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Este é Luca, o possível ancestral de todas as coisas vivas hoje


Um retrato surpreendentemente específico do ancestral de todas as coisas vivas foi criado por cientistas. Batizado de Lucas, ou Last Universal Common Ancestor (último ancestral comum universal), ele provavelmente viveu há 4 bilhões de anos, quando a Terra era uma jovenzinha de 560 milhões de anos. A pesquisa foi publicada na revista Nature Microbiology neste mês de julho.

A descoberta acirra o debate entre aqueles que acreditam que a vida começou em um ambiente extremo, como em vulcões ou fontes hidrotermais no fundo do mar, e aqueles que preferem ambientes mais agradáveis, como um “laguinho morno”, conforme propôs Darwin.

A natureza do ancestral mais antigo das coisas vivas sempre foi incerta, já que os três domínios da vida parecem não ter um ponto comum de origem. Esses domínios são bactérias, arquea e eucariotas. Os arqueas são organismos parecidos com bactérias, mas com um metabolismo diferente, e os eucariotas incluem todas as plantas e animais.

Recentemente, pesquisadores passaram a acreditar que as bactérias e arqueas são os domínios mais antigos, com os eucariotas surgindo mais tarde. Isso abriu caminho para que um grupo de biólogos evolucionistas, liderados por William Martin da Universidade Heinrich Heine (Alemanha), tentassem definir a natureza do organismo que originou a bactéria e arquea.

Eles começaram a pesquisar, então, os genes da codificação das proteínas das bactérias e arqueas. Mais de seis milhões desse tipo de gene se acumularam nos últimos 20 anos na base de dados alimentada por equipamentos de decodificação de genes de milhares de micróbios.

Árvores genealógicas

Genes com a mesma função em humanos e em ratos, por exemplo, normalmente descendem de um ancestral genético em comum, do primeiro mamífero. Então ao comparar suas sequências de DNA, os genes podem ser agrupados em árvores genealógicas evolutivas. Isso permitiu que Martin e sua equipe distribuíssem os seis milhões de genes em poucas árvores genealógicas. Destas, apenas 355 têm as características necessárias para ser descendente de Luca.

Ao conseguir determinar quais genes provavelmente estavam presentes em Luca, Martin conseguiu descobrir onde Luca vivia. “Eu estava boquiaberto com os resultados, não podia acreditar”, relembra ele.

Esses 355 genes apontam com muita precisão para um organismo que viveu em condições encontradas em fontes hidrotermais profundas, um ambiente intensamente quente e saturado de metais, causado pela água do mar interagindo com o magma que surge do fundo do mar.

Entre esses genes, alguns metabolizam o hidrogênio como uma fonte de energia, e outros são responsáveis por uma enzima chamada girase, encontrada apenas em micróbios que vivem em temperaturas extremamente altas.

A descoberta tem “avançado significativamente nossa compreensão sobre como Luca viveu”, comentou James McInerney, da Universidade de Manchester (Reino Unido). “É uma visão intrigante sobre a vida há quatro bilhões de anos”.

Afirmação ousada

Martin não parou por aí nesse estudo. Ele também sugere que Luca pode estar muito próximo da origem da vida na Terra, já que não tem muitos genes necessários à vida, e que por isso estaria apenas “meio-vivo”.

A declaração gerou controvérsias no meio científico. Outros pesquisadores acreditam que Luca já era um organismo muito sofisticado, muito evoluído em relação ao começo da vida. “Luca e a origem da vida são eventos separados por uma vasta distância evolutiva”, diz Jack Szostak, pesquisador especializado nas primeiras membranas celulares.

Outros cientistas concordam que Luca provavelmente viveu nas fendas do fundo do mar, mas discordam sobre este ser o local onde a vida se originou. Para eles, é possível que a vida tenha começado em qualquer outro lugar e depois tenha ficado confinada a este local por conta de algum evento catastrófico, como o Intenso Bombardeio Tardio, que aconteceu entre 3,8 e 4 bilhões de anos atrás. Neste evento, um número imenso de asteroides atingiu o nosso Sistema Solar.

Este assunto ainda está longe de ser esgotado, mas a descoberta desde ancestral em comum já é um grande passo no estudo da origem da vida na Terra.

Fonte: http://hypescience.com/este-e-o-ancestral-de-tudo-o-que-e-vivo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

Cientistas ficaram chocados quando descobriram esse estranho eucariota


Durante muito tempo pensou-se que todos os eucariotas – organismos nos quais o DNA se encontra dentro de uma membrana, e que englobam quase toda a vida que podemos enxergar – tinham que conter mitocôndrias.

