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O sexo durante a menstruação


Pode-se fazer sexo durante a menstruação? Nossos internautas falam bastante sobre esse assunto…

O sexo durante a menstruação  © Getty Images

Um pouco de mecânica dos fluidos

Durante a menstruação, o trato genital não apresenta alterações fisiológicas: não fica mais estreito, dilatado ou particularmente sensível. O início da menstruação está relacionado a uma modificação da mucosa uterina, que resulta em uma alteração hormonal que ocorre no final do ciclo. O volume de sangramento e a duração varia entre 5 e 25 ml e 2 a 6 dias, para ciclos de 28 dias.

Por causa dessas mudanças hormonais, algumas mulheres podem apresentar problemas de maior ou menor importância, como cólicas, náuseas, dores de cabeça, cansaço, nervosismo… Essas consequências podem dificultar a vida social e amorosa. Para outras mulheres, a maioria, não há nenhuma dificuldade em fazer sexo durante a menstruação. Do ponto de vista clínico, o sangue não é uma contraindicação, exceto em caso de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse caso, o sangue pode facilitar a transmissão de infecções. Por este motivo, é muito importante se proteger sempre.

Sim é sim, não é não

A perda de sangue não impede a relação sexual. No entanto, algumas mulheres se recusam a tê-la porque se sentem sujas. Assim, de acordo com uma pesquisa feita pela Nana, uma fabricante francesa de produtos de higiene feminina, 80% das entrevistadas não faz sexo “naqueles dias” em circunstância alguma, 75% foge das relações sexuais tanto quanto pode e 46% nem dormiria na casa de uma amiga durante este período. Nossa internauta Syka reconhece que: “Não faz mal algum, mas eu e meu parceiro não gostamos de fazer sexo durante a menstruação, especialmente quando vemos sangue no pênis”. Normalmente, parece que muitas pessoas preferem esperar a menstruação passar. Este parece ser um obstáculo difícil de se superar.

Mas este não é o caso de todas as mulheres! Algumas sentem um aumento no libido durante esta época. Sophie772 disse o seguinte em nosso fórum: “Eu fico hipersensível quando menstruo, então meus orgasmos são 10 vezes mais intensos do que o habitual. Além disso, eu detesto a ideia de ter que esperar uma semana inteira. O sangue não é particularmente desagradável para mim e eu fico com muita vontade de fazer amor nesta época.”

Entre os homens, encontramos as mesmas diferenças. Bebe94 diz: “quando você ama a outra pessoa, cinco dias de abstinência é um pouco demais!”. No entanto, muitos outros homens dizem não se sentir muito motivados durante este período.

Todo mundo reconhece que é preciso um pouco de preparo: toalhas para proteger o colchão, ou mesmo namorar no chuveiro… Cada casal tem seus truques.

Abaixo os preconceitos!

Finalmente, terminamos respondendo algumas perguntas recorrentes em nossos fóruns. O conhecimento ajuda a combater alguns preconceitos.

·         Posso ficar grávida transando durante a menstruação?

Sim, é perfeitamente possível. Em caso de interrupção do ciclo, a fecundação pode ocorrer durante a menstruação… Se não quiser engravidar, é essencial tomar precauções durante todos os dias do mês!

·         Há risco se a mulher esquecer o absorvente interno dentro da vagina durante uma relação sexual?

 É pouco provável que uma pessoa não note a presença deste intruso, mas se o entusiasmo lhes deixa cegos, sempre haverá tempo de retirá-lo mais tarde. Não há nenhum risco!

·         É possível praticar sexo oral durante a menstruação?

Vamos reconhecer que é uma prática pouco usual. Mas, teoricamente falando, o clitóris está localizado na entrada da vagina e nada impede um amante hábil de explorar a área, que fica especialmente sensível durante a menstruação.

A menstruação faz parte do cotidiano das mulheres. Nada obriga uma pessoa a interromper sua vida amorosa durante este período, exceto, obviamente, aquelas mulheres que sofrem com dores, TPM ou outros transtornos clínicos.

Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com/o-sexo-durante-a-menstrua%C3%A7%C3%A3o-120746768.html

AIDS e adolescência: no mundo e no Brasil


Unicef alerta: mortes por aids entre adolescentes mais que dobraram desde 2000

Texto: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Desde o ano 2000, mortes relacionadas à aids mais do que duplicaram entre adolescentes em todo o mundo. A estimativa é que, a cada hora, 29 pessoas de 15 a 19 anos sejam infectadas pelo HIV, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os números, apresentados durante a 21ª Conferência Internacional sobre Aids, revelam que a doença segue como a segunda causa de morte entre jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.

