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Como um organismo unicelular pode ter evoluído uma estrutura semelhante ao olho humano?


Single-celled predator evolves tiny, human-like 'eye'De acordo com uma pesquisa da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), um plâncton marinho unicelular evoluiu uma versão em miniatura de um olho multicelular, possivelmente para ajudá-lo a ver melhor suas presas.

O chamado “oceloide” parece muito com um olho complexo, a ponto de ter sido originalmente confundido com o olho de um animal que tinha comido o plâncton.

“É uma estrutura incrivelmente complexa para ter sido evoluída em um organismo unicelular”, disse Greg Gavelis, doutorando de zoologia na Universidade da Colúmbia Britânica. “Ele contém uma coleção de organelas subcelulares que se parecem muito com as lentes, córnea, íris e retina dos olhos multicelulares encontrados em humanos e outros animais de grande porte”.

Propósito do olho

Os cientistas ainda não sabem exatamente como esse plâncton marinho, chamado em inglês de “warnowiids”, usa esse “olho”.

Como o predador possui estruturas do tipo arpão usadas para caçar células, geralmente transparentes, que ficam presas no plâncton, os pesquisadores especulam que o olho ajuda os warnowiids a detectar mudanças na luz que passa através de suas presas transparentes.

O olho poderia, então, enviar mensagens químicas para outras partes da célula, mostrando-lhes em que direção caçar.

Evolução convergente

Os pesquisadores, incluindo o zoólogo Brian Leander, principal autor do estudo, o microbiologista Patrick Keeling e o virologista Curtis Suttle, coletaram amostras de warnowiids ao largo das costas da Colúmbia Britânica e do Japão.

A equipe analisou o oceloide usando microscopia de alta tecnologia, o que permitiu a reconstrução de estruturas tridimensionais a nível subcelular.

olho predador unicelular

O trabalho lança nova luz sobre como organismos muito diferentes podem evoluir características semelhantes em resposta a seus ambientes, um processo conhecido como evolução convergente.

“Quando vemos uma complexidade estrutural similar em organismos com níveis fundamentalmente diferentes de organização e em linhagens que são parentes muito distantes, então você obtém uma compreensão mais profunda da convergência”, explica Leander.

Fonte: http://hypescience.com/predador-unicelular-evolui-pequena-estrutura-semelhante-ao-olho-humano/

 

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Ninguém podia ver a cor azul até os tempos modernos


blue eyes

Todo mundo que já entrou em uma discussão sobre a cor de algum objeto vai entender quando eu disser que nós não vemos tudo exatamente igual.

O jeito que vemos as cores é influenciado por vários fatores, inclusive linguagem e cultura. Por exemplo, a ciência sugere que seres humanos podem não notar até mesmo coisas tão fundamentais como uma cor, a menos que tenham uma maneira de descrevê-las.

Uma prova pode ser que, até relativamente pouco tempo atrás na história da humanidade, o “azul” não existia.

As línguas antigas não têm uma palavra para o azul – nem grego, nem chinês, nem japonês, nem hebraico. E sem uma palavra para a cor, não há evidências de que esses povos antigos sequer “viam” o azul.

Referências pouco coloridas

Na famosa obra “Odisseia”, Homero descreve o mar como sendo “cor de vinho escuro”. Mas por que “vinho escuro” e não azul ou verde escuro, por exemplo?

Em 1858, um estudioso chamado William Gladstone, que mais tarde tornou-se o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, percebeu que esta não era a única descrição estranha de cor nesse livro. Ele notou que ferro e ovelhas eram descritos como violeta, e o mel como verde.

Então, Gladstone decidiu contar as referências de cores no conhecido texto. Enquanto o preto é mencionado quase 200 vezes e o branco 100, outras cores são raras. O vermelho é mencionado menos de 15 vezes, e amarelo e verde menos de 10. Gladstone começou a olhar para outros textos gregos antigos, e notou o mesmo padrão – não havia nada descrito como “azul”. A palavra nem sequer existia.

