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O sexo durante a menstruação


Pode-se fazer sexo durante a menstruação? Nossos internautas falam bastante sobre esse assunto…

O sexo durante a menstruação  © Getty Images

Um pouco de mecânica dos fluidos

Durante a menstruação, o trato genital não apresenta alterações fisiológicas: não fica mais estreito, dilatado ou particularmente sensível. O início da menstruação está relacionado a uma modificação da mucosa uterina, que resulta em uma alteração hormonal que ocorre no final do ciclo. O volume de sangramento e a duração varia entre 5 e 25 ml e 2 a 6 dias, para ciclos de 28 dias.

Por causa dessas mudanças hormonais, algumas mulheres podem apresentar problemas de maior ou menor importância, como cólicas, náuseas, dores de cabeça, cansaço, nervosismo… Essas consequências podem dificultar a vida social e amorosa. Para outras mulheres, a maioria, não há nenhuma dificuldade em fazer sexo durante a menstruação. Do ponto de vista clínico, o sangue não é uma contraindicação, exceto em caso de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse caso, o sangue pode facilitar a transmissão de infecções. Por este motivo, é muito importante se proteger sempre.

Sim é sim, não é não

A perda de sangue não impede a relação sexual. No entanto, algumas mulheres se recusam a tê-la porque se sentem sujas. Assim, de acordo com uma pesquisa feita pela Nana, uma fabricante francesa de produtos de higiene feminina, 80% das entrevistadas não faz sexo “naqueles dias” em circunstância alguma, 75% foge das relações sexuais tanto quanto pode e 46% nem dormiria na casa de uma amiga durante este período. Nossa internauta Syka reconhece que: “Não faz mal algum, mas eu e meu parceiro não gostamos de fazer sexo durante a menstruação, especialmente quando vemos sangue no pênis”. Normalmente, parece que muitas pessoas preferem esperar a menstruação passar. Este parece ser um obstáculo difícil de se superar.

Mas este não é o caso de todas as mulheres! Algumas sentem um aumento no libido durante esta época. Sophie772 disse o seguinte em nosso fórum: “Eu fico hipersensível quando menstruo, então meus orgasmos são 10 vezes mais intensos do que o habitual. Além disso, eu detesto a ideia de ter que esperar uma semana inteira. O sangue não é particularmente desagradável para mim e eu fico com muita vontade de fazer amor nesta época.”

Entre os homens, encontramos as mesmas diferenças. Bebe94 diz: “quando você ama a outra pessoa, cinco dias de abstinência é um pouco demais!”. No entanto, muitos outros homens dizem não se sentir muito motivados durante este período.

Todo mundo reconhece que é preciso um pouco de preparo: toalhas para proteger o colchão, ou mesmo namorar no chuveiro… Cada casal tem seus truques.

Abaixo os preconceitos!

Finalmente, terminamos respondendo algumas perguntas recorrentes em nossos fóruns. O conhecimento ajuda a combater alguns preconceitos.

·         Posso ficar grávida transando durante a menstruação?

Sim, é perfeitamente possível. Em caso de interrupção do ciclo, a fecundação pode ocorrer durante a menstruação… Se não quiser engravidar, é essencial tomar precauções durante todos os dias do mês!

·         Há risco se a mulher esquecer o absorvente interno dentro da vagina durante uma relação sexual?

 É pouco provável que uma pessoa não note a presença deste intruso, mas se o entusiasmo lhes deixa cegos, sempre haverá tempo de retirá-lo mais tarde. Não há nenhum risco!

·         É possível praticar sexo oral durante a menstruação?

Vamos reconhecer que é uma prática pouco usual. Mas, teoricamente falando, o clitóris está localizado na entrada da vagina e nada impede um amante hábil de explorar a área, que fica especialmente sensível durante a menstruação.

A menstruação faz parte do cotidiano das mulheres. Nada obriga uma pessoa a interromper sua vida amorosa durante este período, exceto, obviamente, aquelas mulheres que sofrem com dores, TPM ou outros transtornos clínicos.

Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com/o-sexo-durante-a-menstrua%C3%A7%C3%A3o-120746768.html

AIDS e adolescência: no mundo e no Brasil


Unicef alerta: mortes por aids entre adolescentes mais que dobraram desde 2000

Texto: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Desde o ano 2000, mortes relacionadas à aids mais do que duplicaram entre adolescentes em todo o mundo. A estimativa é que, a cada hora, 29 pessoas de 15 a 19 anos sejam infectadas pelo HIV, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os números, apresentados durante a 21ª Conferência Internacional sobre Aids, revelam que a doença segue como a segunda causa de morte entre jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.