Conhecidas como o “combustível” da célula, essas pequenas subunidades fornecem energia aos organismos e, portanto, eram consideradas essenciais.

Agora parece que, na verdade, podem não ser tão fundamentais assim, já que pesquisadores encontraram o primeiro eucariota sem mitocôndrias.

Monocercomonoides

Já houve suspeitas no passado de eucariotas sem mitocôndrias, como o micróbio Giardia intestinalis, que vive em intestinos. Porém, estudos mais aprofundados descobriram que eles simplesmente continham mitocôndrias altamente reduzidas, difíceis de observar.

Tudo mudou quando os pesquisadores verificaram outro candidato do gênero Monocercomonoides, isolado a partir de uma amostra obtida do intestino de uma chinchila. Desta vez, não foi achado nenhum vestígio das organelas depois de uma análise genética a procura de genes mitocondriais.

“Em ambientes de baixo oxigênio, eucariotas possuem muitas vezes uma forma reduzida da mitocôndria, mas acreditava-se que algumas das funções mitocondriais eram tão essenciais que essas organelas eram indispensáveis para a vida”, explica Anna Karnkowska, coautora do estudo descrevendo a nova descoberta, publicado na revista Current Biology.

Uma vez que o intestino é como um ambiente de baixo oxigênio, muitos micróbios que o chamam de casa têm mitocôndrias reduzidas. O Monocercomonoides pode ter perdido as suas com o tempo, por ter encontrado uma outra forma de obter energia. Como vive em um ambiente cercado por nutrientes, os pesquisadores especulam que ele simplesmente não tenha necessidade das organelas, absorvendo os nutrientes diretamente de seus arredores e quebrando-os com enzimas.

Problema B

No entanto, as mitocôndrias desempenham outra tarefa, além de fornecer energia à célula: também proveem aglomerados vitais de ferro e enxofre, necessários a várias proteínas.

Como os eucariotas sem mitocôndrias se viram? Parece que o Monocercomonoides “empresta” genes de bactérias para ter seu próprio “sistema citosólico de mobilização de enxofre”, que cumpre o mecanismo normalmente encontrado na mitocôndria.

Embora a evidência pareça contundente, novos estudos precisarão verificar a descoberta. De qualquer forma, é provável que os livros didáticos tenham que ser reescritos, já que os pesquisadores suspeitam que existam outros micróbios que também não possuem as organelas.

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-ficaram-chocados-ao-descobrirem-este-estranho-eucariota/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

Revelada “árvore da vida” com 2,3 milhões de espécies


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Um primeiro esboço da “árvore da vida” para as cerca de 2,3 milhões de espécies conhecidas de animais, plantas, fungos e micróbios – de ornitorrincos até cogumelos – foi lançado. Um esforço colaborativo entre 11 instituições, a árvore representa as relações entre os seres vivos conforme eles divergiram um do outro ao longo do tempo, remontando ao início da vida na Terra, mais de 3,5 bilhões de anos atrás.

Dezenas de milhares de árvores menores foram publicadas ao longo dos anos pela seleção de ramos da árvore da vida – alguns contendo mais de 100 mil espécies -, mas esta é a primeira vez que esses resultados foram combinados em uma única árvore que engloba toda a vida. O resultado final é um recurso digital que estará disponível gratuitamente para qualquer um usar ou editar, muito parecido com uma Wikipedia para árvores evolucionárias.

“Esta é a primeira tentativa real de ligar os pontos e colocá-lo todos juntos”, disse a principal pesquisadora, Karen Cranston, da Universidade de Duke, ao portal Phys.org. “Pense nela como a Versão 1.0”. A versão atual da árvore está disponível para navegar e baixar no site tree.opentreeoflife.org. Ele também foi descrita em um artigo publicado semana passada na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências.

Diagramas complexos

Árvores evolutivas, que mais parecem um mapa do metrô de uma cidade secreta, não são apenas para descobrir se os aardvarks são mais estreitamente relacionados às toupeiras ou peixes-boi, ou identificar primos mais próximos do mofo. Compreender como as milhões de espécies na Terra estão relacionadas umas às outras ajuda os cientistas a descobrir novos medicamentos, aumentar os rendimentos agrícolas e pecuários, e traçar as origens e propagação de doenças infecciosas, como o HIV, ebola e a gripe.