Gladstone pensou que isso fosse talvez único dos gregos, mas um filólogo, chamado Lazarus Geiger, continuou seu trabalho e percebeu que isso era verdade para todas as culturas.

Ele estudou sagas islandesas, o Alcorão, histórias antigas chinesas e uma antiga versão da Bíblia Hebraica.

Sobre os hinos hindus védicos, ele escreveu: “Esses hinos, de mais de dez mil linhas, estão repletos de descrições dos céus”. Os textos citavam o sol e a vermelhidão da aurora, o dia e a noite, nuvens e relâmpagos, ar e éter… “Mas há uma coisa que ninguém nunca iria aprender com essas músicas antigas, que o céu é azul”.

Geiger decidiu procurar quando o azul apareceu nas línguas, e encontrou um padrão bastante consistente.

A invenção das cores

Cada língua teve primeiro uma palavra para o preto e para o branco, ou a escuridão e a luz. A próxima palavra para uma cor – em todas as línguas estudadas em todo o mundo – foi o vermelho, a cor do sangue e do vinho.

Depois do vermelho, historicamente, aparece o amarelo, e mais tarde o verde (embora em poucas línguas, o verde tenha vindo primeiro que o amarelo). A última das cores a aparecer em todas as línguas é o azul.

Ao que tudo indica, a única cultura antiga que desenvolveu uma palavra para o azul foram os egípcios. Eles também eram que tinham uma maneira de produzir um corante azul.

A ligação entre ver e nomear

Os egípcios podem ter sido os primeiros a inventar um nome para essa cor porque podiam produzi-la.

Se você pensar sobre isso, o azul não aparece muito na natureza – quase não há animais azuis, olhos azuis são raros, e flores azuis são na sua maioria criações humanas.

Você pode até pensar que tudo isso não importa, uma vez que o céu é obviamente azul, e por isso todos nós devíamos conhecer essa cor de longa data. Agora, e se eu te chocar e disser que o céu não é, evidentemente, azul?

Kettleman City California

O pesquisador Guy Deutscher tentou uma experiência casual com o tema. Em teoria, uma das primeiras perguntas das crianças é “por que o céu é azul?”. Então ele criou sua filha tendo o cuidado de nunca descrever a cor do céu para ela. Um belo dia, lhe perguntou que cor ela via quando olhava para cima. A garota não tinha ideia. O céu, para ela, era incolor. Eventualmente, ela decidiu que era branco, e mais tarde, azul. Mas o azul definitivamente não foi a primeira cor que ela pensou.

Será que os povos antigos não conseguiam ver o azul?

Hum… Não dá para ter certeza. Enquanto não temos ideia do que Homero via quando descreveu o mar como cor de vinho, sabemos que os antigos gregos tinham a mesma biologia que nós e, por isso, podemos supor que tinham a mesma capacidade de ver cores que nós.
Mas você realmente vê alguma coisa, se não tem uma palavra para isso?

Um pesquisador chamado Jules Davidoff viajou à Namíbia para realizar um experimento com a tribo Himba, que possui uma língua que não tem palavra para azul ou distinção entre o azul e o verde.

Quando os membros da tribo tinham que escolher o quadrado diferente em um círculo com 11 quadrados verdes e um azul, não sabiam qual ele era. Os poucos que podiam ver uma diferença levaram muito mais tempo e fizeram mais erros do que faria sentido para nós, que claramente vemos o quadrado azul.

blue squares

Mas os Himba têm mais palavras para tipos de verde do que outras línguas, como o inglês. Ao olhar para um círculo de quadrados verdes com apenas um com tom um pouco diferente do resto, eles puderam detectar imediatamente o diferente. Você pode? Tente:

green squares himba

Para a maioria de nós, isso é muito mais difícil. Este é o quadrado de tonalidade diferente:

Vidipedia/Himba Colour Experiment

Davidoff diz que sem uma palavra para uma cor, sem uma forma de identificá-la como diferente, é muito mais difícil para nós perceber o que é único sobre ela – mesmo que os nossos olhos estejam vendo fisicamente todos os tons.

