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As nuvens coloridas de Rho Ophiuchi


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A imagem acima mostra o complexo de nuvens Rho Ophiuchi, uma nebulosa escura de gás e poeira a 394 anos-luz de distância da Terra. As cores espetaculares das suas nuvens destacam os muitos processos que ocorrem lá.

As regiões azuis brilham principalmente pela luz refletida. A luz azul da estrela Rho Ophiuchi e de estrelas próximas refletem de forma mais eficiente nesta porção da nebulosa do que a luz vermelha. O céu diurno da Terra parece azul pela mesma razão.

As regiões vermelhas e amarelas brilham principalmente por causa das emissões de gás atômico e molecular da nebulosa. A luz das estrelas azuis próximas lançam elétrons para longe do gás que, em seguida, brilha quando os elétrons se recombinam com o gás.

As regiões marrons são causadas por grãos de poeira nascidos nas atmosferas de jovens estrelas, o que efetivamente bloqueia a luz emitida por trás delas.

As nuvens de Rho Ophiuchi são ainda mais coloridas do que nós seres humanos podemos ver – elas emitem luz em cada faixa de comprimento, de ondas de rádio a raios gama.

Fonte: http://hypescience.com/as-nuvens-coloridas-da-estrela-rho-ophiuchi/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

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Vídeo: tempo e multiverso


Será que o Big Bang foi realmente o começo de tudo? Várias teorias levam a crer que, antes da grande explosão, havia alguma outra coisa preenchendo o espaço e o tempo. Em 15 minutos, o cosmólogo Sean Carroll faz um passeio divertido e instigante através da natureza do tempo e do universo para tentar responder uma pergunta aparentemente simples: por que (e como) o tempo existe?

As potenciais respostas apontam para uma visão surpreendente da natureza do universo, sua origem e nosso lugar nele. Confira no vídeo abaixo, com legendas em português.

Fonte: http://hypescience.com/video-por-que-o-tempo-existe/

Qual a origem dos átomos de nosso corpo?


Se você perguntasse a origem dos átomos, os elementos da tabela periódica para um professor de química 50 anos atrás ele possivelmente diria que foram escavados, ou algo do gênero. Mas apesar de serem encontrados em nosso planeta, não foi aqui que eles se formaram.

Pode parecer estranho, mas segundo o astrofísico Neil deGrasse Tysonfoi necessária a astrofísica moderna para determinar a origem dos elementos químicos que conhecemos. Ao observar as estrelas e compreender o que ocorre no seu interior descobrimos que elas explodem liberando seu conteúdo enriquecido.

Os elementos da tabela periódica, que formam o nosso planeta e nossos corpos, foram fabricados a partir do hidrogênio, no interior de estrelas, durante bilhões de anos sob imensa pressão e temperatura. Ao explodirem estas estrelas espalharam seu conteúdo pela galáxia.

Estes detritos enriqueceram outras nuvens de gases que formariam uma nova geração de estrelas orbitadas por planetas e, possivelmente, vida.

Nós mesmos, assim como a tabela periódica, somos formados dos ingredientes mais comuns que encontramos espalhados por todo universo, forjado no interior das colossais estrelas primordiais. “Não só estamos no Universo, mas o Universo está em nós”, diz Neil em tom poético.

Abaixo o vídeo onde o astrofísico descreve, em inglês, com muita eloquência este fato.

Fonte: http://hypescience.com/origem-atomos-tabela-periodica/

Por que Neil deGrasse Tyson?


Por que Neil deGrasse Tyson?

Alguns fãs e entusiastas do clássico programa Cosmos, me perguntaram em off por que o astrofísico Neil deGrasse Tyson fora escolhido para ser o sucessor de Carl Sagan na apresentação da nova série que estreou no Brasil na semana passada.

Para responder em apenas uma linha eu resumi:

— Pelos seus méritos como cientista e como divulgador da ciência, ué!

E fiquei estarrecido pelo pouco que sabiam sobre o eminente astrofísico.

Será que esses leitores estariam desinformados?

Repensando a questão, percebi que Neil deGrasse Tyson não possuía no Brasil a visibilidade que eu imaginava, principalmente na comunicação de massa, como a TV aberta, por exemplo.

E que mesmo para esses fãs contumazes de programas de divulgação científica sua figura não era tão célebre assim.

Percebi também, que nessas décadas que separam a estreia desse segundo programa Cosmos e da estreia da série original, a ciência tem perdido espaço na mídia mais popular, não só no Brasil, mas também nos países desenvolvidos.

