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Compartilhar a cama é o maior fator de risco para morte infantil


Compartilhar a cama é o maior fator de risco de morte súbita infantil, particularmente entre bebês muito pequenos, afirmaram cientistas americanos nesta segunda-feira. De acordo com artigo publicado no jornal “Pediatrics”, 69% dos bebês falecidos subitamente compartilhavam o local onde dormiam com outra pessoa quando faleceram.

As descobertas se basearam em dados oficiais referentes a 8.207 mortes de crianças relacionadas com o sono em 24 estados americanos entre 2004 e 2012. Os cientistas descobriram que os riscos eram diferentes para crianças com idades de até três meses do que para aquelas entre os 4 e os 12 meses.

As crianças mais jovens que faleceram eram mais propensas a ter dividido a cama (73,8% contra 58,9%). Os cientistas definiram compartilhar a cama como dormir na cama de um adulto. Bebês maiores que morreram durante o sono eram mais propensos a dormir de bruços com objetos como cobertores ou bichos de pelúcia no local de dormir.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que os bebês durmam em uma superfície firme, em um berço perto dos pais, ou dos cuidadores, mas não na mesma cama para evitar o risco de sufocamento acidental.

Os bebês também deveriam ser colocados de costas para dormir. Travesseiros, cobertores e brinquedos deveriam ser colocados fora da cama da criança, acrescentou a AAP.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/compartilhar-cama-%C3%A9-maior-fator-risco-morte-infantil-201712117.html

Como engravidar: dicas para casais que querem ter um bebê


Ter um filho pode ser uma das experiências mais felizes da vida de alguém. Mas, para alguns casais, esse sonho parece nunca se realizar, e as tentativas frustradas se acumulam em níveis preocupantes. Há uma série de formas de aumentar as chances. Confira como engravidar:

Entenda seu ciclo

É importante conhecer seu ciclo menstrual para saber o melhor momento para tentar engravidar. O ciclo menstrual médio varia entre 21 e 35 dias, e a quantidade de tempo entre a menstruação e a ovulação também varia para cada mulher.

Após a ovulação, a menstruação normalmente chega dentro de 14 a 16 dias. É essencial saber seu período de ovulação, pois é nele que ocorre a gravidez. O período de maior fertilidade é durante a ovulação e entre 12 a 24 horas depois.

Temperatura corporal basal

A temperatura corporal basal (TCB) é a sua temperatura no momento em que você acorda. Durante a ovulação, a TCB das mulheres sobe ligeiramente. Se uma mulher medir sua temperatura todas as manhãs ao longo de vários meses, vai conseguir entender seu padrão de ovulação e saber quando é mais fértil.

A TCB varia de mulher pra mulher, por isso não há um padrão geral. A média da TCB normal para mulheres fica entre 35,5 e 36,6 graus Celsius, e, durante a ovulação, costuma ser de 36,1 a 37,2 graus.

Como a variação de temperatura é sutil, recomenda-se que a mulher utilize um termômetro sensível. A maioria das mulheres ovula dentro de três dias após o pico de temperatura. É importante lembrar que a TCB pode ser afetada pelo consumo de álcool, cigarros, sono insuficiente, febre ou frio, portanto não se esqueça de levar esses aspectos em consideração.

Tabelinha

As mulheres também podem descobrir seu período fértil pelo método da tabelinha. O primeiro dia da menstruação deve ser marcado como o dia 1. Considerando um ciclo menstrual com duração de 28 dias, o 14º dia marcado será o mais fértil – a margem deve ser de pelo menos três dias.

Para um resultado mais preciso, a mulher deve fazer uma tabela com o calendário do ciclo menstrual por cerca de 8 a 12 meses. Depois de marcar todos os dias no calendário (sendo o primeiro dia da menstruação sempre o número 1), subtraia 18 dias do ciclo mais curto, e 11 dias do ciclo mais longo.

Supondo que o ciclo mais curto de uma mulher seja de 26 dias, e o mais longo dure 33, os resultados serão 8 (26 – 18 = 8) e 22 (33 – 11 = 22). Nesse caso, o período mais fértil da mulher seria a partir do 8º dia até o 22º dia do ciclo.

Método de ovulação Billings

Com este método, a mulher pode descobrir seu período fértil a partir do muco cervical. Os hormônios que controlam o ciclo menstrual afetam o tipo e a quantidade de muco durante o mês.

Pouco antes da ovulação, a quantidade de muco é maior. Durante a ovulação, o muco é mais claro e escorregadio, e depois de quatro dias, torna-se mais escuro e aparece em menor quantidade. Portanto, a mulher é mais fértil quando há mais muco.

Dieta da fertilidade

Não é necessário fazer uma dieta para engravidar, mas alguns alimentos podem aumentar as chances de concepção. Alguns nutrientes podem ajudar o corpo a se preparar para a gravidez, enquanto outros diminuem a possibilidade de ter um bebê.

Não é comprovado que a cafeína afeta a capacidade de uma mulher engravidar, mas ainda assim ela deve ser consumida com moderação. Estudos indicam que a cafeína pode bloquear a capacidade do organismo de absorver ferro e cálcio, que são nutrientes fundamentais para mulheres grávidas.

Carboidratos processados devem ser evitados, pois muitos nutrientes essenciais são extraídos do grão, incluindo antioxidantes, vitaminas do complexo B e ferro – todos essenciais para aumentar a fertilidade. Cereais integrais podem ajudar o corpo a se preparar para a gravidez, pois têm muito mais nutrientes do que carboidratos processados. Invista em pães integrais e grãos alternativos, como arroz selvagem e quinoa.

Consumir frutas e legumes frescos também pode aumentar as chances de gravidez. Os fitoquímicos e antioxidantes desses alimentos acabam com os radicais livres que podem danificar óvulos e órgãos reprodutivos, além de diminuir o esperma. E a quantidade de espermatozoides de um homem definitivamente afeta as chances de gravidez. Para manter um número ideal de esperma, os homens devem ter um peso saudável, evitar fumar ou ingerir álcool.