Portanto, antes de o azul tornar-se um conceito comum, talvez os seres humanos o viam, mas não notavam nada de especial sobre ele.

Fontes:

Lentes de contato: o que pode acontecer quando você não tira as suas


Lentes de contato são um conforto e tanto. Falo isso de olhos fechados porque eu mesma tenho uma miopia sinistra e não consigo me adaptar aos óculos. Eu uso quando preciso, claro. Mas gostar mesmo, eu não gosto. Parece que eu fico vendo as coisas por uma janela.

A lente de contatos é uma excelente alternativa, mas exige uma certa dose de cuidados.

Lembro como se fosse hoje o ritual que me ensinaram na primeira vez em que comprei lentes de contato. Lavar as mãos, lavar as lentes, trocar sempre o soro, mantê-las em um local limpo, e por aí vai. A palavra-chave de todo esse hábito é higiene. Um passo fundamental desse ritual é tirar as lentes antes de dormir.

Se você joga no meu time, que é os dos cabeças de vento, já pegou no sono com as lentes de contato. Por consequência, você sabe como elas são um belo (ou não tão belo assim) despertador. É só pensar em abrir os olhos que elas começam a gritar, a nos dar uma inesquecível bronca por ter esquecido elas ali. Piscar nunca foi tão difícil, não?

Isso eu falo com uma noite de sono – que pode ser um soneca também. As lentes de contato não perdoam. Agora imagina o que virou o olho dessa menina:

A menina que ficou 6 meses (direto e reto) com as mesmas lentes de contato

O resultado não foi nada divertido.

Ela negligenciou o poder da higiene em um dos órgãos mais sensíveis do corpo humano, ficando 6 meses ininterruptos com as mesmas lentes. Resultado? Ficou cega. Amebas literalmente comeram seus globos oculares.

A protagonista dessa história é a estudante de graduação Lian Kao, de Taiwan.

O que aconteceu?

O espaço entre as lentes de contato e os olhos é extremamente adequado para permitir que microrganismos que não gostam de oxigênio se reproduzam e, pior ainda, se alimentem da sua córnea.

Acanthamoeba representa a principal ameaça. No caso de Kao, os seis meses que ela passou sem tirar suas lentes de contato foi tempo suficiente para essa criatura se estabelecer, se multiplicar e atacar os olhos dela.

Acanthamoeba keratitis

Não, a Acanthamoeba não se alimenta diretamente no tecido humano. Em vez disso, ela come bactérias. Infecções bacterianas se estabeleceram na córnea de Kao, e assim a ameba tinha muito para comer e gerar uma colônia farta. Em seguida, ela se enterrou nos olhos de Kao para chegar às bactérias que vivem ainda mais para dentro.

Acanthamoeba keratitis, como a condição é chamada, pode ocorrer justamente quando a pessoa não pratica o hábito de desinfectar suas lentes de contato.

Enquanto as lentes de contato que não são limpas representam um risco, o fato de não retirá-las nunca é um perigo muito maior. Kao supostamente não removeu suas lentes por seis meses, e durante esse tempo ela não apenas dormiu com elas, como também fez aulas de natação. Como piscinas muitas vezes contêm Acanthamoeba, o risco de infecção aumentou significativamente.

Dr. Wu Jian-Liang, diretor de oftalmologia no Hospital Wan Fang, esclareceu que a falta de oxigênio pode destruir a superfície do tecido epitelial, criando pequenas feridas as quais as bactérias podem facilmente infectar, se espalhando para o resto do olho e proporcionando um terreno fértil perfeito para a constante proliferação desses organismos.

Ou seja: tire suas lentes antes de dormir, e limpe-as direitinho antes de recolocá-las. Seus olhos agradecem. 

Fonte: http://hypescience.com/lentes-de-contato/

Pesquisadores criam material tão preto que se torna invisível


There's a New Material That's So Black You Can't See It

Imagine-se no lugar mais escuro que já esteve, no qual não consegue nem ao menos enxergar seu nariz, quanto mais qualquer coisa além dele. Todas as formas e texturas do mundo ao seu redor estão simplesmente invisíveis.