Muitos poderão me responder que a internet tende a suprir tal defasagem. Será?

Nó próprio EUA a educação científica está às moscas, com os índices de interesse nessa área cada vez menores. O número de cientistas importados da Ásia e da América do Sul está cada vez maior.

Com a redução da verba destinada à pesquisa espacial, a própria NASA tem que depender muitas vezes da ‘carona’ das naves russas para cumprir com sua agenda, além de mendigar no senado alguma ajuda financeira para pagar sua folha.

Seriam apenas sintomas da globalização e da crise financeira norte americana?

Para piorar o quadro, o desinteresse pela carreira de cientista (ou qualquer carreira na qual o profissional tenha que pensar) atinge países com uma tradição inatacável nessa área, tais como a Alemanha e o Japão.

Alguns afirmam que a diferença salarial entre um cientista e outra profissão menos “pensante”, não compensaria a diferença nas horas de dedicação e estudo envolvendo toda aquela terrível matemática.

Percebemos, ainda, que na TV e no cinema mundial o cientista é apresentado de forma caricata, perpassando geralmente por alguns estereótipos que já viraram clichês: tais como o “nerd” horroroso sem nenhuma habilidade social e muito próximo de um completo idiota; o “inocente” útil manipulado por inescrupulosos vilões ou o próprio vilão com ânsia de provar suas ideias, dominar o mundo, desrespeitar as leis da natureza,  produzir drogas, armas, monstros, etc. etc. etc.

Numa era em que a ciência tem desempenhado papel preponderante na evolução da tecnologia esbarramos num analfabetismo científico que parece grassar em todas as esferas.

Evidentemente muitos apontam a ciência com a raiz de todos os males e que existem coisas que o Homem não deveria mexer.

No entanto, temos que recordar que a população mundial continua crescendo e que a economia enfrenta problemas emergentes para resolver as demandas em alimentos, moradias, empregos, etc.

Os avanços médicos e a evolução nas técnicas agrícolas permitiram esse crescimento populacional no passado, coadunada ao aumento da esperança de vida da população mundial.

Mas será que conseguirá sustentar essa demanda no futuro?

E agora? O que fazer?

Recordando também que ainda boa parte da humanidade não tem acesso à eletricidade ou mesmo à água tratada. Afinal o contraste vergonhoso entre ricos e pobres persiste, tanto entre indivíduos como entre nações.

Será que os problemas ambientais e sociais e tecnológicos poderiam ser resolvidos sem a ajuda da ciência?

Será que divulgar a ciência ajudaria a dirimir as dúvidas sobre sua real utilidade?

Tá. Existem os canais educativos em todos os países. E daí?

As grandes descobertas da ciência permanecem ignoradas pela maioria da população humana simplesmente porque essa maioria da população humana não está usufruindo da maioria dos benefícios resultantes dessas grandes descobertas da ciência.

Parece que pior mesmo que a parca divulgação científica em nosso planeta tem sido a gestão da ciência. Ou do que é feito com as descobertas nas áreas mais emergentes. Será que essa gestão tem sido realizada apenas para atender à parcela mais rica da população?

Enquanto alguns têm acesso à ressonância magnética a maior parte sequer conhece a água tratada.

Enquanto isso a mídia mundial investe em reality shows criando celebridades temporárias para vender cerveja e sabão em pó.

Não. Não vou culpar a janela pela feiura da paisagem.

Cabe apenas a constatação de que se tais programas destinados ao grande público se mantém na grade da TV aberta décadas a fio é por que possuem audiência.

Alguns apontam a simples constatação:

Não existe cultura sendo divulgada para as massas por que as massas não querem cultura.

Será?

Enquanto o impasse se mantém o nosso mundo continua carente de soluções.

Fonte: http://hypescience.com/por-que-neil-degrasse-tyson/

NuSTAR revela mistério de como as estrelas explodem da NASA


Um dos maiores mistérios da astronomia, como as estrelas explodem em explosões de supernovas, finalmente está sendo desvendado com a ajuda do telescópio NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA.

O observatório de raios-X de alta energia criou o primeiro mapa de material radioativo em um remanescente de supernova. Os resultados, de um remanescente chamado Cassiopeia A (Cas A), revelam como as ondas de choque desmembram estrelas que estão morrendo.