De acordo com o relatório, meninas são mais vulneráveis à epidemia de Aids, representando cerca de 65% das novas infecções em adolescentes no mundo. Na África Subsaariana, região onde estão aproximadamente 70% das pessoas que vivem com HIV no planeta, três em cada quatro adolescentes infectados em 2015 eram meninas.

O medo de passar pelo exame, segundo o Unicef, faz com que muitos jovens não tenham conhecimento de sua situação – apenas 13% das meninas e 9% dos rapazes foram testados no último ano. Pesquisa conduzida pelo próprio fundo das Nações Unidas em 16 países constatou que 68% dos 52 mil jovens entrevistados não querem fazer o exame por medo de um resultado positivo e por preocupação com estigma social.
“Depois de tantas vidas salvas e melhor cuidadas graças à prevenção, tratamento e cuidado; depois de todas as batalhas ganhas contra o preconceito e a ignorância relacionados à doença; depois de todos os maravilhosos marcos alcançados, a Aids permanece como a segunda causa de morte entre jovens de 10 a 19 anos em todo o mundo – e causa número um na África”, destacou o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake.

Prevenção contra a AIDS diminuiu no Brasil

Cada vez mais, vê-se a sexualidade aflorando na população de forma mais precoce e menos protegida, fazendo que ela relaxe quanto à prevenção

Texto: Romulo Osthues / Foto: Shutterstock / Fontes: (gráfico) Boletim Epidemiológico, Ministério da Saúde (2013); Periódico The Lancet (Inglaterra) / Adaptação: Clara Ribeiro

A mortalidade diminuiu. Quem morre com HIV são aquelas que param de tomar remédio ou que não sabiam que tinham a doença. Foto: Shutterstock

O número de camisinhas distribuídas pelo Ministério da Saúde em 2013 foi 625 milhões. Segundo o órgão, o Brasil é o campeão em campanhas desse tipo no mundo. O investimento é apenas uma das estratégias para não se perder a batalha contra o vírus HIV. Em 2012, foram registradas 39.185 pessoas infectadas, correspondendo a 20,2 casos para cada 100 mil habitantes, número que se mantém estável nos últimos cinco anos. A estimativa é a de que 718 mil indivíduos vivam com a doença em todo o território nacional.

Com base nesse panorama, uma pergunta é necessária: se 80% dos casos de infecção têm origem emrelações sexuais, por que, então, a população não se conscientiza de uma vez de que a prevenção é fundamental? “Uma razão é saber que há tratamento eficaz. Não se tem mais medo da síndrome. As pessoas baixaram a guarda e não estão se prevenindo”, responde Fernando Ferry, médico especialista em HIV/AIDS, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (RJ) – centro de referência no assunto. Com medo de obter o diagnóstico positivo, a maioria acaba descobrindo a doença já nos leitos. “Elas estão morrendo no hospital e isso não aparece na mídia. Os óbitos estão diluídos. Por ano, morrem cerca de 12 mil pessoas”, ressalta o médico.

Efeito salva-vidas

Por outro lado, salvar vidas é um dos melhores resultados da ampliação do tratamento e das campanhas de testagem. No País, as mortes por HIV diminuíram de 17 mil em 1996 para 10 mil em 2013. Entre 2000 e 2013, essas mortes caíram mais rapidamente que a média global por ano, que é de 1,5%. Quaisquer pessoas HIV positivas podem se submeter ao tratamento disponibilizado pelo governo federal, independentemente se seu sistema imunológico está ou não comprometido.

A ideia é que esse protocolo, iniciado em dezembro de 2013, faça que mais pessoas possam aderir ao tratamento: uma pílula contendo três fármacos distintas (tenofovir, lamivudina e efavirenz) que o indivíduo deve tomar uma vez ao dia antes de dormir. Por ela reduzir a carga viral do soropositivo, o risco de transmissão chega a ser 96% menor – o que favorecerá o controle da pandemia. “A pílula única é potente e apresenta baixa quantidade de efeitos colaterais, fazendo queo tratamento seja otimizado e fácil. O paciente não vai morrer de AIDS, mas de qualquer outra coisa”, pontua o pesquisador, que concedeu a entrevista a seguir à VivaSaúde.

