Arquivo da tag: Como estudar

Seis dicas de como se organizar para estudar


* Algumas palavras ficaram sem acento agudo por conta da fonte.:

Anúncios

Rabiscar linhas suaves te ajuda a pensar


Rabiscar parece uma manifestação física triste do tédio e/ou falta de ideias úteis, mas na verdade pode te ajudar a ser criativo. De acordo com pesquisadores das Universidades Tufts e Stanford (EUA), desenhos “fluidos” podem ajudar o pensamento abstrato. Eles reuniram 30 indivíduos, divididos em dois grupos – um grupo traçou um monte de linhas irregulares, enquanto o outro desenhou um único traço em loop. Mais tarde, cada grupo recebeu uma tarefa que exigia pensamento criativo. Por exemplo, tinham que relacionar palavras com certas categorias (“tricerátops” seria um exemplo da categoria “dinossauros”). O grupo que havia desenhado em movimento fluido antes da tarefa (o desenho em loop) criou respostas mais abstratas e inventivas (como ligar a palavra “camelo” a categoria “veículo”). O outro grupo fez o mínimo, proporcionando apenas respostas óbvias. A teoria é que o movimento da mão ajuda o pensamento – o cérebro gosta de movimentos contínuos e fluidos, ao invés de ângulos retos e cantos. Seja porque é relaxante, ou porque de alguma forma faz com que o cérebro também fique mais “fluido” em pensamento, os rabiscos parecem aumentar a criatividade.

Fonte: http://hypescience.com/50-poderes-impressionantes-seu-cerebro-parte-5/

Guarde informações por mais tempo ao espaçar lembretes


A maioria de nós estuda apenas um dia antes de fazer uma prova importante não por procrastinação, mas sim porque se estudarmos uma semana antes, vamos esquecer tudo.

Há um processo mensurável pelo qual seu cérebro esquece informações, chamado de “curva de esquecimento”. Se você deseja guardar informações por mais tempo, precisa contornar essa curva, ou seja, saber quanto tempo leva para esquecer as coisas. Dá trabalho, mas vale a pena. A técnica é conhecida como “repetição espaçada”. Esse gif animado a resume:

31-

Explicamos. Digamos que você está tentando aprender inglês, e vai ter uma prova em quatro meses. A forma mais rudimentar de praticar a repetição espaçada é colocar as palavras que você precisa saber em cartões com a tradução em português, e os colocar aos poucos em três caixas com as legendas: “todo dia”, “toda semana” e “uma vez por mês”.

Os rótulos lhe dizem quantas vezes você vai olhar para os cartões de memória. “O quê?”, pensa você. “Todo dia?”. Fazer o quê, esse é o preço do método, que como recompensa vai lhe dizer exatamente por quanto tempo você consegue guardar informações, e vai te ajudar a chegar ao exato mínimo tempo que você precisa para estudar.

A primeira vez que você estudar, infelizmente, você vai ter que ver todos os cartões de memória. O que você acertar, você coloca na pilha “toda semana”. O que errar, na pilha de todos os dias. No dia seguinte, você tenta de novo, mas agora tem uma pilha menor. No dia seguinte, será ainda menor. Uma semana mais tarde, você dá uma olhada somente na pilha “toda semana”, e o que você acertar (ou seja, o que você é capaz de lembrar por uma semana com sucesso) vai para a pilha do mês. O que errar, volta para todos os dias.
Um mês depois, você dá uma olhada na pilha do mês para se certificar do que se lembra. As coisas que você esqueceu entram na rotação semanal novamente. Assim, você sabe a taxa exata a qual esse material cai fora de seu cérebro. A caixa mensal agora pode ser vista a cada dois meses, e assim por diante. Você também pode adaptar essas datas (dia, semana, mês) conforme o tempo que você tem: se for menos, faça em menos dias, se for mais, dê mais tempo entre as caixas. O método funciona – tem gente que consegue se lembrar de coisas por anos usando-o.

Se fazer caixas lhe parece complicado demais, existem aplicativos que ajudam com a técnica da repetição espaçada.

Fonte: http://hypescience.com/50-poderes-impressionantes-seu-cerebro-parte-4/

Escreva coisas para se lembrar delas (mesmo que você não as leia mais tarde)


Nesta época de smartphones, mensagens de texto e redes sociais, quase ninguém mais se aproveite da arte de segurar um lápis e rabiscar um papel – o que é ruim, porque o ato de escrever te ajuda a lembrar das coisas.

Durante um experimento na Universidade de Indiana (EUA), crianças pré-escolares que estavam aprendendo o alfabeto foram separadas em dois grupos. O primeiro grupo só viu cartões com as letras, enquanto o segundo teve a tarefa adicional de praticar a escrita dessas letras. Quando as crianças foram colocadas em uma “nave espacial” (uma máquina de ressonância magnética), os cérebros do grupo que escreveu tinham atividade neural mais reforçada, e mais parecida com a de um adulto.

Em outras palavras, parece que forçar outra parte do seu cérebro a entrar em ação ajuda na memorização. Um estudo de 2008 mostrou que isso funciona especialmente bem quando você está fazendo algo que envolve a aprendizagem de algo estranho a você, como linguagem computacional ou japonês.

Fonte: http://hypescience.com/50-poderes-impressionantes-seu-cerebro-parte-4/