This is the first map of radioactivity in a supernova remnant
Este é o primeiro mapa de radioatividade em um remanescente de supernova, os bits estourados e pedaços de uma estrela massiva que explodiu.  A cor azul mostra material radioativo mapeado em raios-X de alta energia usando NuSTAR. Crédito de imagem:  

NASA / JPL-Caltech / CXC / SAO

“Estrelas são bolas esféricas de gás, e assim você pode pensar que quando acabam suas vidas e explodem, a explosão seria parecido com uma bola uniforme expandindo com grande poder”, disse Fiona Harrison, o investigador principal do NuSTAR no California Institute of Technology (Caltech), em Pasadena. “Nossos novos resultados mostram como o coração da explosão, ou motor, é distorcido, possivelmente porque as regiões do interior literalmente se batem dentro da estrela antes de detonar.”

Cas A foi criada quando uma estrela maciça explodiu como uma supernova, deixando um cadáver estelar denso e seus restos ejetados. A luz da explosão chegou à Terra algumas centenas de anos atrás, então estamos vendo o remanescente estelar quando era fresco e jovem.

Supernovas semeiam o universo com muitos elementos, incluindo o ouro usado presentes em jóias, o cálcio nos ossos e ferro no sangue. Enquanto pequenas estrelas, como o nosso sol, morrem em mortes menos violentas, as estrelas, pelo menos oito vezes a massa de nosso Sol, explodem em explosões de supernovas. As temperaturas elevadas e as partículas criadas em explosão de elementos leves fundem para criar elementos mais pesados.

NuSTAR é o primeiro telescópio capaz de produzir mapas de elementos radioativos em remanescentes de supernovas. Neste caso, o elemento é titânio-44, que tem um núcleo instável produzido no centro da estrela em explosão.

NuSTAR está complementando as observações anteriores da Cassiopeia A remanescente de supernova (vermelho e verde), fornecendo os primeiros mapas de material radioativo forjadas na explosão de fogo (azul).

NuSTAR está complementando as observações anteriores da Cassiopeia A, remanescente de supernova (vermelho e verde), fornecendo os primeiros mapas de material radioativo forjados na explosão de fogo (azul). Crédito de imagem:  

NASA / JPL-Caltech / CXC / SAO

O mapa NuSTAR de Cas A mostra o titânio concentrado em aglomerados no centro do remanescente e apontam para uma possível solução do mistério de como a estrela encontrou seu fim. Quando os pesquisadores simularam explosões de supernovas com computadores, como uma estrela massiva morre e entra em colapso, a principal onda de choque frequentemente falha em quebrar essa estrela.

As últimas descobertas sugerem fortemente que a estrela explode ao redor de si mesma, re-energizando a onda de choque e permitindo que a estrela finalmente exploda suas camadas exteriores.

“Com o NuSTAR temos uma nova ferramenta forense para investigar a explosão”, disse o principal autor do estudo, Brian Grefenstette de Caltech.”Antes, era difícil interpretar o que estava acontecendo na Cas A, porque o material que nós podíamos ver apenas brilhava em raios-X quando era aquecido. Agora que podemos ver o material radioativo, que brilha em raios-X não importa o que, estamos recebendo uma imagem mais completa do que estava acontecendo no centro da explosão. ”

O mapa NuSTAR também lança dúvidas sobre outros modelos de explosões de supernovas, em que a estrela está girando rapidamente, pouco antes de morrer e lança jatos estreitos de gás que levam a explosão estelar. Apesar de impressões de jatos terem sido vistas antes em torno de Cas A, não se sabia se eles estavam provocando a explosão. NuSTAR não viu o titânio, essencialmente, as cinzas radioativas provenientes da explosão, em regiões estreitas que coincidem com os jatos, para que os jatos não sejam o gatilho explosivo.

“É por isso que nós construímos NuSTAR”, disse Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, em Washington. “Para descobrir coisas que nunca soubemos e não esperávamos sobre o universo de alta energia.”

These illustrations show the progression of a supernova blast.

Estas ilustrações mostram a progressão da explosão de uma supernova. Uma estrela massiva (à esquerda), que criou  elementos pesados ​​como o ferro em seu interior, explode em uma tremenda explosão (no meio), espalhando suas camadas exteriores em uma estrutura chamada resto de supernova (direita). Crédito de imagem:  

NASA / CXC / SAO / JPL-Caltech

Os pesquisadores vão continuar a investigar o caso da explosão dramática de Cas A. Séculos depois de sua morte marcar nossos céus, este remanescente de supernova continua a causar perplexidade.

