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O sexo durante a menstruação


Pode-se fazer sexo durante a menstruação? Nossos internautas falam bastante sobre esse assunto…

O sexo durante a menstruação  © Getty Images

Um pouco de mecânica dos fluidos

Durante a menstruação, o trato genital não apresenta alterações fisiológicas: não fica mais estreito, dilatado ou particularmente sensível. O início da menstruação está relacionado a uma modificação da mucosa uterina, que resulta em uma alteração hormonal que ocorre no final do ciclo. O volume de sangramento e a duração varia entre 5 e 25 ml e 2 a 6 dias, para ciclos de 28 dias.

Por causa dessas mudanças hormonais, algumas mulheres podem apresentar problemas de maior ou menor importância, como cólicas, náuseas, dores de cabeça, cansaço, nervosismo… Essas consequências podem dificultar a vida social e amorosa. Para outras mulheres, a maioria, não há nenhuma dificuldade em fazer sexo durante a menstruação. Do ponto de vista clínico, o sangue não é uma contraindicação, exceto em caso de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse caso, o sangue pode facilitar a transmissão de infecções. Por este motivo, é muito importante se proteger sempre.

Sim é sim, não é não

A perda de sangue não impede a relação sexual. No entanto, algumas mulheres se recusam a tê-la porque se sentem sujas. Assim, de acordo com uma pesquisa feita pela Nana, uma fabricante francesa de produtos de higiene feminina, 80% das entrevistadas não faz sexo “naqueles dias” em circunstância alguma, 75% foge das relações sexuais tanto quanto pode e 46% nem dormiria na casa de uma amiga durante este período. Nossa internauta Syka reconhece que: “Não faz mal algum, mas eu e meu parceiro não gostamos de fazer sexo durante a menstruação, especialmente quando vemos sangue no pênis”. Normalmente, parece que muitas pessoas preferem esperar a menstruação passar. Este parece ser um obstáculo difícil de se superar.

Mas este não é o caso de todas as mulheres! Algumas sentem um aumento no libido durante esta época. Sophie772 disse o seguinte em nosso fórum: “Eu fico hipersensível quando menstruo, então meus orgasmos são 10 vezes mais intensos do que o habitual. Além disso, eu detesto a ideia de ter que esperar uma semana inteira. O sangue não é particularmente desagradável para mim e eu fico com muita vontade de fazer amor nesta época.”

Entre os homens, encontramos as mesmas diferenças. Bebe94 diz: “quando você ama a outra pessoa, cinco dias de abstinência é um pouco demais!”. No entanto, muitos outros homens dizem não se sentir muito motivados durante este período.

Todo mundo reconhece que é preciso um pouco de preparo: toalhas para proteger o colchão, ou mesmo namorar no chuveiro… Cada casal tem seus truques.

Abaixo os preconceitos!

Finalmente, terminamos respondendo algumas perguntas recorrentes em nossos fóruns. O conhecimento ajuda a combater alguns preconceitos.

·         Posso ficar grávida transando durante a menstruação?

Sim, é perfeitamente possível. Em caso de interrupção do ciclo, a fecundação pode ocorrer durante a menstruação… Se não quiser engravidar, é essencial tomar precauções durante todos os dias do mês!

·         Há risco se a mulher esquecer o absorvente interno dentro da vagina durante uma relação sexual?

 É pouco provável que uma pessoa não note a presença deste intruso, mas se o entusiasmo lhes deixa cegos, sempre haverá tempo de retirá-lo mais tarde. Não há nenhum risco!

·         É possível praticar sexo oral durante a menstruação?

Vamos reconhecer que é uma prática pouco usual. Mas, teoricamente falando, o clitóris está localizado na entrada da vagina e nada impede um amante hábil de explorar a área, que fica especialmente sensível durante a menstruação.

A menstruação faz parte do cotidiano das mulheres. Nada obriga uma pessoa a interromper sua vida amorosa durante este período, exceto, obviamente, aquelas mulheres que sofrem com dores, TPM ou outros transtornos clínicos.

Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com/o-sexo-durante-a-menstrua%C3%A7%C3%A3o-120746768.html

Mulher engravida fazendo sexo anal


(Getty Images)

A possibilidade de uma muloher engravidar fazendo sexo anal virou realidade segundo a afirmação feita pelo urologista Brian Steixner, do Jersey Urology Group, de Atlantic City, nos Estados Unidos, à revista americana “Woman’s Health”.

De acordo com o jornal britânico “Daily Mail”, o especialista Steixner conta que essa condição é rara, afinal, acomete uma a cada 25 mil mulheres e faz com que a uretra, o reto e a vagina mantenham-se juntos, em apenas um canal, durante a formação do feto.

Ele conta ainda que essa paciente nasceu com uma malformação congênita rara conhecida como cloaca. Esse problema faz com que a urina e as fezes sejam eliminadas pela mesma abertura no períneo, localizada normalmente onde estaria o ânus.

(Reprodução/ Daily Mail)

Para construir três canais separados é preciso fazer cirurgia. Segundo o urologista, essa paciente fez a cirurgia ainda quando era jovem, mas provavelmente o procedimento falhou e o útero e reto permaneceram ligados.

A paciente contou para o médico que antes de engravidar fez apenas sexo anal, por não consegui ser penetrada pela vagina.

Ela passou por uma cesariana e o bebê nasceu saudável.

Fonte:

https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/144453389075/mulher-engravida-fazendo-sexo-anal

12 coisas que você provavelmente não sabia sobre o parto humano


Tem coisas que simplesmente não são ensinadas na escola, como esses doze fatos sobre o parto humano:

12. Seu parto poderia ter sido auxiliado por força centrífuga

13 Things You Probably Didn't Know About Human Birth
Na década de 1960, os inventores Charlotte e George Blonksy desenvolveram um “aparelho para facilitar o nascimento de uma criança por força centrífuga”. O dispositivo foi concebido para ser “auxiliar e complementar”, ou seja, a força centrífuga e os esforços naturais da mãe, que estaria amarrada no aparelho, agiriam em conjunto para facilitar o parto da criança. Benditamente, o aparelho não fez muito sucesso.

11. Depressão pós-parto não é sempre depressão nem pós-parto


Quanto mais pesquisas são feitas na área, mais os cientistas sugerem que a doença mental que atinge novas mães não só é mais comum do que se acreditava, como também mais variada. Ela não ocorre somente nas semanas imediatamente após o parto; pode ocorrer quando as mulheres ainda estão grávidas. Além disso, os sintomas não são limitados aos de depressão.

No primeiro ano após o parto, os estudos sugerem que pelo menos uma em cada oito e tanto quanto uma em cada cinco mulheres desenvolvem sintomas de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo ou uma combinação desses sintomas.
É difícil prever quais mães são mais propensas a desenvolver estas doenças. Enquanto estudos estão revelando pistas sobre quem é mais vulnerável, muitas vezes há casos que parecem “surgir do nada”.

De acordo com Katherine L. Wisner, professora de psiquiatria e obstetrícia da Universidade Northwestern (EUA), a depressão durante a gravidez pode passar desapercebida porque sintomas como dificuldade para dormir e mau humor também ocorrem em mulheres grávidas que não estão deprimidas.

O problema do diagnóstico também é agravado por preconceitos. “Os médicos, historicamente, têm sido ensinados na escola médica de que ‘as mulheres não ficam deprimidas durante a gravidez, porque estão felizes’”, afirma Wisner.

10. Bebês nascidos no espaço provavelmente teriam problemas


Ratas grávidas que foram enviadas ao espaço dão à luz filhotes na Terra com um senso de direção prejudicado. Os pequenos ratinhos têm dificuldade com orientação básica e em adaptar-se quando são jogados na água. Os filhotes, no entanto, tendem a ser melhores no processamento de orientações comuns durante a ausência de peso, o que sugere que um bebê gestado e nascido no espaço poderia navegar mais fácil em ambiente de zero gravidade do que um nascido na Terra.