Fonte: http://hypescience.com/como-engravidar-dicas-para-casais-que-querem-ter-um-bebe/

Chupeta – o que toda mãe (e pai) deveria saber antes de oferecer uma para seu bebê


A CHUPETA
O que toda mãe (e pai) deveria saber antes de oferecer uma chupeta para o seu bebê. 

 

A oferta da chupeta se difundiu amplamente na sociedade contemporânea. Trouxe consigo conveniência e comodidade, “simplificando” a tarefa dos adultos em acalmar o bebê. Muitos não sabem ao certo se devem ou não oferecê-la. Desinformação, falta de tempo, busca por facilidades imediatas, desconexão com os próprios instintos da espécie e tantos outros motivos popularizaram o seu uso e fizeram com que formas naturais e gentis de lidar com o choro e as demandas do bebê fossem deixadas de lado. Assim, a necessidade básica de sucção no peito não é plenamente suprida, muito menos as necessidades psico-afetivas do bebê, como um ser humano complexo em formação. O motivo do choro que está sendo silenciado fica sem resposta. A chupeta acaba sendo uma solução mágica e instantânea, que se arrasta pela infância afora e, disfarçada de outras formas, chega até a vida adulta. Por isso, não se iluda! A chupeta não é inocente como parece. Efeitos colaterais advindos do seu uso existem, e aumentam em quantidade e gravidade ao longo do desenvolvimento infantil. Acompanhe, sob uma perspectiva baseada em evidências, as potenciais consequências relacionadas ao uso da chupeta.

  •  Interfere negativamente sobre a amamentação. Estudos mostram que crianças que desmamam precocemente usam chupeta com maior freqüência do que aquelas que são amamentadas por um período maior1,2. A confusão de bicos (fig. 1 e 2) descrita na literatura acontece porque a musculatura é trabalhada de forma completamente diferente durante a sucção do peito e da chupeta3 (Quadro 1 – APÊNDICE). A sucção de um bico artificial leva à perda da tonicidade e alteração da postura muscular (dos lábios e língua, principalmente), fazendo com que o bebê não consiga manter corretamente a pega do peito. Além disso, existem evidências de que chupar chupeta diminui a produção de leite, pois o bebê solicita menos o peito, causa ferimentos na mãe devido à pega errada, o que acaba interferindo até mesmo no seu ganho de peso. Não oferecer bicos artificiais e chupetas a crianças amamentadas é um dos Dez passos para o Sucesso do Aleitamento Materno recomendado pela Organização Mundial de Saúde, UNICEF e Ministério da Saúde4.
  • Prejudica a correta maturação funcional do sistema estomatognático (SE)*. Atrapalha na fala, mastigação, deglutição e respiração da criança3. Podem surgir deficiências de dicção, presença de sibilo/ceceio na fala, voz rouca e/ou anasalada. A mastigação perde sua característica normal bilateral e alternada, tendendo a vertical ou unilateral5, afetando diretamente as articulações têmporo-mandibulares e o desenvolvimento das estruturas envolvidas. Desenvolve-se potencialmente uma deglutição atípica, com interposição de língua e participação da musculatura peri-oral. O padrão respiratório se altera de nasal para bucal ou misto3, 5. Assim, existe um consenso na literatura científica de que hábitos de sucção não-nutritivos são potencialmente nocivos para a saúde da criança e que, por isso, devem ser desestimulados6 ou removidos o mais cedo possível no intuito de minimizar os danos7
  • Altera a postura e tonicidade dos músculos da boca: o lábio superior fica encurtado, o lábio inferior fica flácido e evertido (virado para fora), ocorre a perda do selamento labial passivo (sem esforço), a pele do queixo pode ficar enrugada (refletindo o esforço do músculo mentalis para auxiliar no vedamento labial), as bochechas ficam hiper/hipotonificadas e caídas (de acordo com a forma que a criança adapta a sucção) e a língua perde a tonicidade, ficando numa posição baixa e retruída dentro da cavidade bucal (fig. 3), alterando toda a fisiologia do SE*.
  • Causa deformações esqueléticas na boca e na face: Os ossos da face crescem de forma desarmônica, com alterações e rotações dos planos de crescimento (fig. 4)3. As arcadas e os ossos nasais sofrem atresias (estreitamento) e desvios (desvio de septo) prejudicando tb as funções de deglutição, mastigação, fala e respiração (fig. 5 – 6) e se tornando um obstáculo mecânico à cura de uma série de patologias (especialmente, as “ites” = rinite, sinusite, amigdalite, bronquite, otite, adenóides hipertróficas, etc…). A mandíbula mantém a posição retruída do nascimento, isto é, o queixo não cresce, prejudicando a estética e a fisiologia (fig. 7).
  • Provoca maloclusão dentária. Mordidas abertas, mordidas cruzadas (fig. 8), maloclusão de Classe II, overjet acentuado (fig. 9) e outras alterações nos dentes são associadas ao uso de bicos artificiais. Crianças com hábitos de sucção não-nutritiva apresentam 12 vezes mais chance de desenvolver problemas oclusais do que crianças sem hábito8. Mais de 70% das crianças que possuem hábitos de sucção não-nutritiva apresentam algum tipo de maloclusão9.
  • Não existem no mercado bicos anatomicamente comparáveis ao bico do peito: Em relação ao mamilo, os bicos de borracha apresentam diferenças significativas em sua textura, forma, no trabalho que realizam e nas consequências desse trabalho3. Já foi demonstrado em estudo realizado com diferentes marcas comerciais disponíveis no mercado que bicos artificiais são significativamente menos elásticos do que o bico do peito, e que o seu comprimento pouco se altera dentro da cavidade bucal, de forma que é a boca que se molda a ele, e não o oposto como ocorre no caso do bico do peito (fig. 9 – 11). O bico do peito tem a capacidade de distender-se´ dentro da boca (protractibilidade) até 3 vezes o seu comprimento inicial, enquanto o bico de borracha pouco se altera10.
  • A chupeta não é menos nociva do que o dedo: Dados epidemiológicos mostram que apenas 10% das crianças chupam o dedo prolongadamente9, 11, enquanto 60 a 82% 8, 9, 11,, chupam chupeta e 4,1% associam os dois hábitos 8. Ao contrário do que se costuma acreditar, os danos causados pela sucção prolongada de dedo ou de chupeta são bem semelhantes12, 13. A sucção do dedo, contudo, se assemelharia mais ao peito (fig. 12) por ser intracorpórea, ter calor, odor e consistência mais parecidos com o do mamilo e pelo fato de ficar praticamente na mesma posição do bico do peito dentro da cavidade bucal (próximo ao ponto de sucção, no fundo da boca). A língua vem para a frente durante a sua sucção, como acontece com o mamilo na ordenha do peito materno e o padrão de respiração nasal é mantido14. Por tudo isso, a orientação de substituir o dedo pela chupeta não faz sentido. O bebê chupa o dedo desde a barriga15 (fig. 13) e, durante o seu desenvolvimento, especialmente nos períodos de desconforto e irritação provocados pela erupção dentária (que inicia a partir dos 4-6 meses até em torno dos 3 anos, quando a dentição decídua está completa), é normal que ele leve um ou mais dedos à boca. Nessa fase devemos proporcionar variedade de estímulos, como alimentos de consistência dura, mordedores, além de brincadeiras diversas, atenção, carinho, paciência e peito; a fim de que o hábito cesse espontaneamente. A persistência da sucção de dedo não é freqüente em crianças bem amamentadas 5,16. Mais de 80% das crianças que recebem aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida não apresentam hábitos11, 17.
  • Os bicos ortodônticos prejudicam mais no aspecto funcional do que os convencionais: Não existem evidências que comprovem substancialmente a existência de vantagens reais nos bicos anatômicos ou ortodônticos18. Embora sejam potencialmente menos nocivos em relação às alterações dentárias, chupetas ortodônticas mantêm o dorso ainda mais elevado e a ponta da língua ainda mais baixa e mais posteriorizada do que o bico comum (Fig. 14 a 16)3. Produzem mais movimentos incorretos com a língua, a deglutição é deflagrada mais tardiamente e existe um maior esforço e pressão negativa formada durante a sucção19.