De acordo com o relatório, meninas são mais vulneráveis à epidemia de Aids, representando cerca de 65% das novas infecções em adolescentes no mundo. Na África Subsaariana, região onde estão aproximadamente 70% das pessoas que vivem com HIV no planeta, três em cada quatro adolescentes infectados em 2015 eram meninas.

O medo de passar pelo exame, segundo o Unicef, faz com que muitos jovens não tenham conhecimento de sua situação – apenas 13% das meninas e 9% dos rapazes foram testados no último ano. Pesquisa conduzida pelo próprio fundo das Nações Unidas em 16 países constatou que 68% dos 52 mil jovens entrevistados não querem fazer o exame por medo de um resultado positivo e por preocupação com estigma social.
“Depois de tantas vidas salvas e melhor cuidadas graças à prevenção, tratamento e cuidado; depois de todas as batalhas ganhas contra o preconceito e a ignorância relacionados à doença; depois de todos os maravilhosos marcos alcançados, a Aids permanece como a segunda causa de morte entre jovens de 10 a 19 anos em todo o mundo – e causa número um na África”, destacou o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake.

Prevenção contra a AIDS diminuiu no Brasil

Cada vez mais, vê-se a sexualidade aflorando na população de forma mais precoce e menos protegida, fazendo que ela relaxe quanto à prevenção

Texto: Romulo Osthues / Foto: Shutterstock / Fontes: (gráfico) Boletim Epidemiológico, Ministério da Saúde (2013); Periódico The Lancet (Inglaterra) / Adaptação: Clara Ribeiro

A mortalidade diminuiu. Quem morre com HIV são aquelas que param de tomar remédio ou que não sabiam que tinham a doença. Foto: Shutterstock

O número de camisinhas distribuídas pelo Ministério da Saúde em 2013 foi 625 milhões. Segundo o órgão, o Brasil é o campeão em campanhas desse tipo no mundo. O investimento é apenas uma das estratégias para não se perder a batalha contra o vírus HIV. Em 2012, foram registradas 39.185 pessoas infectadas, correspondendo a 20,2 casos para cada 100 mil habitantes, número que se mantém estável nos últimos cinco anos. A estimativa é a de que 718 mil indivíduos vivam com a doença em todo o território nacional.

Com base nesse panorama, uma pergunta é necessária: se 80% dos casos de infecção têm origem emrelações sexuais, por que, então, a população não se conscientiza de uma vez de que a prevenção é fundamental? “Uma razão é saber que há tratamento eficaz. Não se tem mais medo da síndrome. As pessoas baixaram a guarda e não estão se prevenindo”, responde Fernando Ferry, médico especialista em HIV/AIDS, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (RJ) – centro de referência no assunto. Com medo de obter o diagnóstico positivo, a maioria acaba descobrindo a doença já nos leitos. “Elas estão morrendo no hospital e isso não aparece na mídia. Os óbitos estão diluídos. Por ano, morrem cerca de 12 mil pessoas”, ressalta o médico.

Efeito salva-vidas

Por outro lado, salvar vidas é um dos melhores resultados da ampliação do tratamento e das campanhas de testagem. No País, as mortes por HIV diminuíram de 17 mil em 1996 para 10 mil em 2013. Entre 2000 e 2013, essas mortes caíram mais rapidamente que a média global por ano, que é de 1,5%. Quaisquer pessoas HIV positivas podem se submeter ao tratamento disponibilizado pelo governo federal, independentemente se seu sistema imunológico está ou não comprometido.

A ideia é que esse protocolo, iniciado em dezembro de 2013, faça que mais pessoas possam aderir ao tratamento: uma pílula contendo três fármacos distintas (tenofovir, lamivudina e efavirenz) que o indivíduo deve tomar uma vez ao dia antes de dormir. Por ela reduzir a carga viral do soropositivo, o risco de transmissão chega a ser 96% menor – o que favorecerá o controle da pandemia. “A pílula única é potente e apresenta baixa quantidade de efeitos colaterais, fazendo queo tratamento seja otimizado e fácil. O paciente não vai morrer de AIDS, mas de qualquer outra coisa”, pontua o pesquisador, que concedeu a entrevista a seguir à VivaSaúde.