O tratamento com a pílula única traz uma boa qualidade de vida?
Isso é relativo. Há a questão dos efeitos colaterais (ainda que diminuídos), a necessidade de sempre se fazerem exames, além das implicações psicológicas em relação à própria infecção. Mas, com o tratamento, você transforma a condição em doença crônica e as pessoas passam a lidar com ela como se tivessem diabetes, por exemplo. Por outro lado, essa noção faz que elas não se protejam, principalmente homens homossexuais jovens, por não encontrarem suporte em suas famílias quanto à aceitação de sua orientação e perderem a chance de conversar. Assim, o sexo é tratado como tabu e assunto proibido. O resultado é a falta de informação do jovem, que acaba não se protegendo adequadamente.

Por que os jovens ainda estão muito expostos?
Cada vez mais, vê-se a sexualidade aflorando na população de forma mais precoce e menos protegida, fazendo que ela relaxe quanto à prevenção. O que é mais preocupante é o crescimento da infecção entre os 13 a 25 anos. São dois fatores que os levam a isso: falta de educação sexual e busca pelo prazer imediato, inconsequente, sem preservativos – muitas vezes, associada ao consumo de drogas e álcool. Fora isso, não existe a procura por saber sobre si próprios, evitando-se os exames. Temos visto meninos de 20 anos de idade chegando ao hospital em estágio avançadíssimo da doença e que, possivelmente, se contaminaram aos 13.

Então, educação sexual é urgente? 
Educação sexual na escola seria essencial, com programas de capacitação de professores de acordo com a realidade local, envolvendo não somente as crianças, mas também as famílias nesse assunto. é promover um aprendizado técnico para todo mundo, permitindo que se entenda que há outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), sendo necessário se proteger delas da mesma maneira.

Sem isso, como proteger-se?
O indivíduo tem direito a se comportar sexualmente da forma como quiser; não devemos discriminar ninguém. Se achar que pode sair com várias pessoas, é uma decisão dele. Isso não tem nada a ver com o contágio da doença. Caso a pessoa se proteja, ela não se contaminará. não se precaver e ter um grande número de parceiros leva ao contágio.

Quais são os estigmas comuns?
A primeira coisa é o medo de revelar para a família. Depois, eles têm a ideia de que morrerão por um resfriado comum. Em terceiro lugar, a culpa de terem tido consciência da existência da doença e de que vacilaram na hora da proteção, sofrendo muito com isso. Outra questão é em relação a futuros parceiros, perguntando-se como conseguir estabelecer relações afetivas com outras pessoas daquele momento em diante.

O uso da camisinha é fundamental. Isso não somente em relação a ele transmitir o HIV para alguém, mas a ele se contaminar com outras DSTs. Quando o soropositivo toma remédio, sua carga viral fica muito baixa, o que diminui ainda mais as chances de ele transmitir o vírus – estudos mostram que a possibilidade de infectar outra pessoa cai para 4%. Mas nada é garantido. Por isso, o paciente soropositivo que sabe de sua condição tem de informar ao parceiro sobre o assunto e permitir a ele tomar a decisão a respeito do que fará. A maioria aceita continuar o relacionamento quando gosta do outro. E se protege sempre.

A cura bate à porta?
Já existe um paciente curado no mundo. Seu nome é Timothy Brown, conhecido como o “paciente de Berlim”. Ele já era soropositivo quando desenvolveu uma leucemia. Precisava fazer um transplante de medula e conseguiram a de um doador resistente ao HIV. Ao receber essa medula nova, ficou curado. Isso abriu perspectivas para novas abordagens e muitas pesquisas estão em curso. Porém, novas tentativas de repetir esse feito falharam! A cura virá porque a capacidade do ser humano de estudar e de gerar conhecimento está muito avançada. Os estudos científicos estão no campo da descrição dos mecanismos das moléculas, dos bloqueios para que percam suas funções. Essa será a tônica da medicina no futuro. A cura do ebola, por exemplo, está na biologia molecular avançada. A gente espera que isso aconteça com oHIV/AIDS também; sou muito esperançoso. Talvez, a cura demore de 15 a 20 anos para acontecer.

Quem está à frente nesse setor?
O país mais desenvolvido nesse sentido é os EUA. As universidades de lá premiam a competência de seus pesquisadores, e eles trabalham associados à indústria. Esses trabalhos aos quais se dedicam com muito fervor representam bilhões de dólares.