 

  • Representa uma das causas da Síndrome do Respirador Bucal: Quando a criança respira pela boca pode ter o seu desenvolvimento comprometido (fig. 17) pelas inúmeras consequências que isso acarreta ao organismo como um todo. O ar inspirado pela boca não sofre o processo de filtragem, aquecimento e umedecimento fisiológicos, deixando o sistema respiratório mais vulnerável a doenças em geral. A respiração bucal ainda acarreta uma gama de alterações físicas (patologias respiratórias [fig. 18], problemas nutricionais e de crescimento, alterações fonoaudiológicas, do sono [ronco, apnéia, pesadelos, terror noturno, enurese noturna/xixi na cama, bruxismo] maloclusão e problemas orto-ortopédicos, posturais (fig. 19), comportamentais e emocionais (problemas de aprendizado, distúrbios de ansiedade, impulsividade, fobias, agitação, cansaço e hiperatividade, baixa auto-estima)3, 20.

 

  • Cria-se um hábito de difícil remoção: A sucção não-nutritiva não é um sintoma único e isolado, mas, ao contrário, pode ser um entre vários sintomas relacionados a conflitos de instabilidade emocional com raízes em situações anteriores21, como, por exemplo, a não satisfação plena da necessidade básica do bebê de mamar no peito3, 5, 16. A remoção repentina ou abrupta da chupeta pode gerar efeitos psicológicos complexos e difíceis de mensurar e pode levar à substituição por hábitos de sucção de dedo, lábio, língua, onicofagia (roer unhas) ou outros. Esses hábitos podem ser substituídos ao longo da vida por comer, fumar ou outros transtornos compulsivos, segundo a teoria psicanalítica (freudiana)3, 7.
  • Seus efeitos podem ser observados desde cedo: A idéia de que se a chupeta fosse removida até uma certa idade (1, 2, 3 anos, variando entre diferentes autores) não traria prejuízos à criança se propagou advinda de uma prática clínica centrada no dente (visão odontocêntrica), onde era possível observar a autocorreção de alguns tipos de maloclusão como a mordida aberta anterior a partir da descontinuidade do hábito. A evolução do conhecimento, entretanto, vem demonstrando que seus efeitos sobre ossos e músculos (bem como suas repercussões funcionais) são muito difíceis de reverter sem intervenção profissional multidisciplinar . Além do mais, o primeiro ano de vida do bebê é um período crítico para o seu desenvolvimento, de metabolismo ósseo acelerado e aprendizado/maturação de funções vitais, o que torna a presença de estímulos patológicos ainda mais agressiva. Na imagem abaixo, observamos um bebê de 4 meses que ainda não tem dentes, mas já sofre as conseqüências do hábito de sucção: perda do selamento dos lábios, postura de língua baixa, estreitamento da base do nariz, etc… Tudo isso vai afetar de alguma forma o seu padrão de crescimento e desenvolvimento.
  • “Chupetar” peito não existe! O termo “chupetar” deveria se referir exclusivamente à chupeta, onde o bebê realiza uma sucção não-nutritiva simplória. Dizer que o bebê está fazendo o peito de chupeta (“chupetando”), quando na verdade ele está mamando constitui um erro semântico; já que mamar constitui um ato complexo que envolve, não apenas extrair o leite, mas também sugar, estar em contato íntimo com a mãe, e sentir todas as sensações orgânicas e psico-afetivas envolvidas, com suas respectivas repercussões. Como poderia o bebê fazer o peito de chupeta se este tipo de artifício não é natural para ele e não lhe proporciona toda essa riqueza de estímulos? Bicios artificiais, muito pelo contrário, representam um estímulo de sucção patológica. O que sua memória instintiva, seu impulso pela sobrevivência reclama e pede é o peito da mãe, fisiológico, e não a chupeta. Tanto é que a maioria das crianças só aceita a chupeta após muita insistência dos adultos. Argumenta-se que alguns bebês teriam uma necessidade maior de sucção e que, após satisfazerem sua fome, ficariam no peito apenas “chupetando”, sugando, mesmo sem leite. O que acontece é que existem fases do desenvolvimento (saltos e picos de crescimento22) onde a demanda aumenta repentinamente e o peito necessita receber mais estímulo para ajustar a produção. Todo bebê esperto sabe muito bem que mamar faz a produção de leite aumentar. Além disso, ele está ao mesmo tempo satisfazendo sua necessidade neural de sucção3, 5. Você já deve ter ouvido aquela famosa frase: “a natureza é sábia!”, não é mesmo? Pois é.
  • A chupeta como prevenção para a Síndrome da Morte Súbita Infantil: Nos últimos anos a chupeta tem sido recomendada para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita no Infantil (SMSI)23. Diante desta recomendação, é importante assinalar a existência de muitas evidências, como por exemplo um estudo caso-controle com 333 lactentes com diagnóstico de SMSI e 998 crianças hígidas, o qual apontou que a amamentação reduz o risco de morte súbita em 50% em todas as idades24. Como a chupeta favorece o desmame, deve-se reconsiderar o incentivo do seu uso para esse fim, pois benefícios maiores podem ser obtidos com a amamentação6.