O tratamento com a pílula única traz uma boa qualidade de vida?
Isso é relativo. Há a questão dos efeitos colaterais (ainda que diminuídos), a necessidade de sempre se fazerem exames, além das implicações psicológicas em relação à própria infecção. Mas, com o tratamento, você transforma a condição em doença crônica e as pessoas passam a lidar com ela como se tivessem diabetes, por exemplo. Por outro lado, essa noção faz que elas não se protejam, principalmente homens homossexuais jovens, por não encontrarem suporte em suas famílias quanto à aceitação de sua orientação e perderem a chance de conversar. Assim, o sexo é tratado como tabu e assunto proibido. O resultado é a falta de informação do jovem, que acaba não se protegendo adequadamente.

Por que os jovens ainda estão muito expostos?
Cada vez mais, vê-se a sexualidade aflorando na população de forma mais precoce e menos protegida, fazendo que ela relaxe quanto à prevenção. O que é mais preocupante é o crescimento da infecção entre os 13 a 25 anos. São dois fatores que os levam a isso: falta de educação sexual e busca pelo prazer imediato, inconsequente, sem preservativos – muitas vezes, associada ao consumo de drogas e álcool. Fora isso, não existe a procura por saber sobre si próprios, evitando-se os exames. Temos visto meninos de 20 anos de idade chegando ao hospital em estágio avançadíssimo da doença e que, possivelmente, se contaminaram aos 13.

Então, educação sexual é urgente? 
Educação sexual na escola seria essencial, com programas de capacitação de professores de acordo com a realidade local, envolvendo não somente as crianças, mas também as famílias nesse assunto. é promover um aprendizado técnico para todo mundo, permitindo que se entenda que há outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), sendo necessário se proteger delas da mesma maneira.

Sem isso, como proteger-se?
O indivíduo tem direito a se comportar sexualmente da forma como quiser; não devemos discriminar ninguém. Se achar que pode sair com várias pessoas, é uma decisão dele. Isso não tem nada a ver com o contágio da doença. Caso a pessoa se proteja, ela não se contaminará. não se precaver e ter um grande número de parceiros leva ao contágio.

Quais são os estigmas comuns?
A primeira coisa é o medo de revelar para a família. Depois, eles têm a ideia de que morrerão por um resfriado comum. Em terceiro lugar, a culpa de terem tido consciência da existência da doença e de que vacilaram na hora da proteção, sofrendo muito com isso. Outra questão é em relação a futuros parceiros, perguntando-se como conseguir estabelecer relações afetivas com outras pessoas daquele momento em diante.

O uso da camisinha é fundamental. Isso não somente em relação a ele transmitir o HIV para alguém, mas a ele se contaminar com outras DSTs. Quando o soropositivo toma remédio, sua carga viral fica muito baixa, o que diminui ainda mais as chances de ele transmitir o vírus – estudos mostram que a possibilidade de infectar outra pessoa cai para 4%. Mas nada é garantido. Por isso, o paciente soropositivo que sabe de sua condição tem de informar ao parceiro sobre o assunto e permitir a ele tomar a decisão a respeito do que fará. A maioria aceita continuar o relacionamento quando gosta do outro. E se protege sempre.

A cura bate à porta?
Já existe um paciente curado no mundo. Seu nome é Timothy Brown, conhecido como o “paciente de Berlim”. Ele já era soropositivo quando desenvolveu uma leucemia. Precisava fazer um transplante de medula e conseguiram a de um doador resistente ao HIV. Ao receber essa medula nova, ficou curado. Isso abriu perspectivas para novas abordagens e muitas pesquisas estão em curso. Porém, novas tentativas de repetir esse feito falharam! A cura virá porque a capacidade do ser humano de estudar e de gerar conhecimento está muito avançada. Os estudos científicos estão no campo da descrição dos mecanismos das moléculas, dos bloqueios para que percam suas funções. Essa será a tônica da medicina no futuro. A cura do ebola, por exemplo, está na biologia molecular avançada. A gente espera que isso aconteça com oHIV/AIDS também; sou muito esperançoso. Talvez, a cura demore de 15 a 20 anos para acontecer.

Quem está à frente nesse setor?
O país mais desenvolvido nesse sentido é os EUA. As universidades de lá premiam a competência de seus pesquisadores, e eles trabalham associados à indústria. Esses trabalhos aos quais se dedicam com muito fervor representam bilhões de dólares.

Fontes:

O que aconteceria se os antibióticos parassem de funcionar?!


3 What Will Happen When Antibiotics Stop Working?

Até o início da era dourada dos antibióticos, nas décadas de 1940 a 1960, a maior causa de morte humana era infecção. Com esse problema colocado de lado, as maiores causas passaram a ser câncer e problemas cardiovasculares.