Fontes:

A dor de urinar, menstruar e dar à luz após mutilação genital


  • BBC

    Hibo Wardere nasceu na Somália e foi submetida à mutilação genital aos seis anos de idade

    Hibo Wardere nasceu na Somália e foi submetida à mutilação genital aos seis anos de idade

Cerca de 200 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo já foram vítimas de mutilação genital.

Muitos se perguntam como é viver com esse tipo de mutilação, passando por situações como urinar, menstruar ou ter um filho.

“A primeira vez que você nota que seu físico mudou é quando você faz xixi”, diz a somali Hibo Wardere, de 46 anos.

Hibo tinha apenas seis anos quando foi submetida ao que a OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica como mutilação “tipo 3”.

Nesse tipo de procedimento, os lábios vaginais são cortados e costurados, sendo reduzidos a apenas um buraco minúsculo que Hibo compara ao tamanho de um palito de fósforo. O clitóris também é removido.

Ela cresceu na Somália, onde 98% das mulheres entre 15 e 49 anos foram submetidas à mutilação genital.

‘Ferida aberta’

“Uma ferida aberta na qual esfregaram sal ou pimenta ─ era isso que parecia”, é como Hibo descreve a sensação ao urinar.

“Então você percebe que a urina não está saindo da forma como costumava sair. Sai em gotinhas e cada gota é pior do que a anterior. Todo o processo dura quatro ou cinco minutos, mas a dor é horrível.”

Hibo mudou-se para o Reino Unido quando tinha 18 anos e, meses depois de chegar, foi a um médico para tentar atenuar o problema.

Sem saber falar inglês, Hibo recorreu a um tradutor, que se negou a traduzir o que ela dizia. Mesmo assim, o médico conseguiu entendê-la.

Hibo então passou por uma cirurgia chamada defibulação, que amplia a abertura vaginal.

A solução não é definitiva, tampouco restaura a sensibilidade do órgão. Mas, segundo Hibo, o procedimento aliviou as dores que sentia ao urinar.

Bloqueio e trauma

Sexo também era um obstáculo, afirma ela.

“Mesmo se o médico abriu você, o que sobrou é um espaço minúsculo”, relata.

“O que deveria se expandir já não está mais lá. Então o buraco que você tem é muito pequeno e sexo é muito difícil. Você tem prazeres mas é muito raro.”

O trauma da mutilação também dificulta a vida de Hibo.

“Primeiro você tem um bloqueio psicológico porque a única coisa que você associa com aquela parte de você é a dor”, conta.

“A outra parte é o trauma que você passou. Então qualquer coisa que esteja acontecendo lá embaixo você não vê como algo bom”, acrescenta.

Números divulgados em fevereiro deste ano pela Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, estimaram em 200 milhões o total de mulheres vítimas de mutilação genital em todo o mundo. Indonésia, Egito e Etiópia concentram metade das vítimas.

No Reino Unido, a mutilação genital feminina foi proibida desde 2003. Em 2015, o governo introduziu uma nova lei exigindo que profissionais de saúde denunciem à polícia casos da mutilação em menores de 18 anos.

Ativistas e polícia estão alertando a população sobre o risco de estudantes britânicas estarem sendo levadas para fora do país especificamente para serem submetidas à mutilação.

Trata-se da chamada “temporada de corte”, que ocorre normalmente no meio do ano (durante as férias escolares).

Pouca informação

Pouco se sabe sobre como as sobreviventes da mutilação enfrentam as sequelas deixadas pelo procedimento.

São amplas as consequências de uma mutilação que em alguns casos envolve a remoção do clitóris (tipo 1), a remoção do clitóris e dos pequenos lábios (tipo 2), remoção dos pequenos e grandes lábios e um estreitamento da abertura vaginal, geralmente, como no caso de Hibo, com a remoção do clitóris também (tipo 3), ou qualquer tipo de mutilação genital (algumas vezes chamadas de tipo 4).

Os sintomas não são discutidos abertamente.

Segundo Janet Fyle, conselheira de políticas para o Royal College of Midwives, especializado em obstetrícia, isso acontece, em parte, porque a mutilação genital feminina é tão normal em algumas comunidades que as mulheres não encaram como um problema.

Além disso, elas não associam as várias complicações de saúde que têm com o procedimento a que se submeteram na infância, acrescenta Fyle.

A rotina para as sobreviventes pode ser triste. De acordo com o NHS, o SUS britânico, essas mulheres ficam mais suscetíveis a infecções urinárias, infecções uterinas, infecções renais, cistos, problemas de fertilidade e dor durante relações sexuais são apenas algumas das consequências.