  • Considerações sobre a toxicidade e segurança da chupeta: Durante o processamento da borracha natural e a criação da sintética, várias substâncias são adicionadas ao látex com o intuito de conferir maior elasticidade25. Em contato com a saliva, esses produtos se volatilizam, trazendo riscos à saúde; além da possibilidade de existirem crianças alérgicas ao látex26. Como qualquer outro objeto levado à boca, a chupeta pode servir de veículo para infecções diversas (otite, candidíase, cáries, etc)27. Outros riscos potenciais são o de acidentes, obstrução das vias aéreas e estrangulamento por cordas amarradas na chupeta.
  • A chupeta e o refluxo gastro-esofágico: O uso da chupeta foi aventado como método capaz de reduzir o refluxo gastro-esofágico. No entanto, revisão sistemática não encontrou evidência de que ela melhore o tempo total e/ou diminua o número de episódios de refluxo28.
  • A necessidade de sucção do bebê deve ser suprida no peito: Crianças que nunca mamaram no peito ou que tiveram aleitamento misto antes dos três meses de idade têm aproximadamente sete vezes mais chance de desenvolver hábitos de sucção não-nutritivos do que crianças amamentadas por mais tempo8. Desde a vida intra-uterina o bebê apresenta um impulso neural de sucção15. Ele começa satisfazendo esse impulso com o próprio dedo e ao mesmo tempo vai desenvolvendo a função da sucção, crítica para sua sobrevivência após o nascimento durante a amamentação. Se o bebê for amamentado e não houver interferências negativas, o próprio desenvolvimento e amadurecimento neuro-funcional se encarregará de fazer com que a necessidade neural de sucção se esgote espontaneamente em torno do final da fase oral. Portanto, nada substitui o ato de mamar no peito, pelo aporte nutricional e imunológico do leite materno, pela troca de afetividade entre mãe e filho e pelo mecanismo de sucção exclusiva que este propicia para um perfeito desenvolvimento29. A amamentação é primária na prevenção em saúde e no funcionamento pleno das potencialidades vitais da criança, refletindo diretamente sobre a sua qualidade de vida. A amamentação deve ser realizada de forma exclusiva até os 6 meses e continuada até os 2 anos de idade ou mais30, 31! A decisão de introduzir ou não chupeta é da família. Mas cabe aos profissionais oferecerem aos pais subsídios para que tomem uma decisão consciente e informada a esse respeito.
*Sistema Estomatognático (SE) = caracteriza-se pela existência de um conjunto de estruturas que desenvolvem funções comuns, tendo como manifestação conspícua e básica a participação da mandíbula. Como todo sistema, tem características que lhe são próprias, embora esteja intimamente ligado à função de outros sistemas – o nervoso e o somato-esquelético, em particular, e todos em geral32.
APÊNDICE:
O quadro 1 compara a atividade e os desvios funcionais dos músculos envolvidos na amamentação e no aleitamento artifical com bicos comuns e ortodônticos (CARVALHO, 2010).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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21. RAMOS-JORGE, ML, et al. Como eliminar os hábitos de sucção não-nutritiva? JBP, a. 3, v. 3, n. 11, p. 49-54, 2000.
22. MORTENSEN, ACK. Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança. (http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/). Acessado em 01/09/2012.
23. HAUCK FR, OMOJOKUN OO, SIADATY MS. Do pacifiers reduce the risk of sudden infant death syndrome? A meta-analysis. Pediatrics;116:e716-23; 2005.
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25. The history of the feeding bottle. Baby-bottle museum. [Online]. Acesso 19/01/09. Disponível em:http://www.babybottle-museum.co.uk/articles.htm
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30. WHO. Global strategy for infant and young child feeding. WHA55/ 2002/ REC/1, Annex 2.
31. WHO. The optimal duration of exclusive breastfeeding: a systematic review. Geneva: World Health Organization. WHO/NHD/01.08; WHO/FCH/CAH/01.23;2001.
32. DOUGLAS, CR. Patofisiologia Oral. São Paulo, Pancast, 1998
Autoria: Andréia Stankiewicz, mãe de Luiza, 3 anos e Pedro, 1 ano; cirurgiã-dentista especialista em odontopediatria e ortopedia funcional dos maxilares, membro do Núcleo de Estudos em Ortopedia dos Maxilares e Respiração Bucal (NEOM-RB).
Revisão final: Antonio Fagnani Filho, cirurgião-dentista ortopedista funcional dos maxilares, ortodontista e homeopata, professor de pós-graduação, membro do Núcleo de Estudos em Ortopedia dos Maxilares e Respiração Bucal (NEOM-RB) e da Associação Brasileira Do Sono.
ceoandreia@hotmail.com
fagnani@vivavita.com.br
Fonte: http://comunidadeams.wordpress.com/2013/11/06/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria-saber-antes-de-oferecer-uma-para-seu-bebe/#

Treino de curta duração melhora destreza manual de bebês


Intervenção precoce pode prevenir problemas no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças prematuras, com síndrome de Down ou com alterações neurológicas, como paralisia cerebral e mielomeningocele (foto: divulgação)

Por Karina Toledo*

Agência FAPESP – Um protocolo de treino simples e de curta duração criado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pode ajudar a desenvolver em bebês típicos e atípicos, de 3 a 5 meses de idade, a habilidade de alcançar (estender o braço até a mão tocar um objeto), podendo ou não apreendê-lo.