Atualmente podemos tratar um grande número de infecções, já que apenas algumas são resistentes à linha de antibióticos mais recente, a colistina. Mas médicos têm observado que a resistência ao antibiótico tem crescido na China e Estados Unidos.

Enquanto enormes prêmios aguardam quem avançar no desenvolvimento de novos antibióticos, novas descobertas são raras ou simplesmente não existentes. Enquanto isso, o uso indiscriminado do medicamento faz com que as bactérias fiquem cada vez mais resistentes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, metade das prescrições de antibióticos são feitas de forma inadequada. E não são apenas os médicos e pacientes os envolvidos nesse problema. A indústria agropecuária também é acusada de abusar do uso de antibióticos nos animais.

Enquanto alguns acreditam que nano-robôs ou outras formas de tecnologia vão assumir o papel dos antibióticos no futuro, o professor de saúde humana e ambiental da Universidade de Lancaster (Reino Unido), Roger Pickup, faz um exercício para prever como seria um mundo sem antibióticos.

Era pós-antibióticos

“Ainda não estamos na era pós-antibióticos, mas como seria o mundo se nenhum antibiótico estivesse disponível?”, questiona ele em artigo publicado no The Conversation.

Para ele, seria muito semelhante ao que acontecia antes do desenvolvimento do medicamento, mas com alguns fatores complicadores. “Há mais de nós e vivemos mais perto uns dos outros conforme cidades crescem e pessoas se mudam do campo para a cidade”, diz ele. É verdade que temos mais noção de higiene do que há 100 anos, mas, ironicamente, a limpeza excessiva também pode ser responsável por nos tornar mais vulneráveis a doenças.

“Novas doenças (e antigas que retornaram) como a Doença dos Legionários, Doença de Lyme e Síndrome de Weil vão inevitavelmente se tornar resistentes aos antibióticos com o tempo”, afirma ele.

Doenças que hoje são controláveis, como tuberculose e pneumonia, podem voltar a matar grandes grupos de pessoas.

Transplantes de órgãos vão se tornar impossíveis, já que esses pacientes têm que usar drogas imunossupressoras para que o corpo não ataque o novo órgão. O problema desse tipo de medicamento é que o paciente também não consegue lutar contra infecções que seriam inofensivas para outras pessoas. São os antibióticos que as ajudam nesses casos.

Até cirurgias simples como a remoção do apêndice podem se tornar perigosas sem antibióticos.

Distopia pós-antibiótico

Então como a sociedade mudaria na era pós-antibiótico?

Voltaremos a ter mais filhos porque muitos nem vão chegar à idade adulta? Vamos parar de trocar abraços ou apertos de mão? Ainda viajaremos de avião – aquele tubo de ar reciclado? Vamos ter que usar máscaras o tempo todo? Haverá segregação entre os mais fortes e os mais frágeis? Ou simplesmente vamos achar uma saída para este problema?

Fontes:

 

Por que as pessoas insistem em fazer sexo sem camisinha?


Tipos de Camisinha - Divertidas

Ter prazer é ótimo e muito importante para deixar a vida mais gostosa. Mas vale a pena se arriscar por alguns minutos de prazer? Pelo que vemos no mundo, parece que sim.

Há uma semana mais ou menos, um casal do BBB transou sem preservativo. Em rede nacional. Para o mundo inteiro acompanhar sua burrice. E há alguns dias também apareceu uma história de homens gays que fazem festa para se contaminar com o vírus HIV só por diversão – o que é crime, é bom lembrar. E quantos amigos e amigas fazem sexo sem camisinha e acham que está tudo bem?

Não tem essa de chupar bala com papel. Confiar sua saúde a outra pessoa é uma atitude tão irresponsável que apenas mostra que você não está maduro para ter uma vida sexual saudável. Não importa o tempo do relacionamento, não importa a cara da pessoa: você nunca vai saber o que o outro faz quando não está com você. E talvez o outro nem imagine que foi contaminado.

De acordo com o relatório “The Gap Report”, do Programa Conjunto das Nações Unidas HIV/Aids (Unaids), de 2014, o Brasil teve um aumento de 11% em novas infecções entre 2005 e 2013. Se fizermos um recorte entre jovens, então, essa porcentagem sobe para 50%.