Já pensou que uma coisa poderia ser assim?

Uma equipe de pesquisadores britânicos não apenas imaginou, como criou um material recorde, que é tão preto que você mal consegue vê-lo.

A empresa britânica Surrey NanoSystems produziu o Vantablack, um material “estranho”, “alienígena”, tão negro que reflete somente 0,035% da luz visível, estabelecendo um novo recorde mundial. Observar este revestimento “superpreto”, feito de nanotubos de carbono – cerca de 10 mil vezes mais finos que um fio de cabelo humano – é uma experiência ímpar.

Ele é tão escuro que o olho humano não consegue entender o que está vendo, de maneira que relevos e contornos são perdidos, deixando apenas um aparente abismo.

Produzido em uma folha de papel alumínio, o material absorve a luz e não a deixa sair: os poucos fótons absorvidos quicam para os espaços entre os nanotubos, que estão alinhados como se fossem vários canudinhos juntos, vão saltitando dentro da estrutura e são absorvidos lentamente, sem nunca retornar ao ar.

There's a New Material That's So Black You Can't See It

E não é apenas o Vantablack que é preto demais para ver, como qualquer objeto que seja coberto por ele. Ben Jensen, o diretor técnico da companhia desenvolvedora, explica o que você vê quando uma camada deste material reveste algo amassado e vincado: “Você espera ver as ‘dobras’ e tal (…), [mas] é preto, como um buraco, como se não houvesse nada ali. É tão estranho”.

Mas o que fazer com algo tão escuro? Para começar, esta substância pode fazer com que câmeras astronômicas, telescópios e sistemas de digitalização de infravermelho funcionem de forma mais eficaz. Estes equipamentos, que são utilizados para registrar os objetos mais antigos do universo, precisam ser calibrados. Isso é feito ao apontá-los para algo tão preto quanto possível.

Além disso, ainda há, é claro, a possibilidade de uso militar do material, o que a Surrey NanoSystems não é autorizada a discutir. No entanto, a descoberta tem sido descrita como “muito cara” – valores que a companhia também não revela.

Fonte: http://hypescience.com/pesquisadores-criam-material-tao-preto-que-se-torna-invisivel/

Cores: 6 fatos que vão mudar o seu jeito de ver o mundo


Quando o assunto são cores, fica aquela sensação de que a gente vai voltar no tempo para a primeira aula da escolinha. Mas, não. As novidades desse artigo começam com o fato de que existem mais fatos sobre cores do que simplesmente classificá-las em cores primárias, cores secundárias ou aprender a falar cores em inglês. Além de deixar nossa visão do mundo muito mais agradável, elas são um campo de estudo extremamente fértil.

Basicamente essa fertilidade toda se dá porque as cores representam uma intersecção bizarramente complicada entre várias áreas de estudo, como a física, a biologia e a psicologia. Constantemente uma área invade a outra, fazendo com que a maior conclusão que qualquer um possa tirar é que as cores são muito mais que os olhos podem ver. Pronto para se surpreender e concluir isso também?

6. O azul e o verde são a mesma cor para muitas culturas



Parece uma ideia inconcebível, não é? Mas olha só esses dois semáforos. Os dois são japoneses. O primeiro parece normal, mas o segundo…

 

Bom, ao invés de verde, a luz é azul. Acontece que a palavra japonesa “ao” é usada para descrever os dois tons, tanto o azul quanto o verde, e assim, historicamente, os japoneses realmente não desenvolveram uma distinção entre as cores. Na verdade, o mundo está cheio de línguas que não têm palavras para descrever as cores primárias, e sem uma palavra para descrever essas cores, fica muito mais difícil para os falantes dessas línguas distinguirem umas das outras quando se deparam com elas.

