Arquivo da tag: Vida

Liberdade/Direito/Vida


Mônica Crema:

Que cada um tenha a liberdade de ter/fazer/mostrar o que quiser com seu corpo

Que cada um tenha o direito garantido de ser respeitado por ser quem é, do jeito que é

Que todos tenham o direito de mudar o que pensa/sente/faz sempre que convier…

Avida é movimento… que cada um trace seu caminho e seja feliz sem fazer mal ao outro e sem se maltratar pelo outro!

 

 

Pesquisa mostra que não há mais lugares “intocados” na Terra – e já faz tempo


É bastante claro que a sociedade humana tem deixado uma impressão irreversível sobre o ambiente natural em torno de nós. Nosso impacto no planeta pode até mesmo ser qualificado como uma nova época geológica – mas certamente se você viajar longe o suficiente em busca de um oásis intocado e puro, você poderia ainda encontrar um santuário natural na Terra ainda não tocado pelas mãos da humanidade, não é mesmo?

Não. Pelo menos, não de acordo com um novo estudo, que vasculhou décadas de dados arqueológicos e constatou que não existem restantes lugares intocados da Terra que não sejam afetados pela sociedade e atividade humanas, e provavelmente não exista um em milhares de anos.

A arqueóloga Nicole Boivin, da Universidade de Oxford e do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, na Alemanha, juntamente com colegas pesquisadores, examinou 30 anos de estudos arqueológicos e observou novos conjuntos de dados sobre DNA e microfósseis antigos, assim como modelos estatísticos.

Sua conclusão é que o impacto da humanidade no planeta não se iniciou com as enormes mudanças tecnológicas e sociais da Revolução Industrial, mas foi, na verdade, observável muitos milhares de anos antes no final do período Pleistoceno, sob a forma de extinção de espécies ligada ao crescimento da população humana, que remonta 195.000 anos no passado.

Extinções são a pista

Os pesquisadores dizem que o exemplo mais significativo disso é a redução dramática na megafauna (espécies animais grandes) entre cerca de 50.000 e 10.000 anos atrás, o que teve efeitos dramáticos sobre os ecossistemas em termos de coisas como a dispersão de sementes.

O advento da agricultura colocou ainda maiores pressões evolucionárias em plantas e animais, criando “impactos sem precedentes e duradouros sobre a distribuição das espécies”. Mas esses impactos não apenas conduziram a extinções. Os tipos de animais que os seres humanos favoreceram – como cães domesticados, além de ovelhas, cabras, galinhas e gado – aumentaram em quantidade.

Os seres humanos também colonizaram as ilhas, o que teve grandes efeitos considerando como ecossistemas naturais das ilhas não têm “a resiliência dos biomas continentais”. À medida que novas espécies foram introduzidas, os indígenas foram dominados. A expansão do comércio da Idade do Bronze em diante agravou muitos destes efeitos, e tudo isso muito antes da Revolução Industrial ter início.

Em outras palavras, ao simplesmente colonizar novas terras e criar animais que queríamos para comer, tivemos um impacto sobre cada parte do planeta.

Pensando no futuro

Os pesquisadores dizem que a descoberta deste impacto ambiental humano a longo prazo significa que devemos ter uma abordagem mais ampla e mais pragmática para os esforços de conservação – como claramente está em nossa natureza alterar a natureza, vamos precisar planejar adequadamente se quisermos realisticamente ajudar a salvar o planeta de ameaças ambientais.

“A evidência arqueológica é fundamental para identificar e compreender a história profunda dos efeitos humanos”, explica Boivin.

“Se queremos melhorar a nossa compreensão de como gerimos o nosso meio ambiente e conservar as espécies hoje, talvez nós tenhamos que mudar nossa perspectiva, pensar mais sobre como proteger o ar puro e a água potável para as gerações futuras e um pouco menos sobre o retorno do planeta Terra para sua condição original”.