Vale lembrar que nem sequer sabemos se é possível engravidar no espaço – o esperma fica “louco” e faz coisas estranhas em ambientes gravitacionais diferentes do da Terra. No geral, há razão para acreditar que crianças criadas no espaço enfrentariam muitos desafios de desenvolvimento.

9. Parte do seu microbioma é adquirido durante o nascimento

13 Things You Probably Didn't Know About Human Birth
Cada pessoa é um ecossistema que abriga cerca de 100 trilhões de bactérias chamadas, coletivamente, de “microbioma”. Muitos dos micróbios encontrados no intestino de um bebê são adquiridos durante o parto, quando uma criança é exposta aos ambientes ricos em micróbios da vagina e intestinos de sua mãe.

8. Mas o microbioma também pode começar a tomar forma antes de você nascer

Antes, assumia-se que os fetos se desenvolviam em um útero estéril e ganhavam seus primeiros inquilinos bacterianos durante o nascimento, após a exposição às comunidades microbianas da mãe. Mas, na última década, vários estudos têm desafiado o conceito do ventre estéril. Cada vez mais, os cientistas suspeitam que as mulheres “alimentam” seus fetos com populações bacterianas antes do nascimento, já durante a gravidez. Os meios de transmissão bacteriana, a composição dessas populações e o grau em que o microbioma de um feto pode ser alvo de manipulação são pouco compreendidos.

7. A placenta é muito parecida com sua boca


Uma prova de que os fetos podem adquirir bactérias no útero foi a descoberta de que o DNA de uma variedade de microrganismos pode ser encontrado em placentas de mulheres grávidas saudáveis. O que é curioso é que, quando os pesquisadores compararam os microbiomas da placenta de mulheres grávidas com os da pele, da boca, do nariz, do intestino e da vagina de mulheres que não estavam grávidas, eles descobriram que o da placenta mais se assemelhava ao da boca.

6. O primeiro dia de vida de um bebê é o mais arriscado


Apenas 1% das mortes de recém-nascidos do mundo ocorrem nos países industrializados. Ainda assim, o período de recém-nascido é o momento de maior risco para mortes, não importa onde o bebê nasça, com o primeiro dia de vida sendo o mais arriscado de todos na maioria, se não em todos, os países. Os Estados Unidos têm a maior taxa de morte no primeiro dia de vida no mundo industrializado. Estima-se que 11.300 recém-nascidos morram a cada ano por lá, no dia em que nascem. Isso é 50% maior do que todos os outros países industrializados combinados.

Aqui no Brasil, as mortes de recém-nascidos (bebês com até 28 dias de vida) são maioria nas estatísticas da mortalidade infantil. Enquanto os óbitos de crianças de até um ano caíram 54% entre 1990 e 2008, os de recém-nascidos caíram apenas 36%.

5. Os partos estão ficando mais seguros para as mães no Brasil

Mulher grávida | Crédito: PA
De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil registrou uma queda de 43% na proporção de mortes de mulheres vítimas de complicações durante a gravidez ou parto entre 1990 e 2013, em linha com a redução da mortalidade materna no mundo.

Embora o risco da mulher morrer durante o parto ou gravidez seja superior nas regiões mais pobres do globo, mesmo países considerados ricos como os EUA podem estar atrás nesse quesito. Ele é um dos únicos oito países que têm visto um aumento na mortalidade materna, junto com Afeganistão, Belize, El Salvador, Guiné-Bissau, Grécia, Seychelles e Sudão do Sul. Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Romênia, Kuwait, Líbano, Irã e Sérvia têm todos taxas mais baixas de mortalidade materna do que os EUA.

4. Parto é algo surpreendentemente arriscado

O parto é de alto risco para mamíferos em geral, mas é especialmente perigoso para os seres humanos. As restrições da pelve humana, que é muito estreita como uma compensação evolutiva que nos permite andar sobre duas pernas, combinadas com as cabeças excepcionalmente grandes dos bebês humanos tornam o nascimento humano especialmente difícil e, portanto, arriscado em comparação ao de outros animais.