Ao invés de construir a árvore da vida do zero, os pesquisadores compilaram milhares de pequenos pedaços que já haviam sido publicados online, fazendo a “super árvore”. O projeto inicial é baseado em árvores de cerca de 500 estudos menores publicados anteriormente. O maior desafio de juntar toda essa informação em um só lugar, sob um só padrão, foi representar as mudanças de nome, nomes alternativos, erros ortográficos comuns e abreviaturas para cada espécie.

Primeiro passo

Ainda que seja algo magnífico, esse é apenas o começo. Por um lado, apenas uma pequena fração de árvores publicadas estão digitalmente disponíveis. Uma pesquisa com mais de 7.500 estudos filogenéticos publicados entre 2000 e 2012 em mais de 100 revistas constatou que apenas um em cada seis estudos tinham seus dados em formato digital para download que os pesquisadores poderiam usar.

A grande maioria das árvores evolutivas são publicadas como PDFs e outros arquivos de imagem que são impossíveis de serem inscritas em um banco de dados ou fundidas com outras árvores. “Há uma lacuna muito grande entre a soma do que os cientistas sabem sobre como os seres vivos estão relacionados e o que está disponível digitalmente”, explica a cientista.

Como resultado, as relações representadas em algumas partes da árvore, como os ramos que representam as famílias de ervilha e de girassol, nem sempre concordam com a opinião de especialistas. Outras partes da árvore, particularmente insetos e micróbios, ainda são difíceis de achar.

Isso porque até mesmo o arquivo online mais popular de sequências genéticas cruas – a partir do qual muitas árvores evolutivas são construídas – contém dados de DNA para menos de 5% das dezenas de milhões de espécies que estimamos existir na Terra. “Tão importante quanto mostrar o que sabemos sobre relacionamentos, essa primeira árvore da vida também é importante para revelar o que não sabemos”, aponta o coautor Douglas Soltis, da Universidade da Flórida.

Completar aos poucos

Para ajudar a preencher as lacunas, a equipe também está desenvolvendo um software que vai permitir que a árvore seja revisada e atualizada à medida que novos dados chegarem à respeito das milhões de espécies que ainda estão sendo nomeadas ou descobertas.

“Ela não está finalizada de forma alguma”, disse Cranston, afirmando que é de extrema importância compartilhar dados de trabalhos já publicados e recém-publicados para melhorar a árvore. “Há 25 anos as pessoas diziam que esse objetivo de árvores enormes era impossível”, diz Soltis. Ao longo das próximas décadas, a Árvore da Vida Aberta poderá servir como ponto de partida para outros pesquisadores que quiserem refiná-la e melhorá-la.

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-compilam-arvore-da-vida-com-23-milhoes-de-especies/

 

Baleias cachalotes não só tem linguagem própria, como aprendem umas com as outras


Novas maneiras de caçar o jantar, truques para usar uma ferramenta e dialeto local. Estes são comportamentos que animais como orcas, chimpanzés e pássaros exibem, e que ensinam uns aos outros. Isso sugere um componente cultural para as suas vidas.

Agora, um novo estudo afirma que a baleia cachalote deve ser adicionada a essa lista de bichos incríveis com cultura própria.

O mar em torno das Ilhas Galápagos hospeda milhares de cachalotes fêmeas e seus bebês, que se organizaram em clãs com os seus próprios dialetos. Os machos adultos se reúnem em águas mais frias próximas aos polos.

Contudo, como estes clãs eram formados tinha sido um mistério até agora.

Um estudo publicado recentemente sugere que cultura e comportamentos compartilhados por membros do grupo é o fator que mantém estes clãs juntos. Especificamente, estas baleias têm uma série distinta de cliques chamados “codas” que usam para se comunicar durante as interações sociais.

As cachalotes com comportamentos semelhantes passam algum tempo juntas, e isso faz com que aprendam as vocalizações uma da outra. Os cientistas chamam isso de aprendizado social. Baleias que “falam a mesma língua” se mantêm próximas, dando origem aos clãs que os pesquisadores têm observado há mais de 30 anos.

Por que isso é tão importante?

Este é mais um pilar de apoio para a ideia de que os animais têm uma cultura própria, como explica o autor do estudo, Mauricio Cantor, biólogo marinho da Universidade de Dalhousie em Halifax, no Canadá.