Quando sua mãe ou avó dizem que quem tem saúde tem tudo elas não estão apenas repetindo uma frase de mãe ou avó. Elas estão tentando te mostrar que se a vida já é difícil saudável, imagine só a barra que é seguir em frente com ainda mais obstáculos.

Existe a camisinha masculina e a feminina. Existem diversos tipos delas, com gostinho, cor, cheiro, maior ou menor sensibilidade, texturas… encontre uma maneira de se divertir. Só não coloque sua vida em risco.

Como usar a camisinha?

1 – Masculina:

2 – Feminina:

Fontes:

Como o exercício físico muda seu DNA


Todo mundo sabe que exercício físico faz bem para saúde. Mas de que maneira? Aparentemente, afetando nosso DNA. Novamente: mas como?

É isso que pesquisadores suecos tentaram descobrir.

O genoma humano é incrivelmente complexo e dinâmico, com genes constantemente “se ligando” ou “desligando”, dependendo dos sinais bioquímicos que recebem do corpo. Quando os genes são ativados, eles expressam proteínas que causam respostas fisiológicas imediatas em outras partes do corpo.

Os cientistas sabem que certos genes tornam-se mais ativos ou inativos como resultado do exercício físico, mas não tinham certeza como isso acontecia.

Sendo assim, resolveram estudar o efeito da epigenética, um processo pelo qual o funcionamento de genes do nosso DNA é alterado. (Calma, o DNA em si não é alterado).

Alterações epigenéticas ocorrem no exterior do gene, principalmente através de um processo chamado de metilação. Na metilação, aglomerados de átomos, chamados grupos metila, se fixam no exterior de um gene e o deixam mais ou menos capaz de receber e responder a sinais bioquímicos do corpo.

A questão que ficava era: padrões de metilação mudam em resposta ao estilo de vida? Podem afetar nossa saúde e risco para doenças?
A resposta parece ser sim.

O estudo

Cientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), recrutaram 23 homens e mulheres jovens e saudáveis para que fizessem uma série de exercícios em laboratório. Eles também passaram por exames médicos, incluindo uma biópsia muscular.

No passado, um dos obstáculos para estudar precisamente mudanças epigenéticas foi isolar os efeitos do exercício dos de dieta ou outros comportamentos humanos.

Os cientistas derrubaram esse obstáculo pedindo que os voluntários usassem apenas uma perna para se exercitar em uma bicicleta, deixando a outra sem ser exercitada. Assim, cada pessoa tornou-se o seu próprio grupo de controle.

Os participantes pedalaram uma de suas pernas a um ritmo moderado por 45 minutos, quatro vezes por semana, durante três meses. Em seguida, os cientistas repetiram as biópsias musculares e outros testes com cada voluntário.

Não surpreendentemente, a perna exercitada dos voluntários era mais poderosa do que a outra, mostrando que o exercício resultou em melhorias físicas.

Mas as mudanças dentro do DNA das células musculares eram ainda mais intrigantes. Usando análise genômica sofisticada, os pesquisadores determinaram que mais de 5.000 locais no genoma das células musculares da perna exercitada tinham agora novos padrões de metilação. Alguns mostraram mais grupos metila; outros menos.

Todas as mudanças foram significativas e não encontradas na perna sem exercício.

Curiosamente, muitas das alterações estavam em porções do genoma conhecidas como intensificadoras, ou seja, que podem amplificar a expressão de proteínas de genes. A expressão de genes de fato estava visivelmente aumentada ou mudada em milhares de células musculares que os pesquisadores estudaram.

A maioria dos genes em questão são conhecidos por desempenhar um papel no metabolismo de energia, resposta à insulina e inflamação no interior músculos. Em outras palavras, eles afetam quão saudáveis e aptos nossos músculos – e corpos – são.

Futuro

Ficou claro que o exercício físico provoca uma mudança positiva na saúde em um nível celular.

Muitos mistérios ainda permanecem, no entanto. Não se sabe, por exemplo, se as mudanças genéticas observadas duram se alguém para de se exercitar, ou como diferentes quantidades ou tipos diferentes de exercício podem afetar padrões de metilação e expressão gênica. Essas questões devem ser respondidas em próximos estudos.

Fonte: http://hypescience.com/como-o-exercicio-fisico-muda-seu-dna/

Conheça as medidas para evitar o contágio do Ebola


Evitar a infecção pelo vírus Ebola implica respeitar uma série de medidas simples, mas que devem ser aplicadas rigorosamente, segundo os especialistas.

A seguir, alguns conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, sobre como se proteger deste vírus letal.