3. Islândia é o paraíso do parto humano

13 Things You Probably Didn't Know About Human Birth
A Islândia não é somente o lar de vistas deslumbrantes e auroras impressionantes; é também o lar das taxas de mortalidade materna mais baixas do mundo, de apenas 2,4 mulheres a cada 100.000.

2. O parto humano é excepcionalmente longo e doloroso

13 Things You Probably Didn't Know About Human Birth
Para acomodar bebês de cabeça grande, o colo do útero de um ser humano tem que dilatar muito – cerca de três vezes mais do que o de macacos, por exemplo. Não só essa dilatação cervical exige mais tempo, como suas fases posteriores também são mais dolorosas. O início da dilatação não oferece muito desconforto, tanto que muitas mulheres relatam se sentir perfeitamente bem e continuam com suas vidas diárias normalmente. É mais adiante, no parto, conforme o corpo se prepara para soltar o bebê e o colo do útero dilata 8, 9 ou mais de 10 centímetros de diâmetro que os seres humanos experimentam mais dor.

1. Em um ponto na vida, você se pareceu com isso

13 Things You Probably Didn't Know About Human Birth
Em 2011, pesquisadores foram capazes de registrar a formação do rosto de um bebê usando imagens feitas entre o segundo e o terceiro meses de desenvolvimento fetal e combinando-as nessa animação que você vê acima. Um pouco assustador, mas naturalmente incrível.

Fonte: http://hypescience.com/parto-humano/

11 surpreendentes fatos sobre o sistema reprodutivo


Você deve se lembrar das aulas de ciências da escola. O sistema reprodutivo humano é um conjunto de órgãos internos e de órgãos genitais externos que se unem para gerar uma nova vida.

Enquanto o sistema reprodutor feminino é composto por uma diversidade de órgãos internos, dentre os quais se destacam a vagina, o útero e os ovários (onde são produzidos os óvulos), o masculino apresenta mais elementos externos como o pênis, o escroto e os testículos, além de também contar com órgãos internos, tais como a próstata e as vesículas seminais, que produzem a parte do fluido que é expelido pelo corpo com a ejaculação.

Até aqui, poucas novidades. No entanto, separamos 11 fatos surpreendentes sobre o sistema reprodutivo que você provavelmente não sabia! Confira:

11. O sistema reprodutor possui a maior e a menor célula do nosso organismo


As células humanas possuem uma grande variedade de formas e tamanhos e realizam uma vasta gama de diferentes funções. Mas tanto as maiores quanto as menores células do corpo humano são encontradas justamente no sistema reprodutor – e são gametas, ou células reprodutivas.

Os homens produzem a menor das células humanas. Trata-se do famoso espermatozoide, que mede apenas 5 micrômetros de comprimento e 3 micrômetros de largura, não incluindo a sua “cauda”. Como comparação, as hemácias, as células vermelhas do sangue, tem cerca de 8 micrômetros de diâmetro, ou cerca de um décimo do diâmetro de um fio de cabelo humano.

O óvulo das mulheres, por outro lado, é a maior célula humana. Chega a ter cerca de 120 micrômetros de diâmetro e é a única célula humana que pode ser vista a olho nu.

10. O tamanho médio do pênis humano não chega a 15 centímetros


Um levantamento detalhado feito em 2013 pelo Journal of Sexual Medicine chegou à conclusão de que o pênis médio ereto, nos Estados Unidos, mede apenas 5,6 polegadas (14,2 centímetros) de comprimento. Os pesquisadores, no entanto, relataram uma enorme variação no tamanho do pênis de seus entrevistados. O menor pênis ereto encontrado tinha só 1,6 polegadas (4 centímetros) de comprimento, enquanto o maior pênis foi de 10,2 polegadas (26 centímetros).