Para mais informações sobre NuSTAR e imagens, visite: http://www.nasa.gov/nustar

Música do universo


Compositor transforma dados científicos de satélites espaciais em sons que agradam aos ouvidos e ajudam a fazer descobertas.

Música do universoO processo de sonificação produz música cientificamente acurada que pode ser obtida a partir de dados sobre os mais variados fenômenos, como explosões e ventos solares. (foto: reprodução)

Explosões solares, planetas girando em órbita, colisões de galáxias. Tudo isso ocorre de forma silenciosa, pois o som não se propaga no vácuo do espaço. Mas o mudo movimento do universo ganha som com o trabalho do músico Robert Alexander, que cria ‘trilhas sonoras’ cientificamente embasadas para fenômenos astronômicos.

Alexander mistura ciência e arte como ninguém. Trabalhando com uma equipe de cientistas da Nasa na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, ele usa dados captados por satélites espaciais para fazer música que tanto pode ser usada para dar um diferencial para vídeos de divulgação sobre o espaço quanto pode servir de objeto de pesquisa.

O trabalho é similar ao dos astrônomos que dão cor às fotografias de galáxias que originalmente não estão no espectro de luz visível a olho nu. O músico transforma dados que são originalmente visíveis em sons audíveis. O processo, conhecido como sonificação, não é aleatório. Para cada informação é atribuído um som específico de modo que há correspondência entre os dois tipos de dados.

Mas é claro que nesse processo de transformação também existe espaço para escolhas artísticas.

“O que faço é criar um equivalente musical para dados que eram acessíveis só visualmente”, explica Alexander. “O resultado final é muito acurado. Quando utilizo elementos como uma voz ou um instrumento musical para representar dados, são os dados em última instância que guiam a estrutura musical. Mas isso não quer dizer que eu não faço escolhas estéticas, mesmo quando tomo uma abordagem mais direta e sonifico os dados brutos sem elementos musicais mais complexos, tomo decisões sobre, por exemplo, o quão rápido ou devagar o som se desenrola ou se filtro ou não certos ruídos.”

Escute uma sonificação do vento solar: 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=2b9ykhYzw6k

O resultado final da sonificação varia de estranhos ruídos brutos a agradáveis músicas com arranjos. Para os vídeos de divulgação da Nasa, Alexander costuma usar músicas mais trabalhadas. Mas os ruídos mais simples também têm utilidade e já renderam até descobertas científicas.

Ao escutar o som bruto de dados sobre o Sol captados pelo satélite Ace, o músico percebeu um padrão sonoro que se repetia. Com a ajuda de astrônomos, Alexander analisou o áudio e percebeu que o padrão correspondia ao movimento de rotação do astro. Ouvindo com mais atenção, escutou também harmonias associadas a outros fenômenos solares. Daí surgiram descobertas científicas e uma nova metodologia de pesquisa.

“Comparado essas harmonias em diferentes parâmetros de dados, conseguimos encontrar um método mais eficiente para determinar regiões fonte de ventos solares, partículas que se desprendem do Sol”, conta Alexander. “Ou seja, ao ouvir os dados, fomos capazes de encontrar um novo modo de determinar onde a energia dos ventos solares se origina.”

“Há alguns fenômenos que podem ser entendidos diretamente pela análise visual, já outros fazem mais sentido se ouvidos”

Atualmente, o músico desenvolve um programa específico para traduzir dados em sons. Alexander acredita que a ferramenta beneficiaria diversas áreas de pesquisa.

“Existe um entendimento limitado do papel da intuição no processo científico e pouca reciprocidade entre investigações objetivas e subjetivas”, diz. “Um dos objetivos desse trabalho é preencher essa lacuna ao criar interfaces que apelem mais para nossas capacidades perceptivas em oposição a interfaces que dependem primariamente de nossa visão. Há alguns fenômenos que podem ser entendidos diretamente e intuitivamente pela análise visual, já outros fazem mais sentido se ouvidos.”

Sons do bóson
A sonificação ainda é um campo pouco conhecido. Mas a iniciativa de Alexander não é a única. Trocando a escala astronômica pela microscópica, cientistas do Cern também já mostraram que são bons na coisa e transformaram em sons dados do experimento Atlas. No site da iniciativa é possível escutar desde a colisão de prótons até o ‘som’ do famoso bóson de Higgs.

Clique aqui para ler o texto que a Ciência Hoje das Crianças publicou sobre esse assunto

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/06/musica-do-universo/view