5. Há um tom de marrom feito de pessoas


Nós muitas vezes não paramos para pensar de onde todas as cores que conhecemos vêm, como passamos a viver em um mundo que é muito mais brilhante do que a terra marrom (e, convenhamos, monótona) em que nossos antepassados ​​primatas viveram. Já pensou que chato um mundo sem cores néon?

Mas, apesar de não fazerem parte dos olhos humanos desde sempre, as cores já existiam na natureza desde que o mundo é mundo. Afinal, os pigmentos são feitos a partir de uma variedade de matérias-primas que incluem desde minerais a plantas e até corpos esmagados de insectos. Tudo é uma questão da mistura que aprendemos a fazer com essas coisas.

E falando em mistura… Aqui vai um fato bizarro. Em um tempo remotamente passado, um tom de marrom era especialmente popular: o “marrom múmia”. Era algo como uma sombra marrom, que era feita a partir de múmias mesmo – aqueles corpos enfaixados que ficavam enterrados por um longo período de tempo.

Isso fazia parte de um comércio bizarro de múmias que ocorreu no final da Idade Média, quando múmias do Egito foram exportadas para a Europa para serem usadas para uma variedade de fins medicinais. E uma vez que a etapa de moer seres humanos foi superada, começar a pintar com eles não foi assim um pulo tão grande (ou bizarro).

No início do século 20, alguém concordou comigo e com você, ao inventar o conceito de moralidade, que a prática do uso de múmias para a pintura deveria desaparecer.

4. Nós podemos ver cores que não existem

As cores existem em nossos cérebros e a nossa compreensão delas é inevitavelmente limitada pelas ferramentas que temos para observá-las, ou seja, os nossos olhos. Eles não percebem a luz só como ela realmente existe; os três tipos de cones em nossas retinas respondem a diferentes faixas de comprimentos de onda, e é a combinação de respostas desses cones que faz com que nosso cérebros perceba cores específicas. A forma como o nosso cérebro combina essas respostas não é um processo completamente compreendido, embora tenhamos um bom controle sobre a gama de cores que podemos ver.

Sabendo das limitações de que cores podemos e não podemos ver tornou ainda mais surpreendente o fato de alguns cientistas encontrarem maneiras de enganar os nossos olhos para perceber cores que não existem. As chamadas “cores impossíveis” são as máscaras que deveriam ser impossíveis de perceber sob condições normais de iluminação, e incluem uma cor que existe entre o azul e o amarelo (dica: não é o verde) e algo que existe entre o verde e o vermelho (Natal, talvez?).

Também há a família das chamadas cores quiméricas, que usam a tendência que nossos olhos têm de formar imagens residuais negativas para gerar cores que podem não existir. Estas incluem a sombra impossivelmente azulada de preto com o nome incrível de “azul Stygian”, que você pode ver no gif abaixo, assim que a imagem da caveira desaparece:

3. O universo é bege


Depois dessa, quem deve estar bege é você!

Em uma das muitas noites frias nas montanhas em que passaram trabalhando, um grupo de astrônomos decidiu pegar a luz de todas as estrelas no universo e colocá-las todas juntas em uma caixa para ver qual era a cor do universo. Não havia absolutamente nenhum motivo científico para fazer esse experimento, o que nos faz pensar que era uma diversão alternativa. Coisa de quem tem em mãos uma alta taxa de dados e está querendo passar o tempo.

De qualquer forma, a resposta é bege. O universo é bege.

Os cientistas que fizeram este trabalho eventualmente entraram em acordo sobre o nome que esse tom de bege do universo deveria ter: “latte cósmico” – basicamente porque a cafeína é uma parte muito fundamental a quem estuda astronomia (por motivos óbvios). E quem iria detê-los, não é?

2. Nós devemos tudo ao ciano


O ciano é a cor de uma família de organismos chamados cianobactérias, que você pode não estar ciente, mas são as formas mais importantes de vida na Terra. Muito antes de você vir ao mundo e ser essa beleza toda, as cianobactérias já viviam por aqui e já contavam com um currículo nada menos que incrível.