A cirurgia para “reverter” a mutilação, como a defibulação às vezes é chamada, pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas.

Mas Fyle, que é de Serra Leoa ─ um país onde a mutilação genital feminina é uma prática comum ─ afirma que o cuidado não é tão simples e pode envolver várias equipes médicas.

“A cirurgia está ligada às consequências (psicológicas) de longo prazo ─ algumas pessoas descrevem como sendo pior do que transtorno do estresse pós-traumático que (geralmente) afeta soldados que estiveram no campo de batalha”, explica.

Gravidez

Quando ficou grávida em 1991, aos 22 anos, Hibo diz ter ficado aflita com a ideia de que médicos e enfermeiras olhavam sua genitália, que havia sido alterada.

“Lembro de pegar um travesseiro e colocar na minha cara pois não queria sentir a humilhação, a dor. Saber que todos aqueles olhos iriam me olhar era demais”, lembra.

Durante o parto, ela teve flashbacks do momento em que foi mutilada ─ uma experiência comum entre as sobreviventes.

Na época, ela era a primeira sobrevivente de mutilação genital feminina atendida pelos funcionários do hospital de Surrey, no sudeste da Inglaterra. Nem ela e nem os profissionais de saúde sabiam como tornar o parto mais fácil.

“Antes que eles pudessem pensar no que iria acontecer e como fariam o parto do menino, meu filho veio. Eles tiveram que me cortar. Meu filho na verdade cortou partes de mim também pois ele veio com muita força”, lembra Hibo.

“Eles ainda estava muito chocados e não sabiam o que fazer comigo. Foi horrível e acabei precisando de muito tempo para me recuperar”, acrescenta.

Apesar da experiência, Hibo ainda teve outros seis filhos e os partos seguintes foram bem menos traumáticos. O segundo filho nasceu graças a uma cesariana e ela elogiou o serviço de saúde pública britânico pela conscientização e apoio às vítimas de mutilação.

Apoio

Hibo diz acreditar que foi graças ao apoio do marido, Yusuf, que conseguiu falar abertamente sobre a mutilação genital feminina.

Mas tanto o casal quanto a família não conseguiram escapar do tabu envolvendo a prática.

A decisão de Hibo de protestar contra a mutilação genital feminina prejudicou o relacionamento entre ela e sua mãe.

Foi a mãe de Hibo que a levou para ser mutilada, reforçando uma crença muito comum na cultura do país de que a prática é essencial para a reputação de uma jovem e suas futuras chances de casamento.

“Minha mãe me amava e ela fez isto por amor”, resigna-se Hibo.

“Ela pensou que estava me protegendo. Pensou que estava protegendo a honra da família. Ela mesma foi uma vítima ─ e a mãe dela, e a avó dela. Gerações passaram pela mutilação genital feminina e não viram nada errado”, diz.

“Elas pensavam que se não fossem cortadas, iam ficar faladas, iam ser estigmatizadas, ninguém iria se casar com elas. Você será vista como alguém que fica com muitos homens. Era uma proteção para elas e também para a família”, acrescenta.

Hibo e a mãe conseguiram se reconciliar antes de ela morrer. Mas seus sogros não aprovam a decisão do casal de não submeter as três filhas à mutilação.

“Eles acreditam que fiz algo errado para as crianças, eles se perguntam sobre (o destino das) minhas filhas ─ quem vai casar com elas?”, disse Hibo.

“E aqui estou eu, pensando: ‘Eu me importo com a parte do casamento ou me importo com a saúde delas? Quero que elas sofram o mesmo que eu sofri? Quero que elas passem pelo que passei?’ De jeito nenhum.”

Hibo Wardere escreveu um livro a respeito de sua luta, Cut: One Woman’s Fight Against FGM in Britain Today (Corte: A Luta de uma Mulher contra a Mutilação Genital Feminina na Grã-Bretanha de Hoje, em tradução livre).

Em um dos trechos, ela descreve o choque de ver pela primeira vez o que tinha sobrado de sua vagina, algo que lhe “tirou o fôlego”.

“Nenhuma proteção, nenhuma beleza, a área entre as minhas pernas parecia areia marrom escura na qual alguém tinha desenhado uma linha fina, então era como se alguém tivesse enfiado uma vara na areia, ali no fim da linha estava um buraco. Minha vagina”.

“Eu podia ver que era um pouco maior do que tinha sido costurado originalmente graças ao médico que me abriu um pouco. Mas estava lá. A única pista de que eu era uma mulher. O resto da minha genitália tinha sido fatiada e jogada fora.”