Quando Cantor e seus colegas fizeram simulações de computador para determinar a forma mais provável pela qual os clãs eram formados, fatores como o parentesco genético ou a transmissão de informações da mãe à sua prole não explicavam o padrão observado na natureza.

A melhor explicação que a análise pode encontrar foi uma preferência na forma como as cachalotes aprendem vocalizações, de forma que os indivíduos podem entender uns aos outros.

O cenário geral

É fascinante ver que animais como as baleias exibem algo que pode parecer exclusivamente humano. Isso seria um alvará para afirmarmos que, bem, não somos tão diferentes assim dos outros animais.

As baleias orcas também têm seus próprios dialetos, as baleias jubarte alternam novos comportamentos alimentares através de suas redes sociais, e os chimpanzés compartilham segredos da utilização de ferramentas com seus compatriotas.

Mauricio Cantor espera que, aprendendo mais e mais sobre esses animais, as pessoas fiquem cada vez mais comovidas a pensar sobre o meio ambiente e, talvez, agir sobre campanhas para a conservação do planeta.

Qual é o próximo passo?

Cantor e seus colegas planejam pesquisar dados sobre os clãs de cachalotes de 30 anos atrás e compará-los com os clãs atuais. Assim, eles têm a expectativa de saber como as vocalizações mudaram ao longo do tempo.

Fonte: http://hypescience.com/linguagem-da-baleia-cachalote-da-dicas-de-sua-cultura/

Entenda por que o trabalho dos morcegos pode ‘valer’ US$ 1 bilhão


Thinkstock: Morcegos estão ameaçados por perda de habitat e propagação de doenças
© Copyright British Broadcasting Corporation 2015. Morcegos estão ameaçados por perda de habitat e propagação de doenças

Quanto vale o serviço que os morcegos prestam ao meio ambiente?

Segundo um estudo publicado recentemente na revista científica Proceedings of the National Academy of Science, esses mamíferos trazem benefícios ao mundo que podem ser quantificados em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,6 bilhões na cotação atual).

Isso porque os morcegos que comem insetos ajudam a manter sob controle pragas que destroem plantações de milho.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão por meio de uma série de experimentos para avaliar a importância econômica e ecológica desse mamífero noturno para os agricultores.

“Os resultados desse estudo atestam o valor dos ecossistemas”, diz Josiah Maine, coautor do estudo da Universidade Southern Illinois, nos Estados Unidos.

Mas a situação é desfavorável para os morcegos, que estão ameaçados pela perda de seu habitat e por doenças.

Na América do Norte, por exemplo, muitas populações estão sendo afetadas pela chamada síndrome do nariz branco, provocada por um fungo. Desde 2007, essa doença matou milhões de morcegos e continua a se propagar.

O Centro Nacional de Saúde para Vida Silvestre dos EUA estima que, no nordeste do país, a população de morcegos tenha se reduzido em cerca de 80% desde que os primeiros casos fatais foram reportados.

“Ainda não são conhecidas as reais consequências ecológicas da atual redução em grande escala das populações de morcegos que hibernam. Mas os agricultores sentem o impacto”, diz o centro.

Mais morcegos, menos pesticidas

Maine afirmou que seu objetivo era descobrir o quão eficazes eram os morcegos em prover controle de pragas em cultivos de milho.

A equipe construiu um série de cercados (áreas de experiências controladas a céu aberto), de 20m por 20m e com 7 metros de altura, com redes suspensas por cabos.

“As redes permitiam que os insetos se movessem livremente, mas impediam morcegos de buscar alimento nessas áreas”, explica o pesquisador.

Thinkstock: Estimativa considera apenas ação de morcegos em plantações de milho

© Copyright British Broadcasting Corporation 2015. Estimativa considera apenas ação de morcegos em plantações de milho

“Como só queríamos excluir os morcegos, construímos o local de forma que as redes pudessem ser abertas durante o dia para deixar pássaros entrarem.”

Com os dados coletados em campo e com outros estudos anteriores, os pesquisadores puderam extrapolar os resultados a uma escala global e estimar o valor monetário dos serviços prestados pelos morcegos no controle de insetos em plantações de milho.

“Estimamos que a supressão de herbívoros graças a estes morcegos que comem insetos tem um valor global superior a US$ 1 bilhão, levando em conta apenas esse cultivo”, dizem os autores.

E essa cifra, disse Maine à BBC, não leva em consideração “a redução no uso de pesticidas nas plantações, já que os morcegos podem dar a agricultura um serviço valioso adicional ao reduzir as populações de insetos abaixo do limiar em que pesticidas seriam necessários.”