Atenção aos sintomas
Os sintomas do Ebola incluem febre, dores de cabeça, nas articulações e musculares, fraqueza, diarreia, vômitos, dor de estômago, falta de apetite e, em alguns casos, hemorragia.

“O vírus é transmitido por contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada ou após a exposição a objetos – como seringas – contaminados com secreções infectadas”, explicou Stephan Monroe, vice-diretor do centro para doenças infecciosas dos CDC. “O Ebola não é contagioso até que apareçam os sintomas”, acrescentou.

Fluidos corporais
O vírus Ebola pode se disseminar através de catarro, sêmen, saliva, suor, vômito, fezes e sangue.

Monroe explicou que é muito improvável que o Ebola se transmita entre passageiros de um espaço confinado como um avião ou um trem, visto que requer o contato direto com as secreções corporais.

“A maioria das pessoas que se infecta com Ebola é as que convivem (parentes ou trabalhadores de saúde) com as pessoas que já padecem da doença e manifestam os sintomas”, acrescentou.

Embora o vírus possa ser fatal em 90% dos casos, as pessoas que se recuperam devem tomar precauções extraordinárias durante pelo menos dois meses porque podem continuar transmitindo a doença.

“Os homens que se recuperaram da doença ainda poderão transmitir o vírus através do sêmen até sete semanas depois de recuperados”, explicou a OMS.

Evite contato com cadáveres infectados
O Ebola também tem sido transmitido a pessoas que tiveram contato com o corpo de alguém que morreu da doença, como por exemplo durante os preparativos de um funeral.

“As pessoas que morreram de Ebola devem ser enterradas rapidamente e de forma segura”, destacou a OMS.

Recomendações para trabalhadores de saúde
Pacientes de áreas onde o Ebola está ativo e que apresentam estes sintomas devem ser isolados do público em geral, segundo os CDC.

Os trabalhadores de saúde devem seguir as precauções exigidas para o controle das infecções. Devem usar máscaras, luvas e batas de mangas compridas quando tratam os pacientes.

Os CDC também recomendam a lavagem frequente das mãos antes e depois de ter contato com um paciente febril, assim como extremar cuidados com o uso e descarte de agulhas e seringas.

O período de incubação do Ebola – isto é, o lapso entre a infecção e o aparecimento dos sintomas – é de 21 dias.

Evite comer carne crua
O Ebola atinge as populações humanas assim que as pessoas têm contato com sangue, órgãos e fluidos corporais de animais infectados. Os morcegos frugívoros são seu hospedeiro natural.

“Na África tem sido documentada a infecção através do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frugívoros, macacos, antílopes e porcos-espinhos infectados, que foram encontrados mortos na selva”, destacou a OMS.

Se há suspeitas de um surto em uma fazenda de macacos ou porcos, a OMS recomenda colocar toda a estrutura imediatamente em quarentena e sacrificar os animais infectados, “supervisionando de perto o enterro ou a incineração das carcaças”.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/conhe%C3%A7a-medidas-evitar-cont%C3%A1gio-ebola-190308259.html

Compartilhar a cama é o maior fator de risco para morte infantil


Compartilhar a cama é o maior fator de risco de morte súbita infantil, particularmente entre bebês muito pequenos, afirmaram cientistas americanos nesta segunda-feira. De acordo com artigo publicado no jornal “Pediatrics”, 69% dos bebês falecidos subitamente compartilhavam o local onde dormiam com outra pessoa quando faleceram.

As descobertas se basearam em dados oficiais referentes a 8.207 mortes de crianças relacionadas com o sono em 24 estados americanos entre 2004 e 2012. Os cientistas descobriram que os riscos eram diferentes para crianças com idades de até três meses do que para aquelas entre os 4 e os 12 meses.

As crianças mais jovens que faleceram eram mais propensas a ter dividido a cama (73,8% contra 58,9%). Os cientistas definiram compartilhar a cama como dormir na cama de um adulto. Bebês maiores que morreram durante o sono eram mais propensos a dormir de bruços com objetos como cobertores ou bichos de pelúcia no local de dormir.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que os bebês durmam em uma superfície firme, em um berço perto dos pais, ou dos cuidadores, mas não na mesma cama para evitar o risco de sufocamento acidental.

Os bebês também deveriam ser colocados de costas para dormir. Travesseiros, cobertores e brinquedos deveriam ser colocados fora da cama da criança, acrescentou a AAP.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/compartilhar-cama-%C3%A9-maior-fator-risco-morte-infantil-201712117.html