De acordo com os pesquisadores, esta “condição original” da Terra é algo que não existe há milhares de anos, por isso, devemos focar no bem que podemos fazer para o planeta como ele é agora, em vez de tentar restaurar um oásis há muito tempo perdido, que só existe agora na nossa imaginação.

“Ao invés de um retorno impossível a condições imaculadas, o que é necessário é a gestão historicamente informada de novos ecossistemas emergentes para assegurar a manutenção de produtos e serviços ecológicos”, afirmam os autores. “Tais esforços precisam ter em conta as necessidades de todas as partes interessadas e equilibrar os meios de subsistência locais com a agenda dos países do primeiro mundo”.

“Dados arqueológicos cumulativos demonstram claramente que os seres humanos são mais do que capazes de remodelar e transformar radicalmente os ecossistemas”, acrescenta Boivin. “Agora, a questão é que tipo de ecossistemas iremos criar para o futuro. Será que eles vão apoiar o nosso próprio bem-estar e de outras espécies ou eles vão fornecer um contexto para novas extinções em grande escala e alterações climáticas irreversíveis?”. Essa parece ser uma pergunta que merece uma boa resposta.

Texto acima de divulgação do artigo: http://hypescience.com/lugares-intocados-terra/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

Imagem: http://www.sciencealert.com/it-s-official-there-are-no-more-untouched-places-left-on-earth

Para ler o artigo na íntegra: http://www.pnas.org/content/113/23/6388.full.pdf

Cientistas ficaram chocados quando descobriram esse estranho eucariota


Durante muito tempo pensou-se que todos os eucariotas – organismos nos quais o DNA se encontra dentro de uma membrana, e que englobam quase toda a vida que podemos enxergar – tinham que conter mitocôndrias.

Conhecidas como o “combustível” da célula, essas pequenas subunidades fornecem energia aos organismos e, portanto, eram consideradas essenciais.

Agora parece que, na verdade, podem não ser tão fundamentais assim, já que pesquisadores encontraram o primeiro eucariota sem mitocôndrias.

Monocercomonoides

Já houve suspeitas no passado de eucariotas sem mitocôndrias, como o micróbio Giardia intestinalis, que vive em intestinos. Porém, estudos mais aprofundados descobriram que eles simplesmente continham mitocôndrias altamente reduzidas, difíceis de observar.

Tudo mudou quando os pesquisadores verificaram outro candidato do gênero Monocercomonoides, isolado a partir de uma amostra obtida do intestino de uma chinchila. Desta vez, não foi achado nenhum vestígio das organelas depois de uma análise genética a procura de genes mitocondriais.

“Em ambientes de baixo oxigênio, eucariotas possuem muitas vezes uma forma reduzida da mitocôndria, mas acreditava-se que algumas das funções mitocondriais eram tão essenciais que essas organelas eram indispensáveis para a vida”, explica Anna Karnkowska, coautora do estudo descrevendo a nova descoberta, publicado na revista Current Biology.

Uma vez que o intestino é como um ambiente de baixo oxigênio, muitos micróbios que o chamam de casa têm mitocôndrias reduzidas. O Monocercomonoides pode ter perdido as suas com o tempo, por ter encontrado uma outra forma de obter energia. Como vive em um ambiente cercado por nutrientes, os pesquisadores especulam que ele simplesmente não tenha necessidade das organelas, absorvendo os nutrientes diretamente de seus arredores e quebrando-os com enzimas.

Problema B

No entanto, as mitocôndrias desempenham outra tarefa, além de fornecer energia à célula: também proveem aglomerados vitais de ferro e enxofre, necessários a várias proteínas.

Como os eucariotas sem mitocôndrias se viram? Parece que o Monocercomonoides “empresta” genes de bactérias para ter seu próprio “sistema citosólico de mobilização de enxofre”, que cumpre o mecanismo normalmente encontrado na mitocôndria.

Embora a evidência pareça contundente, novos estudos precisarão verificar a descoberta. De qualquer forma, é provável que os livros didáticos tenham que ser reescritos, já que os pesquisadores suspeitam que existam outros micróbios que também não possuem as organelas.