Um famoso “mapa mundi do pênis” mostra um levantamento mais completo de países de todos os continentes. Nele, o Brasil aparece em 14° lugar com um comprimento médio de 16,1 cm. A liderança é do africano Congo, com 17,9 cm, enquanto o último colocado na pesquisa foi a Coreia do Sul, com 9,6 cm. De uma maneira geral, o mapa confirma os estereótipos, uma vez que apresenta os países asiáticos com médias mais baixas, entre 9 e 11 cm, enquanto exibe as maiores médias na África Subsaariana e na América Latina.

9. A vagina tem algo em comum com os tomates: ambos são ácidos


Os tomates são muito ácidos, com um pH que varia entre 4,0 e 4,7 (na escala, o 7 é considerada neutro), de acordo com o órgão governamental dos Estados Unidos, a Administração de Drogas e Alimentos (FDA). O pH médio da vagina é de 4,5.

Mas porque a vagina é tão ácida? Porque o órgão sexual feminino é o lar de inúmeros micro-organismos que só conseguem se desenvolver em um ambiente ácido, como as bactérias produtoras de ácido láctico (Lactobacillus). Sem essas bactérias benéficas para o organismo, outras bactérias (desta vez causadoras de doenças) poderiam se instalar e assumir o controle do ecossistema vaginal.

8. Os homens possuem muito mais gametas do que as mulheres


Existe uma grande diferença entre o número de gametas que os homens e as mulheres produzem. Ao nascer, as mulheres têm entre 1 e 2 milhões de óvulos, mas apenas cerca de 300 mil deles terão sobrado quando a puberdade chegar. E apenas uma quantidade de 300 a 400 deles serão, de fato, ovulados antes da menopausa.

Cada homem, por outro lado, produz mais de 500 bilhões de espermatozoides em sua vida. Durante a ejaculação, o homem saudável pode liberar até cerca de 1,2 milhões de espermatozóides. Isto é mais gametas lançados em um único momento do que uma mulher jamais terá em sua vida inteira – ou cerca de 3 mil vezes mais do que os 400 óvulos liberados pela mulher durante seus anos férteis.

7. Os egípcios antigos já usavam métodos de contracepção milhares de anos atrás


Você pode pensar que a contracepção é uma invenção relativamente nova, mas na realidade o controle de natalidade pode ter tido seu início cerca de 4 mil anos atrás. É o que sugere um artigo publicado em 2011 na revista Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, sobre planejamento familiar e saúde reprodutiva.

O registro mais antigo de contracepção vem do documento conhecido como Papiro Ginecológico de Kahun, que remonta a 1825 aC. Um dos métodos de controle de natalidade mencionados no documento consistia na aplicação de mel, por parte do médico, no interior da vagina da mulher, enquanto ela estava deitada em uma cama de carbonato de sódio. Outra técnica contraceptiva envolvia esterco de crocodilo, que poderia ser colocado no colo do útero ou queimado como incenso (o texto não é claro sobre o uso exato do estrume).

6. As partes reprodutivas masculinas e femininas eram descritas utilizando os mesmos termos


Até o final do século 17 e início do século 18, os médicos mantinham o modelo de pensamento de “apenas um sexo” no âmbito dos sistemas reprodutivos, defendido pelo médico grego Galeno de Pérgamo quase 2.000 anos atrás. Embora as pessoas notassem as diferenças físicas óbvias entre os sexos, os profissionais da área viam os órgãos reprodutores masculinos e femininos como contrapartes homólogas entre si.

Na opinião de Galeno, por exemplo, as partes reprodutivas das mulheres eram o espelho do aparelho reprodutor masculino: a vagina nada mais seria do que um pênis invertido, os lábios seriam o prepúcio, ao passo que o útero seria a versão feminina do escroto e os ovários, os testículos das mulheres.

Na verdade, os termos que usamos hoje para descrever os órgãos reprodutivos femininos, incluindo a vagina, o útero e os ovários, só surgiram a partir do século 17. Antes, os termos masculinos eram usados para descrever também os órgãos sexuais femininos.