De acordo com as pesquisadoras, esse tipo de intervenção pode prevenir problemas no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças prematuras, com síndrome de Down, paralisia cerebral e mielomeningocele (espinha bífida).

“O alcance manual é fundamental para que o bebê adquira habilidades manipulativas, como pegar e explorar um brinquedo ou um alimento, e para se apoiar nos móveis e ficar em pé. É por meio da exploração dos objetos e do espaço, da percepção da textura, do peso e da maleabilidade ou rigidez do objeto que o bebê vai formando conceitos. O atraso no desenvolvimento da destreza manual pode resultar em problemas na idade pré-escolar, como dificuldades para segurar o lápis, compreender ou desenhar formas, calcular a força para manusear um objeto”, explicou Eloisa Tudella, pesquisadora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UFSCar.

Tudella coordena o projeto “Influência do treino específico na emergência do alcance em lactentes a termo e pré-termo”, apoiado pela FAPESP e pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) no âmbito de um acordo de cooperação entre as duas instituições. Resultados parciais foram apresentados no dia 13 de março, no 1º Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, na FAPESP.

“A técnica usada no estudo foi desenvolvida na prática, durante os atendimentos que realizamos no programa de intervenção precoce oferecido pelo Núcleo de Estudos em Neuropediatria e Motricidade (Nenem), da UFSCar. Decidimos levar essa metodologia ao laboratório, para constatar a efetividade daquilo que era observado clinicamente”, contou Tudella.

O trabalho de investigação foi, até o momento, realizado por três estudantes de doutorado. Andréa Baraldi Cunha avaliou, com apoio de Bolsa da FAPESP, o efeito do treino em condição de prática variada seriada em 30 bebês nascidos a termo, ou seja, entre 37 e 41 semanas e 6 dias.

Também com Bolsa da FAPESP, Daniele de Almeida Soares avaliou o efeito do treino em condição de prática variada seriada em bloco em 36 prematuros tardios, nascidos entre 34 e 36 semanas e 6 dias.

Os efeitos do treino também foram verificados em 18 prematuros extremos, com 33 semanas de vida ou menos, durante o doutorado de Elaine Leonezi Guimarães.

As pesquisadoras explicaram para as mães o que era o alcance manual e pediram para ficarem atentas e avisarem quando os bebês começassem a manifestar esse tipo de movimento. “Entrávamos em contato via telefone com os pais dos bebês quando eles estavam com cerca de 2 meses. Além do contato telefônico com os pais, fazíamos visitas semanais, de uma a duas vezes por semana, para checar o início do alcance. Quando confirmado que o bebê iniciava o alcance manual, ele era trazido ao laboratório”, contou Tudella.

Os bebês nascidos a termo manifestaram os primeiros movimentos com, em média, 14 semanas de vida. A média dos prematuros foi de 16 semanas. “Embora os prematuros não demonstrassem atraso nas habilidades motoras grossas, como controlar a cabeça e o tronco, percebia-se um atraso nas habilidades motoras finas. Pode acontecer de esse bebê tentar pegar um objeto, não conseguir, se frustrar e desistir. Com o tempo, esse déficit no desenvolvimento vai se acumulando e, com mais idade, pode apresentar uma dificuldade maior que a observada aos 4 meses. Queremos prevenir que isso ocorra”, disse Tudella.

De acordo com Guimarães, quando se calcula a idade dos prematuros de acordo com a data prevista de nascimento, observa-se que esses bebês iniciam o alcance no período adequado, mas a qualidade do movimento é inferior. “Os movimentos não são tão fluentes, a posição das mãos não é a mais adequada. Não sabemos se eles vão se recuperar sozinhos pelo estímulo ambiental, mas por que esperar para ver o que acontece, se podemos prevenir e estimular um alcance mais habilidoso?”, questionou.

O treinamento

Nos estudos, os bebês eram divididos em dois ou três grupos. Um ou dois grupos eram submetidos à intervenção e outro grupo recebia apenas um “treino social”, ou seja, interagiam com as pesquisadoras sem estimulação dos membros superiores.

O treino pode ser realizado por um terapeuta ou pela mãe. O bebê deverá estar posicionado reclinado a 45°, em um bebê conforto ou no colo, para favorecer o alcance manual e a visualização dos objetos. É importante que o objeto seja leve e maleável para facilitar a apreensão. Ele deve ser colocado no campo visual do bebê. Deve-se então esperar que o bebê tenha percepção do objeto e tente praticar a ação de alcançar.

O protocolo de treino apresentado pelas pesquisadoras inclui três atividades. A primeira consiste em levar o objeto no campo visual e conduzir a mão dele até o objeto.

A segunda atividade consiste em posicionar a mão do bebê no campo visual, a fim de que ele toque o objeto. Caso o bebê não o toque, devem ser realizados estímulos táteis com o próprio objeto na mão do bebê a fim de estimular a ação de tocar e apreender o objeto.

Na terceira atividade, os membros superiores do bebê devem ser posicionados ao longo do corpo. A seguir, são realizados estímulos táteis com o brinquedo no braço, no antebraço e na mão do bebê. Deve-se apresentar o brinquedo em sua linha média para que a criança possa alcançá-lo. Espera-se que o bebê estenda o braço em direção ao objeto e o toque.