Primeiro, elas podem fixar o nitrogênio, o que significa retirá-lo do ar e torná-lo disponível para outras formas de vida usarem. Em segundo lugar, a partir de alguns bilhões de anos atrás, as cianobactérias encheram a atmosfera com oxigênio, aquele gás que usamos todos os dias para, bem, viver.

1. Algumas pessoas podem ver 99 milhões de cores a mais que você

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Um ser humano normal pode perceber cerca de um milhão de cores diferentes. O que, não sei para você, já me parece muito. Assim, de cabeça, não consigo pensar em uma lista tão longa de cores. Talvez porque nosso idioma não tenha palavras para caracterizar cada uma delas (como enumeramos como possível problema no primeiro item dessa lista).

Mas, algumas pessoas, chamadas tetracromatas, podem ver cerca de 100 milhões de cores. Isso porque elas têm quatro tipos de cones diferentes em seus olhos, e cada um desses cones confere a capacidade de perceber cerca de uma centena de tons. Fazendo o cálculo das possibilidades de combinações, chegamos a essa quantidade inimaginável de tons.

E sabe o que é mais legal de tudo isso? Você pode ser uma dessas pessoas! Para saber se esse é seu caso, clique aqui e faça o teste!

Fonte: http://hypescience.com/fatos-cores/

Como ver leucócitos no seu olho


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Olhe para o céu em um dia claro e você pode observar pequenos pontos brilhantes e dispersos se espalhando ao seu redor. Caso você ainda não tenha notado este fenômeno, tente na próxima vez que as condições meteorológicas permitirem, ou use a imagem azul acima para imitar o céu. Esta gambiarra pode não ser boa o suficiente para todos, mas pode funcionar para alguns.

A boa notícia é que esses pontos não são alienígenas tentando fazer contato – a menos que os alienígenas possam se comunicar tanto pelo céu quanto através da tela do seu computador ou smartphone. Eles também não são estática, ou algum tipo de fada ou qualquer outro ser fantástico. Por fim, os pontinhos também não são alucinações – você está realmente vendo alguma coisa lá.

E o que você está vendo? Efetivamente, as suas próprias células brancas do sangue. O gif abaixo mostra a escala dos pontos e de mãos humanas.

File:Blue field entoptic phenomenon animation.gif

Nossos olhos têm um monte de diferentes partes – como o nervo óptico, a íris, a córnea e a pupila – e uma delas, a retina, age como receptor para toda a luz que entra. Como a maioria das outras partes do corpo, os nossos olhos precisam de sangue e do oxigênio que ele carrega.

Os capilares que levam o sangue para e ao redor do olho passam sobre a retina. E eles são muito estreitos – tão finos que as células precisam viajar em fila indiana através deles. Isto significa que há um fluxo quase constante de células vermelhas do sangue em nossas retinas. “Quase” constante porque os glóbulos vermelhos representam mais de 90% das células em nossa corrente sanguínea. Os glóbulos brancos e as plaquetas compõem o resto.

Os glóbulos vermelhos absorvem a luz azul, efetivamente lançando uma sombra sobre a retina. Mas os nossos olhos e cérebro “consertam” o problema, corrigindo as cores bloqueadas. Isso seria o fim da história, mas o fato é que, de vez em quando, um glóbulo branco aparece nas células capilares. Os glóbulos brancos deixam a luz azul passar, causando uma falta de correspondência de sombra, grosso modo, o contorno da célula, uma vez que passa sobre a retina.

Os capilares são tão estreitos que os glóbulos brancos, que normalmente são redondos, têm que se esmagar um pouco para passar, fazendo a diferença da ausência de sombra ser alongada. A luz adicionada não é corrigida, por isso vemos o branco glóbulo passar sobre a nossa retina – mas, felizmente, não estão fora de nossos corpos.

O efeito é chamado de “fenômeno entópico do campo azul”, ou fenômeno Scheerer, em homenagem ao oftalmologista alemão Richard Scheerer, que foi o primeiro a prestar atenção clinicamente a ele, em 1924, com “entópico” significando “dentro do olho”.