5. A infertilidade é mais comum do que você imagina


Na medicina, um casal é considerado infértil se for incapaz de engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas. Nos Estados Unidos, 1 em cada quase 6 casais adultos são inférteis, de acordo com um estudo de 2013 publicado na revista Fertility and Sterility. O estudo não teve como objetivo focar se a infertilidade do casal acontecia devido a problemas de fertilidade do homem ou da mulher.

No Brasil, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 10 casais apresenta problemas de fertilidade. Por outro lado, a infertilidade não está em ascensão. Na realidade, a pesquisa do ano passado mostra que as taxas de infertilidade entre mulheres caíram nas últimas três décadas.

4. Alguns animais possuem sistemas reprodutivos realmente estranhos


Os sistemas de órgãos internos do organismo dos animais são muitas vezes semelhantes aos nossos, mas há uma notável variação. Por exemplo, as cangurus fêmeas têm três vaginas. As duas vaginas laterais são utilizadas para receber os espermatozoides do macho durante o acasalamento, enquanto a vagina central é usada durante o parto. Os cangurus machos, por sua vez, têm um pênis com duas pontas para poder inseminar as vaginas laterais.

A maioria das aves, por outro lado, não possuem nem pênis sequer vaginas. Ambos os sexos possuem o que chamamos de cloaca – um único orifício usado tanto para a eliminação de resíduos do organismo quanto para a reprodução.

3. Algumas mulheres nascem com dois úteros


Durante o desenvolvimento normal do feto, o útero começa como dois tubos pequenos, que depois se juntam para criar um único órgão com uma cavidade no meio (o útero). Às vezes, entretanto, os tubos não se juntam completamente e, em vez disso, se transformam em duas estruturas separadas, de acordo com a organização sem fins lucrativos da área de serviços e pesquisas médicas, Mayo Clinic.

Esta condição é chamada de útero didelfo, ou útero duplo, e afeta cerca de 1 em cada 2 mil mulheres no mundo (ou seja, existem perto de 1,75 milhões de mulheres com útero duplo no mundo). E, por incrível que pareça, ambos os úteros funcionam normalmente. Em 2011, uma mulher norte-americana de 24 anos chamada Andreea Barbosa deu à luz gêmeos, cada um desenvolvido em seu próprio ventre particular.

2. Castração para cantar melhor já foi uma prática comum


Os testículos são importantes não só para a reprodução, mas também são vitais para o desenvolvimento normal durante a puberdade, uma vez que produzem vários hormônios sexuais. Uma das substâncias mais importantes produzida pelos testículos é a testosterona, responsável pelo desenvolvimento de características sexuais secundárias, incluindo o engrossamento da voz e o crescimento da barba e de pelos corporais.

Durante os séculos 17 e 18, era uma prática muito comum, nos reinos que viriam a formar a atual Itália, a castração de meninos antes de entrarem na puberdade. De acordo com a BBC, milhares de garotos eram castrados a cada ano. A justificativa? Muitos pais pobres submetiam seus filhos à cirurgia na esperança de que os meninos se tornassem “castrati”, superstars da ópera e de coros das igrejas e dos palácios reais. Os “castrati” eram muito valorizados devido às suas poderosas vozes agudas.

1. Homens com vozes mais agudas podem ter espermatozoides de melhor qualidade


Homens que possuem vozes de baixa frequência (mais grossas) são muitas vezes considerados mais “másculos”, mas uma pesquisa recente mostra que estes homens não têm necessariamente o melhor esperma.

Em 2012, cientistas analisaram como o tom de voz de um homem está associado com a qualidade do seu sêmen e a percepção das mulheres sobre sua virilidade. Embora as mulheres tenham eleito as vozes mais grossas como mais atraentes, os homens com voz de baixa frequência apresentavam menor concentração de espermatozoides no sêmen ejaculado quando comparados com os homens de tom de voz mais agudo.

Fonte: http://hypescience.com/11-surpreendentes-fatos-sobre-o-sistema-reprodutivo/