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-ficaram-chocados-ao-descobrirem-este-estranho-eucariota/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

Revelada “árvore da vida” com 2,3 milhões de espécies


https://i2.wp.com/cdn.phys.org/newman/gfx/news/hires/2015/treeoflifefo.jpg

Um primeiro esboço da “árvore da vida” para as cerca de 2,3 milhões de espécies conhecidas de animais, plantas, fungos e micróbios – de ornitorrincos até cogumelos – foi lançado. Um esforço colaborativo entre 11 instituições, a árvore representa as relações entre os seres vivos conforme eles divergiram um do outro ao longo do tempo, remontando ao início da vida na Terra, mais de 3,5 bilhões de anos atrás.

Dezenas de milhares de árvores menores foram publicadas ao longo dos anos pela seleção de ramos da árvore da vida – alguns contendo mais de 100 mil espécies -, mas esta é a primeira vez que esses resultados foram combinados em uma única árvore que engloba toda a vida. O resultado final é um recurso digital que estará disponível gratuitamente para qualquer um usar ou editar, muito parecido com uma Wikipedia para árvores evolucionárias.

“Esta é a primeira tentativa real de ligar os pontos e colocá-lo todos juntos”, disse a principal pesquisadora, Karen Cranston, da Universidade de Duke, ao portal Phys.org. “Pense nela como a Versão 1.0”. A versão atual da árvore está disponível para navegar e baixar no site tree.opentreeoflife.org. Ele também foi descrita em um artigo publicado semana passada na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências.

Diagramas complexos

Árvores evolutivas, que mais parecem um mapa do metrô de uma cidade secreta, não são apenas para descobrir se os aardvarks são mais estreitamente relacionados às toupeiras ou peixes-boi, ou identificar primos mais próximos do mofo. Compreender como as milhões de espécies na Terra estão relacionadas umas às outras ajuda os cientistas a descobrir novos medicamentos, aumentar os rendimentos agrícolas e pecuários, e traçar as origens e propagação de doenças infecciosas, como o HIV, ebola e a gripe.

Ao invés de construir a árvore da vida do zero, os pesquisadores compilaram milhares de pequenos pedaços que já haviam sido publicados online, fazendo a “super árvore”. O projeto inicial é baseado em árvores de cerca de 500 estudos menores publicados anteriormente. O maior desafio de juntar toda essa informação em um só lugar, sob um só padrão, foi representar as mudanças de nome, nomes alternativos, erros ortográficos comuns e abreviaturas para cada espécie.

Primeiro passo

Ainda que seja algo magnífico, esse é apenas o começo. Por um lado, apenas uma pequena fração de árvores publicadas estão digitalmente disponíveis. Uma pesquisa com mais de 7.500 estudos filogenéticos publicados entre 2000 e 2012 em mais de 100 revistas constatou que apenas um em cada seis estudos tinham seus dados em formato digital para download que os pesquisadores poderiam usar.

A grande maioria das árvores evolutivas são publicadas como PDFs e outros arquivos de imagem que são impossíveis de serem inscritas em um banco de dados ou fundidas com outras árvores. “Há uma lacuna muito grande entre a soma do que os cientistas sabem sobre como os seres vivos estão relacionados e o que está disponível digitalmente”, explica a cientista.

Como resultado, as relações representadas em algumas partes da árvore, como os ramos que representam as famílias de ervilha e de girassol, nem sempre concordam com a opinião de especialistas. Outras partes da árvore, particularmente insetos e micróbios, ainda são difíceis de achar.

Isso porque até mesmo o arquivo online mais popular de sequências genéticas cruas – a partir do qual muitas árvores evolutivas são construídas – contém dados de DNA para menos de 5% das dezenas de milhões de espécies que estimamos existir na Terra. “Tão importante quanto mostrar o que sabemos sobre relacionamentos, essa primeira árvore da vida também é importante para revelar o que não sabemos”, aponta o coautor Douglas Soltis, da Universidade da Flórida.

