-se e contribua com um mundo melhor.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/como-descartar-pilhas-e-baterias-corretamente-203200558.html

7 coisas tóxicas que você não deveria jogar no lixo


Muita gente não pensa duas vezes em jogar no lixo algo que parece não prestar. O problema é que o lixo não é um sumidouro, ele é a primeira parada de algo que foi descartado. Substancias tóxicas contidas no nosso lixo podem ser muito prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Veja abaixo uma lista de 7 coisas que deveriam ser destinadas com cuidado.

1 – ÓLEO DE MOTOR

Não só o óleo de motor, mas também o óleo de cozinha podem entupir tubulações de esgoto e atrapalhar os processos de tratamento de água e esgoto das empresas de saneamento. Além disso, óleo de motor derramado no chão pode contaminar águas subterrâneas. “Um galão de óleo pode contaminar um milhão de galões de água pura”, explica a representante do site Earth911, Jennifer Berry. A maneira correta de se livrar do óleo é colocá-lo em uma garrafinha com tampa e levar para centros de reciclagem, postos de gasolina ou oficinas de carros.

2 – ELETRÔNICOS

Um problema que o mundo está tendo que lidar atualmente é o lixo eletrônico, mas não aquele spam que você recebe por e-mail, mas a quantidade de aparelhos de TV, DVD, computadores, celulares, câmeras, impressoras, videogames, iPods que são jogados por aí. Alguns países da Europa e os EUA produzem tanto e-lixo que precisam mandar para outros países. “Estes objetos contêm metais pesados como cádmio e chumbo que podem contaminar o meio ambiente”, disse Jennifer. É melhor encontrar alguém que esteja precisando destes aparelhos e fazer uma doação.

3 – TINTA

Tintas à base de óleo, revestimentos, corantes, vernizes, removedores de tinta são lixos extremamente perigosos porque contêm produtos químicos que podem ser prejudiciais a humanos, animais e ao meio ambiente. Eles nunca devem ser jogados no lixo ou em ralos. Latas que não foram usadas devem ser estocadas com cuidado ou devolvidas, ou você pode doar para escolas ou organizações.,

4 – PILHAS E BATERIAS

Diferentes tipos de baterias devem ser destinadas de diferentes maneiras, mas nenhuma delas deve ser jogada no lixo tradicional, nem nas lixeiras de reciclagem. Elas devem ser destinadas para reciclagem. Muitas lojas têm lixos especiais para pilhas. Elas contêm materiais tóxicos e corrosivos, por isso devem ser descartadas com cuidado. A bateria do carro também faz parte deste grupo.

5 – LÂMPADAS

Lâmpadas fluorescents contém minúsculas partes de mercúrio (cerca de 5 mg) que podem vazar caso ela se quebre. Por isso, elas devem ser descartadas em lugares que recolham lixo tóxico.

6 – DETECTOR DE FUMAÇA

Este aparelho não é muito comum no nosso dia-a-dia, geralmente os vemos em hospitais ou hotéis, mas eles também são tóxicos. Os dispositivos contêm uma quantidade pequena de radiação para detecção da fumaça. É extremamente importante que não sejam atirados em qualquer lixeira. Deve-se retirar suas pilhas (que também devem ser encaminhadas, como dito anteriormente) e, em seguida, devolvê-lo ao fabricante.

7 – TERMÔMETROS

Os termômetros tradicionais contêm em média 500 mg de mercúrio e representa um risco à saúde em caso de quebra, principalmente para mulheres grávidas e crianças, porque prejudica o crescimento do sistema nervoso do bebê e dos pequenos. É preciso mandá-lo para o lixo tóxico. [LifesLittleMysteries]

Fonte: http://hypescience.com/7-coisas-toxicas-que-voce-nao-deveria-jogar-no-lixo/

Em defesa das iniciativas científicas sustentáveis


Pesquisador da Embrapa ressalta que a sustentabilidade global envolve muito mais do que o controle da emissão de dióxido de carbono (Wikimedia)

Agência FAPESP – O cenário de sustentabilidade global não está limitado ao controle da produção de dióxido de carbono, de acordo com o engenheiro agrônomo Elibio Rech, pesquisador do Laboratório de Biologia Sintética da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen).