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2016/05/14/a-dor-de-urinar-menstruar-e-dar-a-luz-apos-mutilacao-genital.htm

 

Consentimento sexual: campanha “desenha” para explicar o que é


Genitais são personagens animados dos vídeos lançados por agência canadense (Divulgação / Project Consent)

“Consentimento é simples. Se não é SIM, é NÃO”. Esse é o slogan de uma campanha do Project Consent, uma iniciativa sem fins lucrativos que combate a cultura do estupro. Mas que diabos significa isso? Cultura do estupro é um conceito usado para explicar como a violência contra a mulher virou algo tão banal na sociedade que muitas pessoas sequer percebem sua existência – e acabam incentivando-a. Por exemplo, quando alguém pergunta a uma vítima de abuso “qual roupa estava usando no momento”. Ou quando homens acham normal assobiar/cantar/constranger uma garota no meio da rua. E por aí vai…

Consentimento sexual é respeitar SEMPRE, em QUALQUER circunstância, a vontade e o corpo do outro. Parece difícil de entender? Precisa desenhar? Tudo bem, tem um monte de gente desenhando pra tornar tudo bem didático. O Project Consent, em parceria com a agência canadense Juniper Park/TBWA, divulgou uma série de vídeos usando genitais como personagens para explicar o que pode e o que não pode. Três deles estão aqui ó:

Pra mim, a melhor de todas as animações que viralizaram na internet para explicar consentimento sexual é esta abaixo. Ela faz uma analogia genial com o gesto de oferecer uma xícara de chá a alguém que te visita.

Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/140641073265/consentimento-sexual-campanha-desenha-para

O sexo dos animais, e como se pareceria se seres humanos fizessem igual


Às vezes, esquecemos que somos apenas animais. E, enquanto as outras espécies são geralmente melhores que nós em quase todos os tipos de habilidades, tem uma coisa que não podemos reclamar: do sexo.

A série abaixo foi criada por Mike Trapp para o site CollegeHumor. As ilustrações animadas mostram como se pareceria se os seres humanos tivessem relações sexuais da mesma forma que alguns outros animais. Seria cômico (nos casos em que não fosse trágico).

Libélula

Libélulas macho dão o primeiro passo. Para acalmar as fêmeas, eles se aproximam por trás, enquanto ambos estão ainda em voo. Para um acasalamento bem-sucedido, o macho deve manter seu domínio sobre a fêmea usando seus apêndices anais em torno de seu pescoço. Os insetos exibem, em seguida, habilidades de contorção extremas para fazer com que seus órgãos genitais se juntem.

Peixe tamboril

O acasalamento para o tamboril macho é um péssimo negócio. Ele se agarra a fêmea e, em seguida, torna-se irremediavelmente fundido com o seu corpo para liberar esperma só quando ela liberar ovos.

Tartaruga

Montando o sexo feminino a partir de trás, o pênis da tartaruga macho emerge de sua cauda e é inserido na abertura do sexo feminino (cloaca). Devido à baixa velocidade do acasalamento, no entanto, a fêmea pode estar comendo, dormindo ou fazendo praticamente qualquer coisa durante esse tempo.

Louva-a-deus

Se os humanos fossem como os louva-a-deus, haveriam muito mais virgens no mundo – já que, assumo, manter a cabeça depois do sexo é importante para a maioria dos homens e provavelmente o único motivo que lhes fariam optar pela castidade. Os cientistas ainda não compreendem perfeitamente as razões desse comportamento, batizado de canibalismo sexual, mas a verdade é que a louva-a-deus fêmea (bem como as fêmeas de algumas aranhas e escorpiões) mata e devora o macho depois do acasalamento.

Quer ver mais? No site Hypescience ainda mostra como pareceria se os seres humanos fizessem sexo como se fossem cracas, sapos, lesmas e minhocas.

Fonte: http://hypescience.com/como-se-pareceria-se-seres-humanos-fizessem-sexo-como-outros-animais/

O Arquivo do Sexo: sexo pelo mundo


Uma empresa fabricante de camisinhas, entrevistou mais de 26 mil pessoas em 26 países para descobrir curiosidades sobre os hábitos sexuais ao redor do mundo. As descobertas são bem interessantes e, claro, o Brasil está nesta lista.

Veja o que a pesquisa revelou:

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/o-arquivo-do-sexo–sexo-pelo-mundo-200730497.html