Amigos dos agricultores

Segundo o Grupo Especializado em Morcegos (BSG, na sigla em inglês) da União Internacional para a Conservação da Natureza, as espécies de morcegos equivalem a um quinto de todos os mamíferos terrestres.

Além de serem importantes predadores de insetos, são também cruciais para dispersar sementes e polinizar diversas plantas.

“Estão entre as criaturas mais ameaçadas do mundo, principalmente porque grande parte de seu habitat foi eliminado pelo desenvolvimento humano ou porque são muito perseguidos”, aponta o BSG.

“Seu desaparecimento tem consequências graves para os ecossistemas que habitam.”

Um estudo publicado na revista Science em 2011 adverte que a redução de espécies na América do Norte poderia gerar perdas no setor da agricultura de cerca de US$ 3,7 bilhões por ano.

Os autores advertem sobre a necessidade urgente de educar o público e legisladores sobre a importância ecológica e econômica desses mamíferos.

“Os morcegos são demonizados na mídia e o público tem medo deles. Se pudermos demonstrar o valor e o impacto positivo dos morcegos, isso será bom para a espécie e para a sociedade”, enfatiza Maine.

“A conservação é necessária não apenas do ponto de vista ético, mas também econômico.”

*Matéria sugerida pelo meu irmão Epitácio Donato!

Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades/entenda-por-que-o-trabalho-dos-morcegos-pode-%E2%80%98valer%E2%80%99-usdollar-1-bilh%C3%A3o/ar-AAennU2?li=AAaB4xI&ocid=mailsignoutmd

O sexo dos animais, e como se pareceria se seres humanos fizessem igual


Às vezes, esquecemos que somos apenas animais. E, enquanto as outras espécies são geralmente melhores que nós em quase todos os tipos de habilidades, tem uma coisa que não podemos reclamar: do sexo.

A série abaixo foi criada por Mike Trapp para o site CollegeHumor. As ilustrações animadas mostram como se pareceria se os seres humanos tivessem relações sexuais da mesma forma que alguns outros animais. Seria cômico (nos casos em que não fosse trágico).

Libélula

Libélulas macho dão o primeiro passo. Para acalmar as fêmeas, eles se aproximam por trás, enquanto ambos estão ainda em voo. Para um acasalamento bem-sucedido, o macho deve manter seu domínio sobre a fêmea usando seus apêndices anais em torno de seu pescoço. Os insetos exibem, em seguida, habilidades de contorção extremas para fazer com que seus órgãos genitais se juntem.

Peixe tamboril

O acasalamento para o tamboril macho é um péssimo negócio. Ele se agarra a fêmea e, em seguida, torna-se irremediavelmente fundido com o seu corpo para liberar esperma só quando ela liberar ovos.

Tartaruga

Montando o sexo feminino a partir de trás, o pênis da tartaruga macho emerge de sua cauda e é inserido na abertura do sexo feminino (cloaca). Devido à baixa velocidade do acasalamento, no entanto, a fêmea pode estar comendo, dormindo ou fazendo praticamente qualquer coisa durante esse tempo.

Louva-a-deus

Se os humanos fossem como os louva-a-deus, haveriam muito mais virgens no mundo – já que, assumo, manter a cabeça depois do sexo é importante para a maioria dos homens e provavelmente o único motivo que lhes fariam optar pela castidade. Os cientistas ainda não compreendem perfeitamente as razões desse comportamento, batizado de canibalismo sexual, mas a verdade é que a louva-a-deus fêmea (bem como as fêmeas de algumas aranhas e escorpiões) mata e devora o macho depois do acasalamento.

Quer ver mais? No site Hypescience ainda mostra como pareceria se os seres humanos fizessem sexo como se fossem cracas, sapos, lesmas e minhocas.

Fonte: http://hypescience.com/como-se-pareceria-se-seres-humanos-fizessem-sexo-como-outros-animais/

1° SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BIOLOGIA SUBTERRÂNEA


logoSBBS

Nos dias 27 a 30 de Outubro de 2015 será realizado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), o “I Simpósio brasileiro de Biologia Subterrânea” organizado pelo Centro de Estudos em Biologia Subterrânea (CEBS).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site: www.biosubbrasil.com.br/

Fonte: http://cavernas.org.br/sbenoticias/SBENoticias_322.pdf

Em contínua construção…

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