“A equação da sustentabilidade é composta de diversos componentes, como saúde humana, educação, segurança alimentar, ambiental e ecológica e valor de mercado. É particularmente importante que as tecnologias modernas, incluindo os transgênicos, sejam cada vez mais utilizados para atingir a intensificação sustentável da produção de alimentos”, disse Rech, que também é  professor da pós-graduação em Biologia Molecular da Universidade de Brasília (UnB), durante a 7ª Conferência e Assembleia Geral da Rede Global de Academias de Ciências (IAP).

De acordo com o engenheiro agrônomo, exemplos no Brasil de iniciativas científicas sustentáveis não faltam: na área de bioenergia e de óleos, por exemplo, a Embrapa Cenargen está fazendo a chamada engenharia metabólica.

“Nós mudamos a rota metabólica dentro da soja para aumentar a quantidade de ácido oleico – o bom óleo – e reduzir o ácido palmítico, o que é interessante para a área de bioenergia de combustíveis. O óleo da soja usado como combustível, composto por aproximadamente 25% de ácido oleico e 13% de palmítico, apresenta menor desempenho e dano ao motor por oxidar mais rapidamente e ter um ponto de congelamento alto. A soja que desenvolvemos tem 95% de oleico e 4% de palmítico, o que faz com que ela não oxide e não congele facilmente, melhorando o desempenho do motor”, exemplificou Rech.

Para uso no consumo humano, o alto nível de ácido oleico na soja possibilita expandir o tempo de saturação do óleo durante o processo de frituras.

A Embrapa desenvolveu também uma série de moléculas transgênicas recombinantes, como a insulina transgênica e o hormônio do crescimento, contou Rech.

Em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, a empresa brasileira desenvolveu linhagens de soja produtoras de sementes contendo a molécula cianovirina, de ação microbicida, que os cientistas pretendem usar para a fabricação de um gel vaginal anti-HIV [leia mais na revista Pesquisa FAPESP].

Segundo Rech, o maior problema ainda é o preço dessas tecnologias. “Essas moléculas já estão disponíveis, mas ainda são muito caras. O tratamento com o hormônio do crescimento humano, por exemplo, custa cerca de R$ 4 mil por mês. Temos evidências de que, usando plantas para gerar a matéria-prima, conseguiremos reduzir o custo desses medicamentos, o que terá uma implicação social importante, uma vez que assim aumentaremos o acesso da população a eles”, afirmou.

Organizada pela Academia Brasileira de Ciências, a 7ª Conferência e Assembleia da IAP, que teve como tema “Ciência para a Erradicação da Pobreza e o Desenvolvimento Sustentável”, reuniu no início do ano mais de 130 cientistas de diversos países no Rio de Janeiro.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/17175

Imagem mostra diferentes níveis de poluição do ar em Pequim


Montagem foi feita pela agência Reuters durante reunião do Parlamento.
Capital chinesa tem tido dias com qualidade do ar ‘muito insalubre’.

Montagem da agência Reuters mostra a poluição do ar entre os dias 6 e 15 de março deste ano, durante o Congresso Nacional do Povo, em Pequim, sessão anual do Parlamento chinês (Foto: Reuters)

Montagem da agência Reuters mostra a poluição do ar entre os dias 6 e 15 de março deste ano (da esquerda para direita), na Praça da Paz Celestial, durante o Congresso Nacional do Povo, em Pequim, sessão anual do Parlamento chinês. O primeiro-ministro Li Keqiang já declarou que seu governo fará esforço para combater a poluição do ar, que na capital chinesa tem deixado os níveis de qualidade entre ‘muito insalubre’ e ‘perigoso’ desde o início do ano (Foto: Reuters)

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/imagem-mostra-diferentes-niveis-de-poluicao-do-ar-em-pequim.html