Completar aos poucos

Para ajudar a preencher as lacunas, a equipe também está desenvolvendo um software que vai permitir que a árvore seja revisada e atualizada à medida que novos dados chegarem à respeito das milhões de espécies que ainda estão sendo nomeadas ou descobertas.

“Ela não está finalizada de forma alguma”, disse Cranston, afirmando que é de extrema importância compartilhar dados de trabalhos já publicados e recém-publicados para melhorar a árvore. “Há 25 anos as pessoas diziam que esse objetivo de árvores enormes era impossível”, diz Soltis. Ao longo das próximas décadas, a Árvore da Vida Aberta poderá servir como ponto de partida para outros pesquisadores que quiserem refiná-la e melhorá-la.

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-compilam-arvore-da-vida-com-23-milhoes-de-especies/

 

Lesma-do-mar fofa é um dos únicos animais que pode fazer fotossíntese


As imagens abaixo mostram uma dessas criaturinhas fascinantes, a Costasiella kuroshimae.

As lesmas-do-mar são nudibrânquios, uma subordem de moluscos gastrópodes marinhos. Aparecer de parecer uma ovelha bem fofa com pelos verdes, a Costasiella kuroshimae é minúscula – pode crescer apenas até 5 milímetros de comprimento.

Encontrado nas águas do Japão, Indonésia e Filipinas, este pequeno animal adorável se alimenta de algas, sendo um dos únicos no mundo que podem realizar a fotossíntese (todos os outros também são lesmas-domar, da clade Sacoglossa).

Quando comem algas, as lesminhas sugam os cloroplastos da planta e os incorporam em seus próprios corpos em um processo chamado cleptoplastia. Este artifício, que de outro modo só pode ser realizado por organismos unicelulares, faz com que as lesmas-do-mar sejam “abastecidas” com energia solar.

leaf-sheep-sea-slug-costasiella-kuroshimae-1

Imagem de: Jim Lynn

Imagem de:  Jim Lynn

Imagem de: Randi Ang

Imagem de:  Johnny Chiu

Imagem de: Lynn Wu

Fontes:

http://hypescience.com/fotossintese-animal/

http://www.boredpanda.com/leaf-sheep-sea-slug-costasiella-kuroshimae/

Tese


-…?

– Não, não terminei.

– Sei, sei que tudo tem um fim.

– Só não esperava que este fim seria tão difícil para mim!

– Há quem tenha parto prematuro, quem tem no prazo certo ou quem estenda até o último minuto.

– Sempre preferi o prematuro, o se formando, a construção exposta…

– …?

– Não sei!

– Procrastinação sempre foi algo horrível para mim? Por que então o agarrei para uso pessoal?

– Seria medo da liberdade de terminar?

– Seria medo do vazio do fim?

– Por que eu veria os pontos negativos em meio à vastidão positiva do novo, do começo, da mudança…

– Talvez tenha me apegado. Amor doentio; medo maternal de expor meu filho ao mundo…

– Talvez tenha me bloqueado. Mas por quê? Pra quê?

– Que os ventos levem!

– Que as águas lavem!

– Que o sol ilumine!

– E o principal: que eu aja!

– Faça, ande, termine, acabe, mude…o que falta é parar de justificar e ação!

– E neste caminho: finalização da tese, aí vou eu!!!

 

Christiane Donato (08 de julho de 2015)

Reflexão pessoal…

Biomimética – a inovação inspirada na natureza


Conceito e etimologia

A etimologia do termo biomimética está relacionada diretamente com a conjugação dos termos gregos bios: vida; e mimesis: imitação, denominando um novo corpo de conhecimentos que encontra em alguma característica dos seres vivos seu modelo, seu mentor e/ou uma fonte de inspiração.