“É preciso colocar o objeto a uma distância que o bebê possa alcançar e na linha média de seu corpo. O treino deve ser curto, pois crianças nessa faixa etária se cansam facilmente das atividades. Dessa forma, pode ser repetido várias vezes ao dia. O tempo de treino em nossos estudos foi de quatro e de cinco minutos de duração e com diferentes números de repetições. Ainda estamos estudando qual é a intensidade ideal para obter o melhor resultado, mas parece que o treino com maior número de repetições apresentou o maior efeito”, contou Tudella.

Os bebês eram avaliados antes e depois do treino. No grupo nascido a termo foram feitas, em dois dias, três sessões de treinamento de quatro minutos cada. Os prematuros tardios passaram por uma sessão de quatro minutos e os prematuros extremos, por uma sessão de cinco minutos.

As sessões de treino eram gravadas e, posteriormente, as pesquisadoras avaliavam variáveis qualitativas (alcance com uma ou com as duas mãos e se a mão estava na posição horizontal, oblíqua ou vertical, se estava aberta ou fechada e se o toque do objeto era feito com o dorso ou a palma da mão).

Avaliavam-se também as variáveis cinemáticas (duração do movimento, velocidade de movimento, índice de retidão, índice de desaceleração e número de correções no movimento feitas pelo bebê).

“A posição da mão deve variar de acordo com o objeto e a forma como este é apresentado. O bebê tem de aprender a moldar sobre o objeto de forma funcional. O bebê também precisa desacelerar o movimento quando a mão está próxima ao objeto para não derrubá-lo. Essas variáveis nós comparamos antes e após o treinamento”, explicou Tudella.

De maneira geral, contou a pesquisadora, o treino aumentou a frequência do alcance manual e o número de alcances bimanuais. Também aumentou o número de vezes que o bebê levava a mão ao objeto na posição vertical, considerada uma forma mais madura e efetiva de alcance por facilitar a apreensão do objeto. “Além disso, os bebês ficaram mais rápidos e com movimentos mais direcionados e precisos, com menor necessidade de correções”, contou Tudella. Entretanto, estudos futuros devem ser realizados para verificar a retenção dessa aprendizagem.

Segundo Cunha, um dos objetivos da pesquisa era mostrar que, com apenas uma sessão de treino, era possível obter resultados. “É um período de grande plasticidade no sistema nervoso central dos bebês, no qual a aprendizagem ocorre de forma muito rápida. É um método simples e que pode ser feito em casa sem gastos”, comentou.

De acordo com Tudella, a ideia é alertar e capacitar os profissionais de saúde e educadores para que eles possam detectar precocemente atrasos do desenvolvimento do alcance manual e, então, orientar os familiares a fazer o treinamento. “Estamos disseminando esses dados por meio de artigos, congressos, palestras, cursos e capítulos de livros”, contou.

Resultados parciais já foram divulgados em três artigos na revista Motor Control e um na Research in Developmental Disabilities. No momento, o grupo investiga o efeito do treino em bebês abrigados.

“Pretendemos ainda realizar novos estudos com bebês com síndrome de Down, paralisia cerebral e mielomeningocele”, contou Tudella.

O artigo Effect of training at different body positions on proximal and distal reaching adjustments at the onset of goal-directed reaching: a controlled clinical trial pode ser lido emjournals.humankinetics.com/mc-back-issues/mc-volume-17-issue-2-april/effect-of-training-at-different-body-positions-on-proximal-and-distal-reaching-adjustments-at-the-onset-of-goal-directed-reaching-a-controlled-clinical-trial.

O artigo The effect of a short bout of practice on reaching behavior in late preterm infants at the onset of reaching: A randomized controlled trial (doi: 10.1016/j.ridd.2013.09.028) pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0891422213004228.

O artigo Reaching Behavior in Preterm Infants During the First Year of Life: A Systematic Reviewpode ser lido em journals.humankinetics.com/mc-back-issues/mc-volume-17-issue-4-october/reaching-behavior-in-preterm-infants-during-the-first-year-of-life-a-systematic-review .

* Com Fernando Cunha

Fonte: http://agencia.fapesp.br/18771

Dieta para a felicidade


Suplementação de ômega-3 no período de gestação e lactação em ratos promove efeitos neurofisiológicos que previnem o desenvolvimento de depressão nos filhotes quando eles se tornam adultos.

Por: Fred Furtado

Dieta para a felicidadeEstudo com ratos mostra que o consumo de fontes ricas em ômega-3 – como o salmão – durante a gestação pode prevenir depressão nos filhotes na vidaadulta. (foto: Michael Kappel/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

Gestantes e lactantes que consomem salmão e sardinha pelo menos três vezes por semana ou tomam uma cápsula de óleo de peixe uma vez por dia – duas boas fontes de ômega-3 – podem estar prevenindo que seus filhos desenvolvam depressão mais tarde. Por enquanto, isso parece ser verdade para ratos, como mostrado em palestra na27ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada de 22 a 25 de agosto em Águas de Lindoia (SP).

A pesquisa é feitacom ratos machos nascidos de mães que foram suplementadas com uma cápsulade óleo de peixe por dia durante agestação e alactação

Os dados são os resultados mais recentes de um estudo realizado há anos no Laboratório de Neurofisiologia daUniversidade Federal de Paraná (UFPR). Apesquisa é feita com ratos machos nascidos de mães que foram suplementadas com umacápsula de óleo de peixe por dia durante agestação e a lactação. Vinte e um dias depois do nascimento, eles foram separados das mães e ficaram sem suplementação até os 90 dias de idade, quando já são adultos.

Os ratos então passaram por um teste de natação forçada, no qual foram postos em um cilindro com água e seus movimentos – imobilidade, natação ou escalada – foram observados durante cinco minutos. “A imobilidade é considerada um comportamento depressivo, enquanto os outros dois não”, explica a neurofisiologista Anete Curte Ferraz, coordenadora do laboratório. Ela ressalta, no entanto, que esse teste não é considerado um modelo de depressão.

Os ratos machos cujas mães foram suplementadas apresentaram menos comportamento de imobilidade que os de mães não tratadas, nadaram mais que estes e escalaram na mesma proporção. “Isso mostra que o óleo de peixe reduziu o sintomade depressão e que esse efeito está associado à ação do neurotransmissor serotonina, pois já foi mostrado que essa substância media o comportamento de natação nesses casos”, esclarece Ferraz.

No caminho da serotonina

Com base nesses resultados, os pesquisadores realizaram testes adicionais, sempre utilizando a natação forçada como parâmetro de avaliação, para tentar identificar os mecanismos por trás da relação entre o ômega-3 do óleo de peixe e a serotonina.

Eles administraram nos ratos drogas que diminuem a síntese de serotonina, como oparaclorofenilalanina (PCPA), e uma substância que bloqueia o 5HT1A, um dos receptores para esse neurotransmissor. Esse receptor localiza-se em áreas do cérebro relacionadas ao comportamento depressivo e, quando ativado, melhora a terapiaantidepressiva.

“Em ambos os casos, os tratamentos reverteram o efeito do óleo de peixe, mostrando aparticipação do receptor no efeito benéfico do ômega-3”, conta a neurofisiologista.

Teste de natação
Submetidos a um teste de natação forçada, ratos nascidos de mães que receberam suplementação com óleo de peixe durante a gestação tiveram menor frequência de comportamento de imobilidade, associado à depressão. (foto: Ferraz et al)

O grupo resolveu então quantificar a presença de outro neurotransmissor no cérebro dos ratos, o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que garante a sobrevivência de neurônios serotoninérgicos, ou seja, as células nervosas que produzem serotonina.

Os testes detectaram um aumento significativo do BDNF no hipocampo e no córtex dos ratos de mães suplementadas, tanto naqueles com 21 dias de idade quanto nos de 90 dias. “Esse dado dá suporte à nossa hipótese sobre o mecanismo por trás do efeito do óleo de peixe, bem como mostra que os ganhos proporcionados para os filhotes pelasuplementação se mantêm na vida adulta”, observa Ferraz.

Com base nos resultados, os pesquisadores sugerem que o ômega-3 esteja induzindoa produção de BDNF, o qual estaria garantindo a sobrevivência, o crescimento e aplasticidade (capacidade de adaptação) dos neurônios serotoninérgicos. O ômega-3 estaria também modulando o receptor 5HT1A e impedindo a degradação da serotoninanos neurônios do hipocampo, o que prolongaria o efeito desse neurotransmissor.

“A conclusão disso é que a suplementação com óleo de peixe durante a gestação e alactação promove um efeito antidepressivo comparável ao do tratamento crônico com drogas comumente usadas para esse fim”, declara a neurofisiologista.

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/08/dieta-para-a-felicidade/?searchterm=Dieta%20para%20a%20felicidade

Recém-nascidos: como dividir a maternidade e a vida profissional


Para muitas mães, o retorno da licença-maternidade é um momento delicado da vida profissional. Afinal, foram meses de afastamento, sem participar do dia a dia da empresa. Junta-se a isso o fato de elas terem uma preocupação e tanto: o bem-estar do seu recém-nascido.

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Algumas se apegam tanto aos seus rebentos que pensam até em deixar o emprego para se dedicar exclusivamente à maternidade. E existem aquelas que não conseguem se desvencilhar do que está acontecendo em casa e têm uma queda significativa de produtividade.

A psicóloga clínica Nália de Paula explica que esse fenômeno é natural, sobretudo em mamães de primeira viagem. “O ideal é que ao menos nos seis meses iniciais a mulher fique exclusivamente com o bebê. Contudo, o importante é um bom vínculo. Se for gerar problemas no emprego, melhor que fique com terceiros, e que essa mãe tenha qualidade no pouco tempo com a criança”, ressalta. “Parar de trabalhar pode trazer uma implicação séria nas finanças da família e no psicológico também, em longo prazo”, acrescenta a psicóloga.

Além da estrutura financeira, o estado emocional da mãe é outro ponto importante. Escolher bem a babá ou o parente que vai cuidar do bebê enquanto ela está no trabalho é fundamental, de acordo com Nália. “A creche não está descartada, desde que não haja um rodízio grande nos cuidadores e nem muitas crianças numa mesma sala, para que os cuidados sejam mais personalizados”, defende.

Então, qual a maneira ideal de lidar com a distância e a saudade do filho? A psicóloga recomenda um contato telefônico para ouvir os grunhidos do bebê. “Falar com a criança também é interessante, porque ele reconhece a voz da mãe e isso o acalma”, afirma.

Quanto ao choro intenso, que divide muitas mulheres e faz com que algumas até hesitem em sair de casa, a psicóloga diz que é algo que deve ser trabalhado. O ideal, de acordo com ela, é que a criança não fique o dia inteiro longe da mãe. “Uma saída no horário do almoço ou uma paradinha para a amamentação são coisas que possuem um valor muito grande no que diz respeito ao vínculo com o bebê”, destaca. “A amamentação pode ser feita de maneira pouco traumática para os dois lados. A mãe pode retirar o leite e deixar o bebê ou arrumar um tempo para ‘escapar’ do trabalho e ter esse contato com a criança, claro, quando a estrutura permite a ida pontual da mulher ou da criança”, completa.

De volta ao normal
O tempo do bebê – o cessar das cólicas, o estabelecimento de um horário para amamentação etc – também é importante para que a mulher consiga reestabelecer a sua rotina profissional. Nesse sentido, repetir os horários ajuda a mulher a se organizar mais rápido. “Mas nada de rigidez, afinal é um bebê. O retorno ao ritmo precisa contemplar o cuidado efetivo da criança. É importante não delegar essas tarefas o tempo todo a terceiros. A retomada da rotina funciona como um ponto importante para a mulher. Mas, se ela estiver passando por um problema como a depressão pós-parto, precisará da intervenção de um profissional, pois será mais uma demanda para dar conta”, alerta a psicóloga.

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/rec-m-nascidos-como-dividir-maternidade-e-vida-192000166.html

Volte a ter o corpo anterior à gravidez em seis meses


Depois que o bebê nasce, começa a contagem: quanto tempo será necessário para que você volte a ter o corpo de antes? As estrias, as manchas no rosto, a flacidez, o inchaço e os quilos a mais costumam constar no pacote de reclamações mais comuns. Mas a amamentação e os cuidados com a criança precisam ser levados em conta antes de iniciar qualquer tratamento, afirma o dermatologista Caio Roberto Shwafaty de Siqueira, do Hospital Vila Mariana. Sessões de drenagem linfática, aplicações de laser e peelings estão na lista de alternativas que precisam de acompanhamento e avaliação médica antes de serem incluídos na sua rotina.

O plano abaixo foi cuidadosamente montado por Caio Roberto, além do ginecologista Sidney Sanchez, também do Hospital Vila Mariana, da ginecologista Rosa Maria Neme, da nutricionista Maria Izabel Barros Carderelli e da dermatologista Erika Voltan, todas do Centro de Endometriose de São Paulo, e mostra como é possível, em menos de um ano após o nascimento do bebê, voltar à forma anterior à gravidez sem pôr sua saúde em xeque.

Primeiro mês

Nos primeiros 45 dias pós-parto, todo o corpo da mulher passa por readaptações: sai do estado de grávida e passa para o estado de lactente. Os inchaços das pernas e das mãos, tão comuns no final da gravidez, aos poucos desaparecem. Sessões de drenagem linfática com fisioterapeutas podem ser realizadas de uma a duas vezes por semana para amenizar esse sintoma. Nesta fase, a pele da barriga, das mamas, das coxas e do bumbum pode adquirir aspecto flácido, com acentuação das estrias, principalmente se você engordou demais na gestação. Aplique cremes emolientes à base de óleos vegetais (amêndoas e macadâmia, por exemplo) diversas vezes ao dia,eles reduzem a quantidade de estrias e aliviam a flacidez no pós-parto.

Já na primeira semana pós-parto, é possível notar a perda de peso (ocasionada pela saída do bebê e pela perda da placenta e do líquido amniótico). Além disso, ocorre a involução uterina num processo que leva cerca e 40 dias para se completar, com o útero voltando à forma que tinha antes da gravidez. A alimentação deve ser equilibrada e natural, sem restrições, porém sem excessos de alimentos ácidos e condimentados, que podem prejudicar o leite. É uma fase de abstinência sexual e também de repouso quanto a atividades físicas.

mulher fazendo peeling - Foto Getty Images

Segundo mês

A perda de peso continua. Em geral, mulheres que ganharam até 12 quilos durante a gestação tendem a voltar ao peso de antes a partir deste momento, desde que estejam amamentando normalmente. A não ser que haja alguma complicação, a rotina de exercícios físicos pode ser, aos poucos, retomada. É recomendado que o treino foque o fortalecimento da parede abdominal, do períneo e o ganho de massa muscular. Os exercícios aeróbios precisam ser leves, porque eles podem comprometer o aleitamento.

Os peelings químicos (para tratamento das estrias) e a aplicação de aparelhos de radiofreqüência (marcas Accent, Thermacool, para tratamento de flacidez leve) estão permitidos a partir desta fase, desde que conduzidos por um dermatologista. Mas, durante a amamentação, apenas o peeling de ácido glicólico é recomendável. Os casos de flacidez excessiva pedem avaliação de um cirurgião plástico. O melasma, mancha acastanhada que parece no rosto de algumas mulheres, tende a sumir naturalmente após 60 dias do parto. Para acelerar o tratamento, filtros solares e cremes clareadores à base de ácidos de frutas (ácidos glicólicos, mandélicos e lático) são indicados. Evite produtos com hidroquinona, que deixa a pele muito sensível.

mulher fazendo tratamento a laser  - Foto Getty Images

Terceiro mês

Os exercícios de musculação para a parede abdominal devem ser reforçados ainda mais, aumentando o número de repetições. Isso ajuda no combate à flacidez abdominal. Exercícios aeróbios, combinados à amamentação, também agem no controle do peso ideal.

A aplicação de aparelhos de laser, de Luz Intensa Pulsada (LIP) usados para depilação, rejuvenescimento, tratamento de manchas no rosto e vasinhos de rosto e pernas está permitida, aliviando vestígios deixados pelos inchaços e outros problemas de circulação sanguínea.

mulher fazendo musculação - Foto Getty Images

Quarto mês

A distensão uterina nos nove meses de gestação leva a uma flacidez do abdômen, que pode levar de quatro a seis meses para ser corrigida. Com exercícios físicos, sessões de drenagem e uma alimentação balanceada é provável que, a partir deste mês, você retome a barriga anterior à gestação.

mulher levantando um haltere - Foto Getty Images

Quinto mês

Nesta fase, seu corpo já está acostumado aos exercícios. Além de ganhar mais tônus muscular, é possível observar ganho de força. As manchas e as estrias tendem a sumir, principalmente se o seu bebê nasceu numa época de sol menos intenso, quando os tratamentos de beleza apresentam resultados mais rápidos.

mulher olhando os cabelos que ficaram na escova - Foto Getty Images

Sexto mês

Nos seis meses pós-parto a maioria das mulheres apresenta queda fisiológica e intensa dos cabelos. Mas não é que eles passam a cair demais nesta fase: ao contrário, durante a gravidez, as mudanças hormonais causam uma espécie de bloqueio na perda capilar, que deixam de cair na quantidade adequada. Algumas mulheres, entretanto, têm queda mais acentuada, sendo necessária uma avaliação do dermatologista para regular qualquer variação hormonal mais intensa.

mulher aplicando botox - Foto Getty Images

Sétimo mês

Passado este tempo, seu corpo e o rosto já devem ter voltado aos padrões de antes. Quem parou de amamentar pode pensar em tratamentos que incluem aplicação de toxina botulínica e de preenchedores cutâneos, no combate às rugas na face. O útero também já regrediu à forma mantida antes da gravidez e, caso tenha seguido um plano de treino, nem a flacidez incomoda mais.

Fonte: http://yahoo.minhavida.com.br/familia/galerias/3477-siga-este-plano-e44-em-seis-meses44-volte-a-ter-o-corpo-anterior-a-gravidez