Então, quando quiser ver os leucócitos nos seus olhos, basta olhar para cima quando estiver dia e o céu não tiver muitas nuvens.

Fonte: http://hypescience.com/como-ver-leucocitos-no-seu-olho/

Perdeu os óculos? Aprenda um truque para enxergar bem sem precisar deles!


Quem tem algum problema de visão e depende de óculos para enxergar as coisas com nitidez, sabe como é triste perdê-los, ou esquecê-los. Depois que a gente descobre como precisa deles, a dependência do par de lentes ideal para os nossos olhos só aumenta. E ficar sem ele é quase como ficar sem direção.

Isso tudo por um motivo muito simples: a visão é o sentido humano mais convincente, digamos assim. Palavras, histórias e sons são legais e dão boas noções para a gente. Mas o ser humano de uma maneira geral precisa ver para crer. E só depois de ver com os próprios olhos (ou às vezes com as mãos) realmente acreditamos que algo realmente existe. Por isso nos esforçamos tanto para corrigir defeitos de visão – seja com óculos, lentes ou até cirurgia.

Mas podemos perder nossos óculos de vista. Eles podem quebrar – o que acontece com mais frequência do que gostaríamos -, ou simplesmente podemos sair de casa com pressa e deixá-los para trás. De agora em diante, você nunca mais vai ficar na mão, porque vamos ensinar um truque supersimples para quebrar o seu galho.

O truque

Para quando você estiver sem seus óculos, existe um truque que funciona quase como mágica para fazer você enxergar com nitidez. Basta fazer um buraquinho bem, mas bem pequeno mesmo usando o seu dedo indicador. Então, olhe através dele e voilá! Veja como funciona a partir de 25 segundos, no vídeo abaixo:

De agora em diante, chega de ficar apertando os olhos para ver melhor! Até porque, segundo o Minute Physics, o canal criador deste vídeo, esse truque funciona para todos – independente de quão embaçada seja a sua visão. Tire seus óculos e faça o teste agora:

Demais, não é? Comigo deu certo!

Mas por quê?

Como funciona?

Basicamente, a nossa visão funciona da seguinte maneira: a luz sai de uma determinada fonte, reflete nos objetos e viaja até os nossos olhos, chegando à nossa retina, onde uma imagem será formada. O problema é que a luz atinge a sua retina em vários lugares, o que resulta em uma imagem fora de foco.

Para corrigir isso, temos o cristalino, que funciona basicamente com uma lente, de maneira que seu trabalho é focar a luz em um único ponto da retina. Porém, o cristalino só pode focar a luz que vem de uma determinada distância. Se um objeto está muito perto, ou muito longe, sua luz irá se espalhar pela retina, formando uma imagem borrada.

Felizmente, os músculos dos nossos olhos nos permitem acomodar um pouco melhor a luz. Aliás, é exatamente isso que tentamos fazer quando ficamos espremendo os olhos. Quando apertamos o globo ocular, provocamos mudanças focais que nos permitem ver com nitidez a diferentes distâncias. Mas, de vez em quando, nossos olhos não são capazes de fazer isso espontaneamente. É aí que precisamos usar óculos.

Diferentemente do cristalino, um buraquinho muito muito pequeno (do tamanho de uma cabeça de alfinete) consegue focar a luz proveniente de QUALQUER distância. Justamente por ser tratar de um orifício muito pequeno, permite que a luz venha de apenas um lugar e, portanto, de apenas uma direção a partir de qualquer fonte. Assim, não existe a possibilidade de formar uma imagem borrada.

O único detalhe é que essas imagens nítidas são formadas a partir do bloqueio da luz, ao invés do foco, o que resulta em imagens mais escuras. Inclusive é por isso que usamos lentes ao invés de buracos.

Conclusão: fazer um buraquinho com o dedo e olhar através dele é ideal para ver imagens de forma mais nítida, porém mais escura, quando estiver sem óculos.

Fonte: http://hypescience.com/perdeu-os-oculos-aprenda-um-truque-para-enxergar-bem-sem-precisar-deles/