É evidente que boa parte de nossa tecnologia seria no fundo biomimética, haja vista que não é muito difícil encontrarmos seu similar na natureza, como por exemplo, a criação do avião que se inspirou na habilidade dos pássaros ou a do submarino que tem sua fagulha criadora na realidade da vida subaquática.

Importância

Pesquisadores da envergadura de Stephen Wainwright afirmam que a biomimética em breve ultrapassará a biologia molecular e a substituirá “como a mais desafiadora e importante ciência biológica do Século XXI”

Na opinião do professor Mehmet Sarikaya:

“Estamos no limiar de uma revolução de materiais equivalente à que houve na Idade do Ferro e na Revolução Industrial e a biomimética será o mais importante agente que modificará profundamente a forma de como nos relacionamos com a natureza e com nós mesmos.

Algumas de suas aplicações

Velcro

Desenvolvido pelo engenheiro George de Mestral a partir da observação de que sementes de algumas gramíneas são dotadas de espinhos e ganchos que as habilitam de se prender nos pelos dos animais.

Superfícies de baixo atrito

São desenvolvidas aplicações inovadoras, como trajes de natação e mergulho mais hidrodinâmicos, inspirados na pele dos tubarões ou mesmo carenagens mais aerodinâmicas para os mais variados veículos, de trens a aviões, valendo-se do estudo da biomecânica do voo dos pássaros.

Telas “asa-de-borboleta”

Novas superfícies de visualização de baixíssimo consumo de energia, fundamentada nas propriedades reflexivas das asas de algumas espécies de borboletas.

Turbina “WhalePower”

O design das pás de turbinas eólicas inspirado na geometria das barbatanas da baleia jubarte produzem 32% menos atrito e 8% menos arrasto que as lâminas convencionais.

Carro biônico

Desenvolvido pela Mercedes-Benz a partir da geometria hidrodinâmica do peixe cofre, o “Bionic car” atinge um coeficiente aerodinâmico de 0,19 e consome até 20% menos combustível que um veículo convencional de potência equivalente.

Efeito lótus

Fundamentado no design e textura das folhas do lótus que repele a água e a poeira, diversas dessas soluções estão sendo desenvolvidas pela indústria para sua aplicação em tecidos, carenagens metálicas, para-brisas de aviões e faróis de automóveis.

Abrangência

A célebre pesquisadora norte americana em Ciências da Natureza Janine Benyus conceitua a biomimética exatamente por esses três vieses:

  1. A natureza como modelo
  2. A natureza como mentora
  3. A natureza como medida

No primeiro caso, tendo a natureza como modelo, está se tornando possível, no design o desenvolvimento de aplicações inovadoras, como os já citados trajes de natação e mergulho e as carenagens mais aerodinâmicas.

Muitos especialistas garantem que, nessa área, a investigação está apenas começando.

Em sua segunda dimensão, tomando-se a natureza como mentora, a tecnologia inovadora deve contemplar inevitavelmente a sustentabilidade e a usabilidade.

Muito mais do que simplesmente extrair da natureza a matéria-prima até o seu esgotamento, há que se aprender com a natureza a importância de seus ciclos e metodologia na construção de uma verdadeira política de consciência ambiental, imprescindível para sustentar a vida em sua diversidade e em seu delicado equilíbrio.

Esse aprendizado, notadamente, aponta para a terceira dimensão da biomimética, que é a de tomar a natureza como medida.

Ora, nesses 3,8 bilhões de anos de evolução os processos naturais testaram, por tentativa e erro, o que funciona e o que não funciona na preservação de uma espécie e de seu habitat.

E é nesse viés, de fato, que se reafirma:

— Quem não aprende a lição com a história, identificando seus erros, está fadado a repeti-los.

Na esteira de suas mais recentes conclusões ecológicas — que inevitavelmente passa pela avaliação de que a extinção em massa é uma realidade — seria oportuno do ponto de vista da biomimética, nessa altura, antever o que funcionará e o que não funcionará amanhã para garantir, por exemplo, a nossa sobrevivência enquanto espécie.

Fontes: